Postagens

Mostrando postagens com o rótulo A Reforma de Bento XVI

Normas, para quê? Respondem João Paulo II, Cardeal Arinze e a Redemptionis Sacramentum

Pax et bonum!
Considero muito a propósito respondermos com o magistério da Igreja a uma dúvida pertinente, que às vezes povoa a mente de simples fieis, presbíteros ou até de estudiosos da Sagrada Liturgia: "Rubricas, normas, para quê?" Recordo no momento uma das perguntas de uma entrevista feita ao Pe. Paulo Ricardo de Azevedo Júnior, da Arquidiocese de Cuiabá, sobre a Liturgia, bem como sua resposta:
Aos que querem a Missa mais sóbria, de acordo com as normas, com incenso, latim, paramentos bonitos, logo se lhes acusam de “rubricistas” ou de “obtusos”, “antiquados” e até de “fariseus”. Dizem que a Missa tem que ser “alegre”, com improvisação, sem se prender a fórmulas. Alegam que pra Jesus, “o que importa é o coração, é o interior”. Como responder a tudo isso? “Unum facere et alium non omittere”, Fazer uma coisa e não omitir a outra. Ou seja, observar as normas litúrgicas e obedecê-las não é algo que está divorciado com o coração. É necessário escolher as duas coisas. Obediê…

"O Rito Romano Clássico e a Renovação da Liturgia", por Mons. R. Michael Schmitz

Pax et bonum!

Depois de 10 dias de trabalho, concluímos a tradução de uma palestra do Mons. R. Michael Schmitz, do Instituto de Cristo Rei e Sumo Sacerdote, com a devida permissão dada pelo autor. Ele trata do papel fundamental da liturgia, em seu usus antiquior, para que haja, na Igreja, uma verdadeira e duradoura renovação. Outro ótimo texto do mesmo autor é "O Portão para a Eternidade", que também ganhou tradução pela ARS. "O Rito Romano Clássico e a Renovação da Liturgia"pode ser lido e baixado no Gloria.TV. Esperamos que este trabalho seja bastante proveitoso para os fieis de língua portuguesa.
Por Luís Augusto - membro da ARS

Por uma liturgia mais significativa... mas como?

Imagem
Et verbum caro factum est!
ROMA, 12 de MAIO de 2009 (Zenit.org).- Pergunta respondida pelo Pe. Edward McNamara, Legionário de Cristo, professor de liturgia no Ateneu Regina Apostolorum.

Pergunta: Atualmente parece haver uma mudança do espírito da liturgia para uma performance ritualística e mecânica. Sendo a nossa liturgia totalmente seca, muitos Católicos em várias partes da Índia estão indo para igrejas protestantes onde o culto é espontâneo, significativo e dá-lhes um senso de envolvimento e satisfação. Algumas das perguntas feitas para o senhor, bem como as respostas dadas, parecem não ser atraentes para a alma. Não deveríamos pensar em promover uma liturgia significativa à luz da cultura local e de suas necessidades? -- P.J., Dindigul, Índia

Resposta: Nós vez ou outra recebemos perguntas deste tipo, que tocam em assuntos fundamentais, relativos ao propósito e à natureza da liturgia. No decorrer dos anos, esta coluna [do Zenit] tem versado sobre vários pontos da liturgia, alguns dos q…

"O que me impressiona é o número de leigos e jovens que estão na primeira linha para defender a doce obra de Bento XVI"

Adveniat Regnum tuum!
A Carta 24 da Paix Liturgique, datada de hoje, já saiu no Fratres in Unum, mas como a ARS também a recebeu via email, da própria Paix Liturgique, fazemos questão de ajudar a divulgar.  O que ainda poderá ser novidade para alguns, já é fato constatado desde antes do Motu Proprio Summorum Pontificum. (Os grifos são nossos.) Boa leitura!
Diante do pejo e resistência de clérigos,  jovens e leigos mostram-se favoráveis à liturgia tradicional
Desta vez, não somos nós que o dizemos, mas sim distintos prelados romanos e a Federação Internacional “Una Voce”: para grande desespero de um certo clero de antanho, são os jovens e os leigos que, empenhando-se na aplicação do Motu Proprio Summorum Pontificum, mais testemunham a sua fidelidade ao Papa e a sua concordância com os seus pontos de vista litúrgicos.

Foi assim que, no passado dia 7 de Outubro, por ocasião da apresentação dum livro italiano sobre as oposições ao Motu Proprio, Mons. Bux — ver as nossas cartas em francês 210, 2…

Ofício Divino - Liturgia das Horas: vamos rezar?

Imagem
Viva Cristo Rei!


Anteontem The New Liturgical Movement (NLM) postou uma citação do Santo Padre, da última audiência (16/11). De fato, foi com essas palavras (tradução livre minha do italiano) que ele concluiu a Audiência, antes das saudações:
Caros amigos, nestas últimas Catequeses tenho desejado apresentar-vos alguns Salmos, preciosas orações que encontramos na Bíblia e que refletem as várias situações da vida e os vários estados de ânimo que podemos ter diante de Deus. Queria agora renovar a todos o convite de rezar com os Salmos, e de acostumar-se com o uso da Liturgia das Horas da Igreja: as Laudes pela manhã, as Vésperas ao anoitecer, as Completas antes de dormir. Nosso relacionamento com Deus só se enriquecerá no caminho cotidiano rumo a Ele e se realizará com maior alegria e confiança. Obrigado.
Assim como Shawn Tribe (do NLM), alegro-me com as palavras do Santo Padre. De fato, no Folheto Litúrgico Dies Domini, da Paróquia do Amparo (Teresina-PI), tratei da Liturgia das Horas no di…

É RECOMENDÁVEL comungar na boca e DE JOELHOS

Imagem
Pax et bonum!


Palavras claras vindas da autoridade competente: é disso que precisamos!
O Papa e o Cardeal recomendam na teoria e na prática!
E seu bispo? E seu pároco? E você?
(Todos os negritos são meus.)


REDAÇÃO CENTRAL, 27 Jul. 11 / 01:27 pm (ACI/EWTN Noticias)

Em entrevista concedida à agência ACI Prensa, o Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos no Vaticano, Cardeal Antonio Cañizares Llovera, assinalou que é recomendável que os católicos comunguem na boca e de joelhos. Assim indicou o Cardeal espanhol que serve na Santa Sé como máximo responsável, depois do Papa, pela liturgia e os sacramentos na Igreja Católica, ao responder se considerava recomendável que os fiéis comunguem ou não na mão. A resposta do Cardeal foi breve e singela: "é recomendável que os fiéis comunguem na boca e de joelhos".
Do mesmo modo, ao responder à pergunta da ACI Prensa sobre o costume promovido pelo Papa Bento XVI de fazer que os fiéis que recebam dele a Eucaristia…

Bento XVI ganha uma Tiara (triregnum) em nome da unidade dos cristãos!

Imagem
ALLELUIA
Pax et bonum!
Vários sites e blogs já estão noticiando que o Santo Padre, o papa Bento XVI, ganhou uma Tiara. Para as gerações mais recentes e não habituadas aos usos, costumes, vestes, formas, etc anteriores ao Beato João Paulo II, a Tiara pode ser uma desconhecida. Trata-se de uma coroa tripla que o papa usava em determinadas ocasiões. Uma explicação mais profunda fica para uma próxima postagem, com a tradução do artigo da Catholic Encyclopedia.
Quem foi o doador de presente tão significativo?Dieter Philippi. Quem é ele? Um negociante ou empresário católico alemão que tem grande devoção pelo papa e pela unidade dos cristãos, e um grande interesse em chapéus e adereços clericais, eclesiásticos e religiosos para a cabeça (meio incomum, não?). Onde foi feita a Tiara? Em Sofia, na Bulgária. Quem fez? Um ateliê de cristãos ortodoxos de paramentos e objetos litúrgicos - o Liturgix! Quando e como foi a entrega? Hoje (25/04), na Audiência Geral, uma pequena delegação de católicos romanos e…

Revisão dos Congressos Romanos sobre o Motu Proprio Summorum Pontificum

Imagem
ALLELUIA
Pax et bonum!
Neste V Domingo da Páscoa gostaria de apresentar uma visão geral sobre os três grandes Congressos, sediados em Roma, sobre o Motu Proprio Summorum Pontificum. Ao contrário do que se passa em muitas cidades e dioceses, ao redor de Pedro (claro, existem exceções) se cultiva o correto espírito litúrgico: o amor, a estima e o respeito pelas duas formas do único Rito Romano. A beleza, o êxito e certas presenças nestes três encontros nos mostram o peso do Novo Movimento Litúrgico, que tem encontrado no grande Papa Bento XVI uma rocha, um sustento. Estes congressos foram organizados pela Associação Giovani e Tradizione (Jovens e Tradição), fundada e animada pelo sacerdote dominicano Pe. Vincenzo M. Nuara, que no ano passado foi chamado para ser colaborador da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei. Percebe-se o patrocínio da dita Comissão Pontifícia e uma grande participação (no serviço litúrgico) dos Franciscanos da Imaculada. Seguem algumas informações sobre os três encontros.…

Cardeal Burke sobre o Summorum Pontificum e a reforma litúrgica pós-conciliar

Imagem
Da entrevista concedida por Sua Eminência, o Cardeal Raymond Burke, Prefeito do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica, para a edição de maio de 2011 do noticiário católico francês La Nef.
Bento XVI, o amor do bom pastor
La Nef:Depois de três anos, que avaliação o senhor faz da aplicação do motu proprio Summorum Pontificum? Cardeal Burke: Em sua aplicação, eu verifico um interesse e uma apreciação sempre crescente pela forma extraordinária do Rito Romano, da parte do fiéis em geral e dos jovens católicos em particular. Excelentes iniciativas tomaram lugar no intuito de promover a formação quanto ao motu proprio e seus objetivos, previstos pelo Santo Padre quando de sua promulgação. Penso em numerosas conversas, discursos, debates individuais bem como conferências sobre a Sagrada Liturgia, que deram particular atenção à forma extraordinária do Rito Romano e à sua relação com a forma ordinária. No mais, vários livros e artigos foram publicados, tendo como fim um profundo estudo do motu …

A Teologia da Liturgia, por Card. Ratzinger - Parte IV (final e PDF)

Pax et bonum!

Quarta e última parte da conferência sobre Teologia Litúrgica, dada pelo CardealJoseph Ratzinger nas famosasJournees Liturgiques de Fontgombault, na França, em 2001. 

***

6. O sacrifício espiritual

Finalmente, gostaria de apontar muito brevemente um terceiro caminho no qual a passagem do culto de substituição, aquele da imolação de animais, para o verdadeiro sacrifício, a comunhão com a oferta de Cristo, torna-se progressivamente mais clara. Entre os profetas antes do exílio, houve uma crítica extraordinariamente severa ao culto do templo, que Estêvão, para o horror dos doutores e sacerdotes do templo, resume em seu grande discurso, com algumas citações, notadamente este versículo de Amós: “Porventura, casa de Israel, vós me oferecestes vítimas e sacrifícios por quarenta anos no deserto? Aceitastes a tenda de Moloc e a estrela do vosso deus Renfão, figuras que vós fizestes para adorá-las!” (Am 5,25ss, At 7,42). Esta crítica que os profetas fizeram forneceu o fundamento espir…

A Teologia da Liturgia, por Card. Ratzinger - Parte III

Terceira parte da conferência sobre Teologia Litúrgica, dada pelo CardealJoseph Ratzinger nas famosasJournees Liturgiques de Fontgombault, na França, em 2001. 


***

4. Amor, o coração do sacrifício

A primeira etapa deverá ser uma questão preliminar sobre o significado essencial da palavra “sacrifício”. As pessoas comumente consideram sacrifício como a destruição de algo precioso aos olhos do homem; destruindo isto o homem deseja consagrar esta realidade a Deus, para reconhecer sua soberania. Na verdade, porém, uma destruição não honra a Deus. A imolação de animais ou do que quer que seja não pode honrar a Deus. “Se tivesse fome, não precisava dizer-te, porque minha é a terra e tudo o que ela contém. Porventura preciso comer carne de touros, ou beber sangue de cabrito?... Oferece, antes, a Deus um sacrifício de louvor e cumpre teus votos para com o Altíssimo”, diz Deus a Israel no Salmo 50(49),12-14. Em que, então, consiste o sacrifício? Não na destruição, nem nisso ou naquilo, mas na tran…

A Teologia da Liturgia, por Card. Ratzinger - Parte II

Pax et bonum!

Segue a segunda parte da conferência sobre Teologia Litúrgica, dada pelo CardealJoseph Ratzinger nas famosasJournees Liturgiques de Fontgombault, na França, em 2001. O texto será disponibilizado, dentro de alguns dias, em PDF e na íntegra, após a postagem com a última parte.
***

2. Os princípios da pesquisa teológica

Voltemos para a questão fundamental: é correto descrever a liturgia como um sacrifício divino, ou isto se trata de uma impiedade detestável? Nesta discussão, deve-se primeiramente estabelecer os pressupostos principais que, em todo caso, determinam a leitura da Escritura, e assim as conclusões que se tiram dela. Para o cristão católico, duas linhas de orientação hermenêutica essenciais se afirmam aqui. A primeira: confiamos nas Escrituras e nela nos baseamos, não em reconstruções hipotéticas que vão além dela e, de acordo com o seu próprio gosto, refazem uma história em que a ideia presunçosa do nosso saber o que pode ou não ser atribuído a Jesus tem um papel fu…