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Os sinais externos de devoção do celebrante

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Por Pe. Nicola Bux

(as ênfases são minhas)

A fé na presença do Senhor na Igreja, como sua presença eucarística, o sacerdote a exprime, como exemplo, com a adoração que se registra na reverência profunda das genuflexões durante a Santa Missa e fora desta. Na liturgia pós-conciliar foram reduzidas ao mínimo: a razão adotada é a sobriedade; o resultato é que se tornaram raras, ou então são apenas esboçadas. Temos nos tornado mesquinhos quanto a gestos feitos para o Senhor, mas elogiamos judeus e muçulmanos pelo seu fervor no modo de rezar. A genuflexão, mais do que as palavras, manifesta a humildade do sacerdote, que sabe ser apenas um ministro e conhece sua dignidade para o poder de tornar o Senhor presente no Sacramento. Mas há outros sinais de devoção. As mãos levantadas pelo sacerdote indicam a súplica do povo humilde: "nós vos suplicamos"*, sublinham as Orações Eucarísticas II e III do Missal de Paulo VI. A Instrução Geral sobre o Missal Romano (IGMR) estabelece que o sacerdo…

"Ajudemos o Santo Padre a trazer Deus ao mundo"

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Pax et bonum!

Descobri ontem uma entrevista com o Pe. Nicola Bux (muito conhecido no contexto do Novo Movimento Litúrgico). Ele é Consultor do Departamento para as Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice. A entrevista é de maio deste ano e não a encontrei em português. Ela foi dada na Espanha.
Fica uma grande recomendação de leitura: a seção de estudos do dito Departamento no próprio site do Vaticano.

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- Poderia explicar em que consiste a participação ativa de mente e de coração?
Diz São Paulo em sua Carta aos Romanos, no capítulo 12, que devemos oferecer nossos corpos como sacrifício razoável, agradável a Deus. Essa é uma participação “ativa”, ou seja, de ato, de ação. Nossa ação máxima é a de unir nossa vida a Cristo e, sobretudo, oferecer nossa vida na oferta de Cristo no sacrifício da Cruz. Esta é a Missa.
Esta é a participação, a parte que falta quando São Paulo, na carta aos colossenses, diz “completo em minha carne o que falta ao sofrimento de Cristo, em favor de seu corpo, que é…

"Mas que festa? A liturgia é um drama"

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A liturgia é um drama, não uma festa. Hoje não se contempla mais a Cruz, frequentemente deixada como um adorno. Celebrar voltados ad orientem a segunda parte da Missa tem um sentido escatológico e recupera o sentido do sagrado.
“Mas que festa? A liturgia é um drama”: afirma Monsenhor Nicola Bux, teólogo e liturgista de clara fama. Com ele confrontamos o tema do sentido do sagrado na liturgia: “Creio que este sentido do sagrado se poderá recuperar quando compreendermos que a Missa não é de modo algum um espetáculo, uma diversão ou uma propriedade do sacerdote, mas um próprio e verdadeiro drama. Frequentemente enchemos a boca com a palavra festa, mas que festa? Na Missa recordamos o sacrifício de Cristo, eis a verdade. Cristo se imolou por nós e aí se usa a palavra festa. Só é correto falar de festa depois de termos compreendido e aceitado o conceito de que Cristo deu a vida por nós. Então, é lícito falar de festa, mas nunca em primeiro lugar”.
Depois acrescenta: “Uma boa liturgia deve te…

Card. Cañizares em prefácio ao livro do Pe. Nicola Bux "A Reforma de Bento XVI"

Pax et bonum!Eu já estava começando a traduzir do inglês, postado no NLM, quando o querido Pe. Samuel Brandão, que celebra na Forma Extraordinária aos Domingos na Igreja de São João Batista do Tauape em Fortaleza, mandou-me a tradução feita pelo OBLATVS. Trata-se do prefácio do Cardeal Cañizares, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, que chamou nossa atenção ao celebrar na Forma Extraordinária no altar papal da Basílica do Latrão há poucas semanas. Obs: cuidei apenas de dar uns retoques minúsculos.
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Desde a publicação deste livro até a presente edição espanhola não passaram mais que uns poucos meses. Todavia, a transcendência de certos fatos ocorridos neste lapso de tempo modificou enormemente o “clima” em torno de sua temática, especialmente pelo ambiente de controvérsia que se criou em razão do levantamento das excomunhões dos quatro bispos ordenados há vinte anos por Dom Lefebvre. Este gesto de misericórdia gratuita do Santo Padre para tornar p…