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Mostrando postagens com o rótulo participação

Os passos da reforma litúrgica pós-conciliar - Discurso de Paulo VI no fechamento da VIII Sessão Plenária do "Consilium"

Pax et bonum!

Prosseguimos no primeiro semestre de 1967; agrava-se a situação das mudanças arbitrárias; o mundo católico prossegue celebrando há 2 anos a Missa simplificada, segundo as alterações da Inter Oecumenici, de 1964; publicações aparecem com críticas à Reforma ou antes à "reforma" anárquica que se faz em vários lugares, ignorando o que realmente vem da Santa Sé; o Consilium já trabalha nas novas orações eucarísticas, possivelmente no novo ritual das ordenações e, em pouco tempo, um documento oficial citará a Comunhão de pés; após menos de 3 anos é erigida formalmente a Foederatio Internationalis UNA VOCE, da qual falaremos em outra postagem. Ao fim da oitava sessão do "Consilium", o Papa Paulo VI demonstra sua gratidão, sua confiança e seu apoio ao "Consilium" e seus trabalhos. Ao mesmo tempo reconhece cada vez mais preocupado aquilo que veio a chamar de "uma tendência a 'dessacralizar' (...) a Liturgia (...) e com isso, fatalmente, …

Os passos da reforma litúrgica pós-conciliar - A Instrução Musicam Sacram

Pax et bonum!

Dos tempos do Papa Pio XII nos veio um documento sobre a Música Sacra. Trata-se da Encíclica Musicae Sacrae Disciplina, do Natal de 1955, que embora não tenha aparecido em nosso blog nalguma outra postagem, é muito digna de conhecimento e leitura, sobretudo por ser do punho deste grande Papa que muito amava a Sagrada Liturgia. Pois bem, no pós-Concílio, os dois dicastérios autores das reformas de que estamos falando nas postagens da série, ou seja, a Sagrada Congregação dos Ritos e o Consilium, trataram do assunto da música sacra numa instrução, conjunta, própria: a Musicam Sacram, de 05/03/1967. Nela há trechos interessantes sobre a participação, instrumentos, gêneros, desenvolvendo o que fora dito na Constituição do Concílio. As regras aí expostas deveriam ser consideradas como atuais e válidas, pois não houve outro documento do mesmo porte e qualificação posteriormente. Segundo o Pe. Edward McNamara, de quem já traduzimos alguns trechos de sua coluna de perguntas e re…

A "Missa Dialogada"

Participação na Missa?
A Igreja considera a Missa como algo tão importante para a nossa santificação, que a tornou obrigatória uma vez por semana e em certos dias de festa. Mas a frequência regular à Missa nos fará pouco bem se não o fizermos adequadamente. O divino reservatório de graça e vida, embora infinito em si mesmo, está condicionado em sua eficácia em relação a nós mesmos pela devoção e pelo fervor que trazemos à sua celebração. É precisamente para ajudar o fiel a tirar o máximo proveito possível da Missa que a Igreja envolveu a matéria e a forma essenciais da Missa com tantas cerimônias. Estas cerimônias são, por essa razão, importantes e devemos estar atentos a elas. Todo o ritual da Missa mostra que as leituras são dirigidas aos fiéis, as orações são ditas em seu nome, e várias vezes o sacerdote saúda os fiéis para uni-los mais estreitamente à sua ação sacerdotal. Devemos, por isso, esforçar-nos em dar um genuíno assentimento interior àquilo que é falado e realizado em noss…

A participação do povo de Deus na Santa Missa

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Muitos têm alguma forma de rejeição em relação à Santa Missa rezada em latim com cantos gregorianos; uns porque não "conseguem" entender nada, como já foi comentado em outros textos, o que pode, de certa forma, levar a uma participação não efetiva; outros até mesmo por achar mais interessante que a Santa Missa seja rezada “de frente para o povo” e em língua vernácula, pois acham mais atraentes e animados os cânticos que nos trazem ritmos populares: forró, pop, etc. Mas esquecem que, antes da forma em que a Santa Missa seja celebrada – se da forma extraordinária (Latim) ou da forma ordinária –, importa a postura com que se vai participar da Santa Missa. 
Digo isto, pois não é raro, infelizmente, entrarmos na Igreja e conversarmos com amigos, parentes, e sabermos como vão as vidas dos outros. Raramente lembramos de nos benzer ao entrar na Igreja. Sequer fazemos o sinal da cruz com o mínimo de reverência. Sequer nos ajoelhamos diante do Santíssimo no sacrário. E quando começa a …