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A Bula Consueverunt Romani Pontifices, de São Pio V

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Pax et bonum!

Hoje, memória de Nossa Senhora do Rosário, apresentamos, talvez pela primeira vez na web, a tradução da Bula (Constituição Apostólica) Consueverunt Romani Pontifices, do Papa São Pio V, na qual, segundo o Papa Paulo VI, o então Sucessor de Pedro "ilustrou e, de algum modo, definiu a forma tradicional do Rosário" (cf. Exort. Apost. Marialis Cultus, 42). Esta Bula o Papa São Pio V escreveu dois anos antes da gloriosa vitória dos cristãos sobre os invasores muçulmanos na Batalha de Lepanto, que hoje completa 442 anos. Esta vitória deu origem à Festa de Nossa Senhora da Vitória que depois ficou sendo chamada de Nossa Senhora do Rosário. Para o louvor de Cristo, nosso Deus e Senhor, e da Santíssima Virgem Maria.
CONSTITUIÇÃO APOSTÓLICA CONSUEVERUNT ROMANI PONTIFICES DO SANTO PADRE PIO V
Os Pontífices Romanos, e os outros Santos Padres, nossos predecessores, quando sob a pressão de guerras temporais ou espirituais, ou perturbados por outras provações, a fim de mais fa…

A humildade de Deus

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Que o homem todo se espante, que o mundo todo trema, que o céu exulte,  quando sobre o altar, nas mãos do sacerdote, está Cristo, o Filho de Deus vivo (Jo 11,27)! Oh! grandeza admirável, oh! condescendência assombrosa,  oh! humildade sublime, oh! sublimidade humilde,  que o Senhor de todo o universo, Deus e Filho de Deus,  se humilhe a ponto de se esconder, para nossa salvação,  nas aparências de um bocado de pão. Vede, irmãos, a humildade de Deus e derramai diante dele os vossos corações (Sl 61, 9);  humilhai-vos também vós para que ele vos exalte (1Pd 5, 6; Tg 4,10).
(São Francisco de Assis, Carta a toda a Ordem, 26-28)
Que hoje o abrasado São Francisco de Assis rogue pela cristandade, a fim de que cada católico redescubra o valor da Santa Missa!

O sangue dos mártires no Nordeste - Os bem-avenurados de Cunhaú e Uruaçu

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Pax et bonum!


Hoje, 03 de outubro, em nossa pátria, comemora-se a memória obrigatória dos Bem-aventurados Mártires de Cunhaú e Uruaçu, duas localidades do Estado do Rio Grande do Norte, no município de São Gonçalo do Amarante, não muito distantes da capital, Natal. Durante as invasões holandesas no nordeste do Brasil, no séc. XVII, surgem gloriosos,embora cruéis, os dois episódios de martírio que levaram 30 almas à beatificação, mas cerca de 150 para a glória do Céu. Destas 30 almas, sobressaem os nomes do Pe. André de Soveral, Pe. Ambrósio Francisco Ferro e Mateus Moreira. Os massacres, pela mão dos índios potiguares e dos holandeses calvinistas, aconteceram nos dias 16/07 (na Capela de Nossa Senhora das Candeias, no Engenho de Cunhaú) e 03/10 (num porto de Uruaçu) de 1645. Portanto, completam-se neste ano, e hoje particularmente, 368 anos que o solo nordestino foi regado pelo sangue das testemunhas fiéis a Cristo, à Igreja, ao Papa, ao Rei e à Pátria. Os 30 heróis da fé foram beatif…

Os passos da reforma litúrgica pós-conciliar - Sacrificium Laudis: o abandono do latim e a tristeza de Paulo VI

Pax et bonum!

Iniciaríamos a publicação de documentos do ano de 1967 quando nos damos conta de que tínhamos ignorado um importante e revelador documento de meados de 1966. Trata-se da Carta Apostólica Sacrificium Laudis, do Papa Paulo VI, "sobre a língua latina a ser usada no Ofício Litúrgico coral por parte dos religiosos obrigados ao coro", quem entendemos ser sobretudo os monges. Pois bem, havíamos dito que o ano de 1966 apresentou, fora do contexto das experiências oficiais e autorizadas, um grande número de experiências arbitrárias. Paulo VI, o Cardeal Lercaro e o Pe. Bugnini levantam a voz contra o que acontecia. Mas ainda assim essas vozes pareciam soar distante dos casos concretos, provavelmente à sombra da conivência dos bispos dos lugares em questão. Nesta Carta, Paulo VI, abalado e triste pelos pedidos de mudança do latim e do gregoriano, em prol do vernáculo e dos cantos modernos em voga, pergunta: "De onde saiu  e porque se difundiu, esta mentalidade e este…

Os passos da reforma litúrgica pós-conciliar - Apresentação da Declaração sobre as iniciativas litúrgicas arbitrárias

Pax et bonum!

Neste período entre os anos de 1966 e 1967, reconhecidamente marcado por experiências litúrgicas não autorizadas e além dos limites, a Santa Sé, em seus dois órgãos responsáveis pela reforma litúrgica, emite uma Declaração. Um dos personagens principais dos trabalhos da reforma, o ainda Pe. Annibale Bugnini, faz a apresentação da Declaração, esclarecendo ou complementando, de certa forma, as palavras ali colocadas. Em breve seguirão duas postagens da série: - A tradução da alocução do papa Paulo VI aos membros do Consilium (abril/1967), na qual ele também falará das iniciativas arbitrárias, da dessacralização e onde também reafirmará sua confiança nos trabalhos oficiais. - A tradução da segunda instrução de implementação da Constituição Sacrosanctum Concilium, a Instrução Tres abhinc annos (maio/1967), na qual constam mudanças que teoricamente foram experimentadas a partir de 1965. Assim, teremos, de alguma maneira, a segunda forma do Missal após o Concílio. Nesta aprese…

Os passos da reforma litúrgica pós-conciliar - Uma nota do Consilium sobre as experiências litúrgicas (1966)

Pax et bonum!

Dando continuidade à nossa série, estamos ainda no final de 1966. Pouco antes da Declaração vaticana ser publicada, vem à luz uma Nota do Consilium sobre as experiências litúrgicas. A causa da nota é a multiplicação de atos que cabem no que chamamos de anarquia litúrgica de 1966, na postagem anterior. O órgão vaticano, máximo responsável direto pelas mudanças oficiais na liturgia romana, cita o Cardeal Lercaro afirmando que Deus não abençoa tais iniciativas pessoais.
EXPERIÊNCIAS LITÚRGICAS Nota do "Consilium" de Liturgia
Sob o título de "Experiências litúrgicas", o Notitiae, órgão oficial do Consilium para a aplicação da Constituição sobre a liturgia, publicou em francês o seguinte artigo, sem assinatura, no topo do número de dezembro de 1966 (publicado em Roma no fim de dezembro):
Encarregado de preparar a reforma dos livros litúrgicos, o "Consilium" trabalha duro por quase três anos, com a colaboração dedicada e competente de 200 experts. Mu…

A Festa do Santíssimo Nome de Maria - 12 de setembro

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Nós veneramos o nome de Maria porque ele pertence àquela que é a Mãe de Deus, a mais santa das criaturas, a Rainha do céu e da terra, a Mãe da Misericórdia. O objeto da festa é a Santa Virgem que traz o nome de Mirjam (Maria); a festa comemora todos os privilégios dados a Maria por Deus e todas as graças que temos recebido através de sua intercessão e mediação. Ela foi instituída em 1513 em Cuenca, na Espanha, e estabelecida para o dia 15 de setembro com Ofício próprio, o dia da oitava da Natividade de Maria. Depois da reforma do Breviário por São Pio V, por um Decreto de Sixto V (16 de janeiro de 1587), ela foi transferida para 17 de setembro. Em 1622 foi estendida para a Arquidiocese de Toledo por Gregório XV. Depois de 1625 a Congregação dos Ritos hesitou por um tempo antes de autorizar que se estendesse mais (cf. os sete decretos "Analecta Juris Pontificii", LVIII, decr. 716 sqq.). Mas era celebrada pelos trinitarianos espanhóis em 1640 (Ordo Hispan., 1640). Em 15 de no…