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Bispos com casula romana e estola cruzada na Missa Papal do dia 1º!

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Em concelebração com Bento XVI,bispos paramentados com casula romana

O Santo Padre Bento XVI incensa o altar acompanhado por mons. Marini e pelos diáconos enquanto os cardeais-diáconos aguardam
Não que a casula romana esteja intimamente ligada ao tradicionalismo litúrgico. Ela é, de certa forma, recente, ciente que os paramentos sofreram redução dimensional depois do século XII. Contudo, com a má interpretação da reforma litúrgica ordenada pelo Concílio Vaticano II, os paramentos antigos sofreram preconceitos e foram quase que banidos das sacristias, a ponto de serem até danificados, apesar de nunca terem sido abolidos (conforme o n. 119 da Instrução Geral do Missal Romano). Os que usam apenas casulas góticas não percebem que portam paramentos mais antigos. De qualquer modo, quando vemos uma casula romana, logo lembramos da missa que era oficiada antes de 1962 em quase todos os altares do mundo, exclusive aqueles em igrejas pertecentes a outro rito.


Os últimos cardeais
são os que receberam …

O Véu do Cálice

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Pax et bonum!


Aproveitando as últimas postagens que falavam do véu do cálice, percebi a necessidade de conhecê-lo melhor a fim de bem o recomendar. É fato que alguns fiéis podem mesmo nunca ter ouvido falar dele. Reuni algum material e espero que seja de utilidade aos caríssimos leitores.
Véu de brocatel (séc. XVI) Museu Lázaro, Fundación Lázaro Galdiano, Espanha
A origem do véu do cálice, que atualmente é usado de modo geral nos ritos latinos da cristandade ocidental, para cobrir o cálice do início da Missa até o Ofertório e novamente depois das abluções, é obscuro. Desenvolveu-se na idade média tardia (entre os séc. XIV e V) de uma ou outra de três possíveis origens. Deve derivar simplesmente de uma coberta (sacculum ou lintheum), no qual o cálice e a patena eram levados ao altar para a Missa Rezada. Ou deve derivar do véu humeral, com o qual o subdiácono ou algum outro ministro levava o cálice para o altar na Missa Solene. Outra origem sugerida é que, assim como a pala, o véu do cálic…

O véu, o cálice e a dignidade do homem

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Assim como os vasos sagrados na Missa, fomos feitos para receber Cristo
Por Pe. Jerry Pokorsky

De acordo com a legislação litúrgica da Igreja, o cálice usado na Missa deveria estar coberto com um véu. A Instrução Geral sobre o Missal Romano [IGMR 80c, 2ª edição típica] afirma: “O cálice esteja coberto com um véu, que sempre pode ser da cor branca”. Como a maioria das vestes litúrgicas, o véu do cálice é uma misteriosa peça. Podemos até ser tentados a rechaçá-lo como mera decoração, mas o cálice e o véu não têm apenas uma função durante a celebração da Missa, eles também nos recordam uma dignidade que está normalmente velada. Um véu é usado para cobrir o cálice quando este é carregado para o altar e trazido dele durante a celebração da Missa. É normalmente da mesma cor dos paramentos. Como peça litúrgica, foi provavelmente introduzido na Idade Média, e deve ter tido uma origem funcional, provavelmente se desenvolveu de um sacculum ou pequena bolsa ou sacola para carregar os vasos sagrado…

Os sinais externos de devoção do celebrante

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Por Pe. Nicola Bux

(as ênfases são minhas)

A fé na presença do Senhor na Igreja, como sua presença eucarística, o sacerdote a exprime, como exemplo, com a adoração que se registra na reverência profunda das genuflexões durante a Santa Missa e fora desta. Na liturgia pós-conciliar foram reduzidas ao mínimo: a razão adotada é a sobriedade; o resultato é que se tornaram raras, ou então são apenas esboçadas. Temos nos tornado mesquinhos quanto a gestos feitos para o Senhor, mas elogiamos judeus e muçulmanos pelo seu fervor no modo de rezar. A genuflexão, mais do que as palavras, manifesta a humildade do sacerdote, que sabe ser apenas um ministro e conhece sua dignidade para o poder de tornar o Senhor presente no Sacramento. Mas há outros sinais de devoção. As mãos levantadas pelo sacerdote indicam a súplica do povo humilde: "nós vos suplicamos"*, sublinham as Orações Eucarísticas II e III do Missal de Paulo VI. A Instrução Geral sobre o Missal Romano (IGMR) estabelece que o sacerdo…

Epifania

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EPIFANIA
A adoração dos magos O Batismo do Senhor O milagre das Bodas de Caná
Também conhecida com os seguintes nomes: (1) ta epiphania, ou he epiphanios, hemera (raramente he epiphaneia, enquanto, por exemplo, em Atanásio, aparece he somatike epiphaneia); theophaneia: dies epiphaniarum; festivitas declarationismanifestationis; apparitio; acceptio. (2) hemera ton photon: dies luminum; dies lavacri. (3) phagiphania, Bethphania; etc. (4) Festum trium regum: originando o alemão Drie-koningendag e o dinamarquês Hellig-tre-kongersdag, etc. (5) Décimo segundo dia, o sueco Trettondedag, etc. - O significado destes nomes será explicado abaixo. A festa foi chamada denho (para o alto, ascendente), entre os sírios, nome a ser relacionado com a noção de luz do alto ou luz que sobe, conforme expressado em Lc 1,78. O nome Epiphania sobrevive em Befana, a grande feira naquela época em Roma; é difícil dizer o quão estreitamente estavam ligadas a prática então observada de comprar todo tipo de imagens d…

2011 começa com bispos anglicanos sendo recebidos na Igreja Católica!

Pax et bonum!

Encontrei a notícia no Catholic Herald, mas depois achei-a traduzida aqui, sendo a notícia original do The Telegraph.
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Em celebração histórica, anglicanos são recebidos na Igreja Católica Apostólica Romana. 
Ao abrigo de documento instituído pelo Papa Bento XVI são recebidos os primeiros anglicanos na Igreja Católica Apostólica Romana. Por Jonathan Wynne-Jones, correspondente de assuntos religiosos, 9:00PM GMT 01 Jan 2011 
Padres e fiéis de cerca de vinte paróquias da Igreja da Inglaterra converteram-se ao Catolicismo neste sábado, numa celebração na Catedral de Westminster.  Três ex-bispos estavam entre os confirmados no serviço, que apresentou a primeira onda de anglicanos desertando a Roma para participar do Ordinariato.  O Papa apresentou a estrutura em 2009 para acolher os anglicanos desiludidos no rebanho católico depois que reuniões secretas foram realizadas no Vaticano com bispos da Igreja da Inglaterra, como o The Sunday Telegraph revelou um ano antes.  O Arcebispo d…

"Versus Deum" explicado na homilia da Epifania na Matriz

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Pax et bonum!

Hoje servi na Santa Missa na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Amparo, às 9h. Como em grande parte do Brasil, para nós, na Arquidiocese de Teresina, hoje é a Solenidade da Epifania do Senhor. Foi a terceira vez que usamos o "arranjo beneditino" (castiçais dispostos lado a lado de forma simétrica e um crucifixo ao centro voltado para o sacerdote, tudo sobre o altar) e primeira vez numa Missa de domingo (acredito que não foi usado domingo passado, Festa da Sagrada Família; não pude estar presente lá). A Missa foi "versus populum", como normalmente é. Na homilia, porém, falando do Oriente (onde brilhou a estrela vista pelos magos), o Pe. José de Pinho Borges Filho, pároco, até para minha surpresa, falou do oriente litúrgico. Citou a expressão "de costas para o povo", marcando-a como muito imprópria, ao explicar que os sacerdotes costumavam celebrar voltados para o Oriente, o nascente, símbolo de Cristo (numa mescla de sentido epifânico e escatológ…