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Mostrando postagens com o rótulo Missal Romano

Texto do Rito da Confirmação na Missa

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Pax et bonum!

Aos que amam a Sagrada Liturgia, de um modo geral, aos catequistas que preparam adolescente e jovens para receberem o dom do Espírito Santo, e para aqueles que gostariam de estudar e compreender, pelo rito, a graça que receberam pela unção com o Santo Crisma, dedicamos este trabalho, onde constam:  - o Rito da Confirmação na Missa, segundo a tradução brasileira do Ritual; - as indicações de leituras; - as Missas Rituais da Confirmação, segundo a tradução brasileira do Missal. Os textos são da Forma Ordinária do Rito Romano. O novo Ritual da Confirmação entrou em vigor em 1973, tendo sido preparado e concluído pela então Sagrada Congregação para o Culto Divino em agosto de 1971, quando foi aprovado pelo Papa Paulo VI e promulgado com a Constituição Apostólica Divinæ Consortium Naturæ, de 15/08/1971, cuja leitura também recomendamos. O Rito pode ser lido e baixado no Gloria.TV.

Como deve ser o toque da sineta/carrilhão na Consagração?

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Pax et bonum!
Algo que às vezes causa dúvidas entre coroinhas é a forma de se tocar a sineta/carrilhão. Quantos toques? Como se tocar? Há um bom tempo respondemos a um email de uma leitora com esta dúvida, mais especificamente na hora da Consagração. Como poderá ser dúvida de mais alguém, transcrevemos nossa resposta.  Não se pretendeu escrever um tratado ou um manual sobre a sineta/carrilhão, mas apenas dar o direcionamento geral, segundo a Igreja.
Pax et bonum, caríssima N.. Bem, passemos diretamente para os livros litúrgicos, para vermos o que ele nos dizem do toque da sineta/campainha/carrilhão. No Missal de 1962 (Forma Extraordinária do Rito Romano), no Ritus Servandus in Celebratione Missæ (VIII, 6) lemos o seguinte: Interim dum Celebrans elevat Hostiam, accenso prius intorticio (quod non exstinguitur, nisi postquam Sacerdos Sanguinem sumpserit, vel alios communicaverit, si qui erunt communicandi in Missa), minister manu sinistra elevat fimbrias posteriores Planetæ, ne ipsum Cel…

Por que iPads e smartphones não podem substituir o Missal na Liturgia?

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Pax et bonum!
Notícia interessante da ACI Digital. Nós a reproduzimos e acrescentamos a citada decisão da Conferência Episcopal da Nova Zelândia que, assim esperamos, seja largamente seguida pelas outras Conferências do mundo.

VATICANO, 10 Ago. 12 / 10:30 am (ACI/EWTN Noticias).- O Padre Antônio Spadaro, conhecido popularmente como o "ciberteólogo" do Vaticano, explicou por que os distintos dispositivos móveis como Ipad, Smartphones e tablets não podem substituir o Missal Romano nem os tradicionais livros na liturgia católica.  O sacerdote, membro do Pontifício Conselho das Comunicações, comentou em seu blog a decisão da Conferência Episcopal da Nova Zelândia de negar-se ao pedido de vários sacerdotes do país que solicitaram usar estes dispositivos móveis nas liturgias que celebram. Através da edição de julho da revista italiana ‘Jesus’, e no seu blog "CyberTeologia", o Padre Spadaro explica como muda o conceito do livro sagrado nos tempos do iPad, e considera que…

"Afirmações errôneas sobre a Forma Extraordinária do Rito Romano", um pequeno estudo nos 5 anos do Summorum Pontificum

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Pax et bonum!

Hoje, dia 07 de julho, a Carta Apostólica dada em forma de motu proprioSummorum Pontificum,do Papa Bento XVI, completa 5 anos de publicação. Nestes 5 anos muito aconteceu no orbe católico. De tantas coisas, somos gratos a Deus, de modo particular, por mais uma cidade com Missa na Forma Extraordinária estável no nordeste brasileiro: São Luís, no Maranhão. Recomendamos a todos que conheçam o blog Summorum Pontificum São Luís, que rezem pelos irmãos de lá e que agradeçam a Deus pelo interesse e perseverança do Fr. Valdo Nogueira, OFMConv, sacerdote que assiste os fiéis quanto à Forma Extraordinária. Bendito seja Deus! Nosso Piauí, nossa Teresina, continuam deficientes, ainda constando entre os 3 dos 9 estados do nordeste que ainda não têm a Missa nesta Forma, mas estamos fazendo o possível em relação aos ensaios com um sacerdote de nossa Arquidiocese para não demoramos mais tanto a atender o desejo do Santo Padre de abrir o tesouro precioso da Liturgia Romana, em sua forma ma…

"Obediência ao sacerdote", por Pe. Edward McNamara

Pax et bonum!

Segue mais uma tradução nossa de uma resposta dada pelo Pe. Edward McNamara, Legionário de Cristo e professor de Liturgia na Pontifícia Universidade Regina Apostolorum, em Roma, em sua coluna do "The Anchor", semanário oficial da Diocese de Fall River.  Os negritos são nossos.
Questão: Numa certa igreja no estado de Nova Iorque, um padre disse aos paroquianos que eles não podiam ajoelhar-se durante a consagração. Ele também disse que eles não podiam rezar o rosário diante do Santíssimo Sacramento. A dúvida que temos diz respeito à obediência. Os leigos estão obrigados a obedecer ao padre quando se toca em práticas litúrgicas ou devocionais? É pecado não obedecer as ordens do padre? — M.A.E., Rochester, Nova Iorque.
Resposta: Aqui há várias questões e vários níveis de obediência.  Antes de tudo, o sacerdote e os fiéis devem obediência a Cristo e à sua Igreja em matéria de fé, moral e disciplina litúrgica. Nem o padre nem os fiéis são senhores e mestres da liturgia,…

"Liturgia e Pureza"

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Pax et bonum!


No último dia deste semestre quis dedicar algumas horas escrevendo reflexões sobre a pureza na vida cristã, sobretudo como apresentada em súplicas de alguns textos litúrgicos (orações e hinos). Não quis e não pude (ou melhor, nem poderia) ser exaustivo. De fato, o texto é modesto, simples. Escrevi-o porque me parece que em muitos lugares já há muitos "mestres", muitos "cantores", muitos "pregadores", muitas "estrelas", mas poucos santos. Vez ou outra alguém que exerce certo ministério de relevo ou visibilidade, na Liturgia, aparece com máscaras caídas e uma vida tão contrária à santidade exigida nesta obra de Cristo, faltando-lhe, por exemplo, a pureza (ou outras qualidade esperadas de um bom cristão). O primeiro destinatário destas reflexões sou eu mesmo. Creio, porém, que poderá ajudar a todos os que exercem algum ministério na Sagrada Liturgia, sobretudo, a buscarem maior preparação e perfeição naquilo que fazem, não primeiram…

A forma longa da Vigília de Pentecostes

Pax et bonum!

Esta postagem deveria ter surgido muito mais cedo, mas somente hoje encontrei certos materiais e textos a respeito. Trata-se da celebração prolongada da Vigília de Pentecostes, citada primeiramente em 1988, na Carta Paschalis Sollemnitatis, da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, mas só inserida em 2008 como suplemento dentro do Missale Romanum, na editio typica tertia emendata. Como ainda hoje não contamos com a tradução brasileira da edição típica terceira, e sobretudo agora, depois de 2008, com algumas emendas, não temos material oficial no Brasil, tal e qual se encontra no Missal latino atualmente. Um dos colaboradores do blog Pray Tell postou no último dia 23 (quarta-feira), os textos em inglês que, creio, são os oficiais, da nova tradução do Missal Romano nos Estados Unidos. Aproveitando este trabalho, segue uma versão nossa, embora tardia. A forma longa é interessante, prevendo-se a junção com as I Vésperas de Pentecostes, e esta certame…

"O modo de comunicar o sinal da paz na Santa Missa"

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Pax et bonum!

Chegando aos últimos dias do Tempo Pascal, segue a nossa tradução de um interessante estudo do Departamento das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice, sobre o gesto da paz na Santa Missa. Esperamos que ele contribua para uma melhor compreensão deste momento nas celebrações.

DEPARTAMENTO DAS CELEBRAÇÕES LITÚRGICAS DO SUMO PONTÍFICE O modo de comunicar o sinal da paz na Santa Missa "Quando o leitor acabou, aquele que preside toma a palavra para incitar e exortar à imitação dessas belas coisas. Em seguida, levantamo-nos todos juntamente e fazemos orações por nós mesmos [...] e por todos os outros [...]. Terminadas as orações, damo-nos um ósculo uns aos outros" (Justino de Nablus, Apologia I, 65). Estas palavras de São Justino, escritas por volta de 155, apresentam-nos pela primeira vez o sinal da paz durante a Santa Missa. Um primeiro aspecto que chama a nossa atenção, ao lermos este antiquíssimo testemunho, é o momento em que tal gesto tem lugar dentro da celebraç…

Ascensão do Senhor

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Pax et bonum!
O Senhor subiu ao céu, aleluia! Na quinta-feira passada, 40º dia após a Páscoa, celebrou-se no calendário universal a Solenidade da Ascensão do Senhor. Em alguns países, por motivos pastorais, decidiu-se colocar esta celebração no domingo seguinte, isto é, hoje, como é o caso aqui no Brasil. Segue a tradução do breve artigo da Catholic Encyclopedia sobre a Solenidade.
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No quadragésimo dia após o Domingo de Páscoa, comemora-se a Ascensão de Cristo ao céu, de acordo com Mc 16,19, Lc 24,51 e At 1,2. Na Igreja Oriental esta festa é conhecida como analepsis, acesso, entrada, e também como episozomene, a salvação, denotando que pela ascensão até sua glória Cristo completou a obra de nossa redenção. O termo usado no Ocidente, ascensio e, ocasionalmente, ascensa, significa que Cristou se elevou por seu próprio poder. A tradição designa o Monte das Oliveiras, próximo de Betânia, como o lugar de onde Cristo deixou a terra. A festa cai numa quinta-feira. É uma das festas ecumênicas …

Orações litúrgicas para pedir chuva

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Pax et bonum!

Em janeiro do ano passado recomendamos as orações para pedir bom tempo, por conta das enchentes, inundações e consequentes deslizamentos de terra, que vitimaram centenas de pessoas no estado do Rio de Janeiro. Nestes dias voltamos o olhar para nosso nordeste, sobretudo para nosso Piauí.
Alguns noticiários já consideram a seca atual como uma das piores nos últimos 30 anos, em alguns estados. No Piauí são 114 municípios, até onde tomamos conhecimento, em situação de emergência. No nordeste inteiro são 833, afetando cerca de 4 milhões de pessoas. Plantações estão se perdendo e animais morrem de fome e sede. Obviamente os governos municipais, estaduais e federal devem fazer algo. Os cristãos também devem fazer algo a respeito, ajudando os mais afetados na medida de suas possibilidades. É uma ocasião forçosa para se exercitarem as boas obras. Institutos de pesquisa, desenvolvimento e sustentabilidade também devem colocar esforços na busca de soluções contra o agravamento desta…

Normas, para quê? Respondem João Paulo II, Cardeal Arinze e a Redemptionis Sacramentum

Pax et bonum!
Considero muito a propósito respondermos com o magistério da Igreja a uma dúvida pertinente, que às vezes povoa a mente de simples fieis, presbíteros ou até de estudiosos da Sagrada Liturgia: "Rubricas, normas, para quê?" Recordo no momento uma das perguntas de uma entrevista feita ao Pe. Paulo Ricardo de Azevedo Júnior, da Arquidiocese de Cuiabá, sobre a Liturgia, bem como sua resposta:
Aos que querem a Missa mais sóbria, de acordo com as normas, com incenso, latim, paramentos bonitos, logo se lhes acusam de “rubricistas” ou de “obtusos”, “antiquados” e até de “fariseus”. Dizem que a Missa tem que ser “alegre”, com improvisação, sem se prender a fórmulas. Alegam que pra Jesus, “o que importa é o coração, é o interior”. Como responder a tudo isso? “Unum facere et alium non omittere”, Fazer uma coisa e não omitir a outra. Ou seja, observar as normas litúrgicas e obedecê-las não é algo que está divorciado com o coração. É necessário escolher as duas coisas. Obediê…