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Mostrando postagens com o rótulo História

O lugar do batistério na igreja

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Pax et bonum!

Um membro da ARS, numa conversa sobre reforma e construção de igrejas, recentemente levantou uma dúvida bastante interessante: "Onde deve ficar a pia batismal na igreja?" Primeiramente precisamos procurar uma resposta oficial da Igreja, ou seja, da Congregação para o Culto Divino ou do Código de Direito Canônico. O Código de Direito Canônico, no Cân. 858, afirma que toda igreja paroquial deve ter uma "fonte batismal" e que o Ordinário do lugar pode permitir que haja fonte batismal noutra igreja ou oratório no limite da paróquia. A Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium (n. 128), falando da promoção da arte, menciona apenas a "dignidade e funcionalidade do batistério". O Ritual do Batismo (edição reformada a partir do Concílio Vaticano II, ou seja, na Forma Ordinária) fala o seguinte nas Preliminares Gerais.
19. A fonte baptismal ou o recipiente em que, quando for o caso, se prepara a água para a celebração do Baptismo no presbitério, h…

"Procissão do Corpo de Deus" há 90 anos atrás em Teresina (1928)

Pax et bonum!

Eis aqui um documento histórico que nos testemunha o trajeto e alguns detalhes da procissão da Solenidade do Santíssimo Corpo de Cristo no ano de 1928 em Teresina.
O texto foi transcrito a partir da notícia no Jornal A IMPRENSA, datado de 05 de junho de 1928.

A IMPRENSA, Terça feira, 5 de junho de 1928. Página 4.
Procissão do Corpo de Deus PROGRAMMA DA GRANDE FESTA
Na próxima 5a feira, 7 do corrente mez, terá logar a solemnissima procissão de Corpus Christi, grandiosa solemnidade que em todo o orbe catholico, naquele dia, é celebrada com magestade. Obedecendo ás determinações do exm. snr. Bispo Diocesano, em sua Circular n. 15 publicado no "O Piauhy", será o seguinte o programma a observar:
Sahindo da cathedral, a procissão terá o seguinte itinerario:
Rua Simplicio Mendes, até a Senador Pacheco, subindo até o adro da egreja de S. Benedicto; onde será dada a primeira Bençam; de S. Benedicto procurará a rua Alvaro Mendes, descendo-a até á Barroso, por esta continuando …

Museu de Arte Sacra oferece palestra sobre a História da Igreja do Amparo

O museu municipal de Arte Sacra Dom Paulo Libório comemora 4 anos de existência e como presente para os Teresinenses, no mês do aniversário da cidade, promove uma palestra com o tema “Igreja Nossa Senhora do Amparo: primeiros tempos”. A iniciativa que ocorre no dia 15 de agosto é uma oportunidade para os interessados em conhecer um pouco mais sobre a história da Igreja Matriz de Teresina.
Entre os palestrantes estão o professor doutor, escritor e historiador Antônio Fonseca Neto que vai relatar em sua exposição sobre como se deu o processo de fundação da Igreja no bairro Poty Velho e consequentemente sua transferência para a praça da Bandeira, no centro da capital. “Na explanação o foco será o contexto histórico em que se deu a formação da Igreja”, explica a diretora do Museu, Maria Amélia, que faz o convite para todos os piauienses, já que a iniciativa é gratuita. Integra também a programação festiva a palestra do fundador do museu, Paulo de Tarso Libório, que vai fazer uma análise s…

Pequena história do Rosário

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Pax et bonum!

Depois de um considerável tempo sem postagens, estamos de volta. Aproveitando os últimos dias deste mês do Rosário, traduzimos parte do artigo da sempre recomendada New Catholic Encyclopedia sobre a história desta devoção tão cara. O texto que segue é da parte sobre o rosário na Igreja Ocidental. Portanto, o artigo não foi traduzido completamente. Um ponto que talvez levante discussão é a objeção, com provas, à conhecida tradição de dar a São Domingos de Gusmão (1170?-1221) um papel decisivo à história do rosário. O leitor entenderá as razões com a leitura. Daqui, portanto, torna-se mais do que nunca infundada a crítica de que a recomendação das 5 novas meditações, relacionadas a 5 novos mistérios (os luminosos), por parte de São João Paulo II em 2002, seja "mudar o que Nossa Senhora estabeleceu". A devoção, por mais cara à terra e ao Céu, não teve estabelecimento divino em meio a uma revelação privada comprovada pela Igreja, mas surgiu quase que naturalmente, c…

Hóstia - o pão usado no culto cristão - Parte 2

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Pax et bonum!

Prosseguimos com nossa postagem sobre o pão usado no culto cristão, o qual, durante a Santa Liturgia, é transubstanciado no Corpo de nosso Senhor Jesus Cristo. Eis aqui a segunda parte de nossa tradução do artigo da Catholic Encyclopedia. Para ver a primeira parte, clique aqui. *** Hóstia Moldes para hóstias Os moldes usados para as hóstias são instrumentos de ferro semelhantes a moldes de waffle (N.T.: também chamado de gofre, em Portugal), compostos de duas paletas que se unem através de duas alças dobradas que servem como alavanca. O Abade Corblet diz que a existência deles estabeleceu-se por volta do início do séc. IX, embora não se conheça nenhuma espécie existente, em tempos recentes, que date de antes do séc. XII. Todavia, a descoberta, de algum tempo atrás, de um desses moldes em Cartago, leva-nos de volta ao séc. VI ou VII, antes da destruição desta cidade pelos árabes. Neste molde, ao redor do monograma de Cristo, está a inscrição: HIC EST FLOS CAMPI ET LILIUM (D…

Hóstia - o pão usado no culto cristão - Parte 1

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Um sacerdote desta Arquidiocese de Teresina entrou em contato conosco, dizendo que um fabricante de hóstias estava interessado em conhecer mais sobre seu próprio trabalho. Para encontrar mais informações, pediu-nos ajuda. Pois bem, seguindo para a famosa Catholic Encyclopedia, encontramos um bom artigo e decidimos traduzir e disponibilizar em nosso blog. Por conta de seu tamanho, nós o dividimos em duas postagens. Além disso, não traduzimos sua última parte, que trata de milagres, o que, embora seja interessante, não está no escopo desta postagem. *** Hóstia Aspectos históricos e arqueológicos O pão destinado a receber a Consagração Eucarística é comumente chamado de hóstia, e embora este termo possa ser comumente aplicado ao pão e ao vinho do Sacrifício, é mais especialmente reservado ao pão. De acordo com Ovídio, a palavra vem de hostis, inimigo: "Hostibus a domitis hostia nomen habet", porque os antigos ofereciam seus inimigos vencidos como vítimas para os deu…