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Composições atuais com o brilho de sempre: nova obra do Dr. Peter Kwasniewski.

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Pax et bonum!

Tendo recebido há poucos dias um email do autor, temos a honra e a satisfação de divulgar sua mais recente obra. Estamos falando do Dr. Peter Kwasniewski, de quem, com permissão, traduzimos uma postagem sobre a Sagrada Liturgia como querida pelo Concílio Vaticano II e sua celebração hodierna em nossas paróquias.
Até então não tínhamos muito conhecimento dos dons do autor. Eis que, num email, ele pede-nos o favor de divulgarmos sua mais nova obra publicada pela Corpus Christi Watershed (conhecida na web, pelos amantes da Sagrada Liturgia, pelos bons materiais relativos à música sacra): Sacred Choral Works.
Dr. Peter leciona teologia, filosofia, música e é regente do coro do Wyoming Catholic College. Nas quase 300 páginas encontram-se 85 peças do compositor, com inspirações no canto gregoriano, na polifonia renascentista e nos hinos clássicos em inglês. As peças, que abrangem uma experiência de quase 25 anos na área, é constituída de cantos em inglês e em latim.
Sacred Chor…

Os passos da reforma litúrgica pós-conciliar - O Card. Bacci e "A túnica rasgada" de Tito Casini

Pax et bonum!

Prosseguimos no início de 1967. Iríamos começar hoje a tradução da Alocução de Paulo VI ao Consilium, de 19/04/1967 quando, no mesmo texto francês, encontramos uma nota explicando que o Papa, defendendo o Card. Lercaro, em certo ponto, citou uma publicação que seria o livro "La tunica stracciata" (ou seja, "A túnica rasgada"), de Tito Casini (1897-1987), escritor italiano que produziu interessantes textos sobre as consequências más das mudanças que aconteciam após o Concílio. Pois bem, enquanto Paulo VI defendia o Card. Lercaro, o livro em questão tinha seu prefácio escrito pelo Card. Antonio Bacci. Achamos por bem traduzir o prefácio da obra, que estará citada na alocução que virá nas próximas postagens. O prefácio por si nos revela que a situação das arbitrariedades no campo litúrgico parece agravar-se. Se no ano anterior (1966) se falava das "ceias eucarísticas", vemos agora outras "missas", como a "missa beat". "L…

Os passos da reforma litúrgica pós-conciliar - A Instrução Musicam Sacram

Pax et bonum!

Dos tempos do Papa Pio XII nos veio um documento sobre a Música Sacra. Trata-se da Encíclica Musicae Sacrae Disciplina, do Natal de 1955, que embora não tenha aparecido em nosso blog nalguma outra postagem, é muito digna de conhecimento e leitura, sobretudo por ser do punho deste grande Papa que muito amava a Sagrada Liturgia. Pois bem, no pós-Concílio, os dois dicastérios autores das reformas de que estamos falando nas postagens da série, ou seja, a Sagrada Congregação dos Ritos e o Consilium, trataram do assunto da música sacra numa instrução, conjunta, própria: a Musicam Sacram, de 05/03/1967. Nela há trechos interessantes sobre a participação, instrumentos, gêneros, desenvolvendo o que fora dito na Constituição do Concílio. As regras aí expostas deveriam ser consideradas como atuais e válidas, pois não houve outro documento do mesmo porte e qualificação posteriormente. Segundo o Pe. Edward McNamara, de quem já traduzimos alguns trechos de sua coluna de perguntas e re…

Os passos da reforma litúrgica pós-conciliar - Sacrificium Laudis: o abandono do latim e a tristeza de Paulo VI

Pax et bonum!

Iniciaríamos a publicação de documentos do ano de 1967 quando nos damos conta de que tínhamos ignorado um importante e revelador documento de meados de 1966. Trata-se da Carta Apostólica Sacrificium Laudis, do Papa Paulo VI, "sobre a língua latina a ser usada no Ofício Litúrgico coral por parte dos religiosos obrigados ao coro", quem entendemos ser sobretudo os monges. Pois bem, havíamos dito que o ano de 1966 apresentou, fora do contexto das experiências oficiais e autorizadas, um grande número de experiências arbitrárias. Paulo VI, o Cardeal Lercaro e o Pe. Bugnini levantam a voz contra o que acontecia. Mas ainda assim essas vozes pareciam soar distante dos casos concretos, provavelmente à sombra da conivência dos bispos dos lugares em questão. Nesta Carta, Paulo VI, abalado e triste pelos pedidos de mudança do latim e do gregoriano, em prol do vernáculo e dos cantos modernos em voga, pergunta: "De onde saiu  e porque se difundiu, esta mentalidade e este…

Sacralidade na música litúrgica portuguesa

Pax et bonum!

Em nosso Brasil, Terra de Santa Cruz, infelizmente, abundam canções de mal gosto sob a classificação de "canto litúrgico". Para alívio de nossos ouvidos e almas, o repertório de Portugal apresenta-nos uma música litúrgica bem mais próxima das características tantas vezes repetidas pelos últimos papas. Os grupos de canto que queiram enriquecer o repertório para a Forma Ordinária do Rito Romano (embora sem poder contar com partituras) podem beber do canto sacro lusitano em vernáculo, que particularmente considerei muito bom. Aqui no Brasil, temos assistido a uma forte secularização da liturgia através da música, com a inserção de inconvenientes ritmos populares, ousadas melodias tiradas de canções alheias à religião e textos enfraquecidos em seu sentido ou escritos de forma quase coloquial. Pois bem, há o blog português O Canto na Liturgia, com comentários, vídeos e partituras, e, sobretudo, o próprio site do Secretariado Nacional de Liturgia, na seção Música Lit…

Um "Glória" português...

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Pax et bonum!

Hoje à tarde recordei-me da campanha do Salvem a Liturgia pelo fim do "Glória Pirata", título que também enquadra um texto, já usado com várias melodias, comumente chamado de "Glória da CNBB" (sic), que possui 5 estrofes (Glória a Deus nos altos céus... Deus e Pai, nós vos louvamos... Senhor nosso Jesus Cristo... Vós que estais junto do Pai... Vós somente sois o santo...). Procurando conhecer um pouco das composições dos irmãos lusitanos, encontrei um Glória. O texto altera a parte "e paz na terra aos homens de boa vontade" (seria o literal) ou "e paz na terra aos homens por ele amados" (texto do Missal do Brasil) e utiliza um refrão (o que vai contra a composição pura e original do Glória), mas tem uma melodia bela e é tocado em uníssono (exceto por este refrão), acompanhado por um órgão. Todo o resto da letra segue o Missal. É possível ver ainda o sacerdote de casula romana e o símbolo do canal TVI transmitindo "em directo"…

Instrumentos musicais - Quaresma - Tríduo Pascal

Aqui vai um rápido lembrete quanto ao uso dos instrumentos musicais na Quaresma e particularmente no Sacratíssimo Tríduo Pascal. As citações são do "Diretório da Liturgia e da organização da Igreja no Brasil" (pp. 63 e 83). Refiro-me à Forma Ordinária do Rito Romano.
- Para a Quaresma: "O toque de instrumentos musicais só é permitido para sustentar o canto. Excetuam-se o Domingo Laetare (4º Domingo da Quaresma), bem como as solenidades e festas". - Para o Tríduo Pascal: "O órgão ou harmônio toca-se hoje na Missa vespertina até o fim do canto do Glória. Depois não se toca, até o Glória da Missa da Vigília noturna da Ressurreição (a menos que seja para sustentar o canto)".
Observação: A primeira passagem corresponde à Instrução Geral sobre o Missal Romano quanto ao tema. A segunda deve vir da tradição, ainda que não escrita nos livros litúrgicos (até agora eu não a encontrei, nos novos).
Há um problema quanto à interpretação da expressão "sustentar o canto…