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Entendendo a doutrina e o culto ao Sagrado Coração de Jesus

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Pax et bonum!


Estando às portas da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, é sempre conveniente perguntarmo-nos se realmente compreendemos o que estamos a fazer quando oramos de modo privado ou comunitário, no dia de amanhã (o dia próprio da Solenidade), bem como na primeira sexta-feira de cada mês ou noutro momento em que a oração tenha como fim este mesmo Coração do Redentor.
Não nos dedicaremos, nesta postagem, à história do culto ou aos detalhes litúrgicos, mas ao aspecto doutrinal, que obviamente é também indispensável para que amemos o que, enfim, conhecemos. Que diríamos nós a um protestante que nos perguntasse o que significa este culto ao Coração de Cristo? Pois bem, tomaremos como base a sempre recomendada Catholic Encyclopedia, no tópico sobre a Devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Primeiramente convém afirmarmos categoricamente que a devoção ao Sagrado Coração de Jesus nada mais é que uma forma especial de devoção ao Senhor Jesus. São o seu objeto, seus fundamentos e seu at…

O Servo de Deus Pe. Reus e o "Prisioneiro do Sacrário"

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Pax et bonum!

Aproveitando ainda o esplendor da Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo, que ainda deve estar vivo na memória dos que participaram da Missa e da procissão, em quaisquer paróquias e dioceses, segue um pequeno trecho da vida do Servo de Deus Pe. Reus, onde se apontam alguns de seus exercícios de amor para com o Senhor Jesus no Santíssimo Sacramento. O amor a Jesus Eucarístico do Pe. Reus teve desenvolvimento admirável. Ao tempo de sua juventude, a Comunhão frequente era bem rara. Apesar disso, desabrochou o amor à Eucaristia em João Batista Reus, na devota capelinha do Seminário Diocesano de Bamberg. O Rei do tabernáculo atraía-o. Batista consumira horas perante o sacrário.
Já feito sacerdote, esse amor aumentou notavelmente. Pois todos os dias contemplava o Cordeiro Imaculado sobre a ara do altar. E o Padre, por vocação, é guarda do tabernáculo. Como coadjutor de Neuhaus experimentou em si os extraordinários efeitos desse amor. A meditação di…

ATENÇÃO! Mudança de datas!

Pax et bonum!
Alleluia!
Salve Maria!

Caros irmãos e irmãs, a pedido de pessoas ligadas à organização do IV Encontro Sacerdotal Summorum Pontificum, a quem agradecemos por terem entrado em contato, tiramos a imagem de divulgação. Fomos informados de que as datas haverão de ser revistas e, para não difundirmos uma informação agora inexata, fizemos a alteração da mesma postagem (esta mesma) que fazia a divulgação. No aguardo de mais informações e na alegria e esperança da boa e frutuosa realização do Encontro, rezamos e recomendamos que todos rezem. Mantemos aqui o email para mais informações: summorum2014@gmail.com Sacerdotes, diáconos, religiosos e seminaristas, preparem as agendas! Paróquias e associações de fiéis, preparem-se para colaborar com os interessados!
Que o bom Deus, pela intercessão do Servo de Deus Pe. Reus, abençoe mais esta Edição!

Maria, o sol que ilumina o mês de maio

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Pax et bonum!
Alleluia!
Salve Maria!

Neste penúltimo sábado do mês carinhosamente dedicado à Ancilla Domini, à serva do Senhor - a Virgem Maria -, queremos publicar a transcrição de um belo texto de 105 anos. Nestes tempos de um chamado "feminismo" que, na verdade, é misógino e antinatural, dedicamos esta postagem às mulheres. Obs: os grifos são nossos.
Maio
O espelho reflete fielmente a imagem, tal qual o original; em Maria Santíssima, tem a virgem cristã o modelo por excelência: Regina Virginum. O perfume que exalam as flores traduz as virtudes que enaltecem a alma verdadeiramente voltada para aquele centro de santa beleza, donde se irradiam as centelhas dos dons celestiais: a rosa é a rainha das flores e a Rosa Mística a Rainha do Céu: Regina Caeli. O culto a Maria Santíssima começa no coração, manifesta-se pela oração, desdobra-se pelos louvores que do altar sobem aos páramos (Nota: céus, firmamentos) infinitos, acolhendo-os com ternura a Mater purissima: improfícua (= vã…

"Maria ajudou!" - Um belo testemunho do Servo de Deus Pe. Reus, SJ

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Pax et bonum!
Alleluia!
Salve Maria!

Aproveitando ainda este mês, que não somente a devoção popular, mas a espiritualidade católica em geral, com aprovação e exemplo dos seus santos pastores, a começar dos papas, dedica à honra da Santíssima Virgem Maria, e sem descurar que ainda peregrinamos em meio às alegrias do santo Tempo da Páscoa do Senhor, publicamos aqui um testemunho (de forma abreviada) escrito pelo Servo de Deus Pe. Reus (lê-se Róis), em 31 de maio de 1943, aproximando-se os 50 anos de sacerdócio e faltando 4 para o seu descanso eterno. É da querida Mãe que tudo recebi. Assemelho-me a um dos santuários da Santíssima Virgem, cujas paredes estão repletas de ex-votos, nos quais se lê apenas isto: Por uma graça de Nossa Senhora... Se a mim, em que pese a minha indignidade, coube a honra do sacerdócio, devo-o à Mãe, que reclinou em meus braços o Divino Infante. Se me ufano da roupeta da Companhia de Jesus, é a Maria (Santíssima) que o devo. Maria ajudou. Cada bom pensamento, ca…

O Mês Mariano na Matriz do Amparo há 130 anos atrás...

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Pax et bonum!
Alleluia!
Salve Maria!

Encontramos um curioso relato sobre as celebrações alegres e solenes do mês de maio do ano de 1884, na Matriz de Nossa Senhora do Amparo. Nesta época, a cidade e a Matriz não tinham completado ainda seus 32 anos.
O relato encontra-se no periódico A EPOCA, na edição de 07/06/1884. Por ele vemos o zelo e a piedade de nosso povo no que diz respeito às celebrações em honra da Virgem Maria, Mãe de Deus.
Ajude-nos Deus para que não nos falte a preocupação exterior pelo culto e muito menos a imitação das virtudes da clemente, piedosa e doce Virgem Maria.
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[Transcrição para a grafia moderna] A ÉPOCA ÓRGÃO CONSERVADOR ANO VII, N. 308 PIAUÍ - Teresina, 7 de junho - 1884
SEÇÃO PARTICULAR O Mês Mariano
ÀS EXCELENTÍSSIMAS CANTORAS DA IGREJA DE NOSSA SENHORA DO AMPARO
Sempre que o regulador público anunciava 7 horas da noite estávamos em frente de uma praça. Era a praça da "Constituição", o centro oficial teresinense. Aquela hora tudo ali deslumbrava, tu…

Os passos da reforma litúrgica pós-conciliar - A promulgação da concelebração e da comunhão sob as duas espécies em 1965

Pax et bonum!
Alleluia!

Retomemos nossa série de postagens de documentos e outros textos relativos ao período da Reforma litúrgica que teve início a partir do Concílio Vaticano II. Nossa última postagem, de dezembro/2013, publicava nossa tradução da Instrução Tres Abhinc Annos (maio/1967), com mais mudanças na Missa. Há pouco encontramos um outro documento, de dois anos antes: trata-se da promulgação do rito de concelebração e da comunhão sob as duas espécies. Segue nossa tradução aqui mesmo, por não ser longa.
[Decreto, Protocolo?] Ecclesiae semper Promulgação dos Ritos da Concelebração e da Comunhão sob as duas espécies 07/03/1965
Sempre que a Igreja esteve engajada na regulação e na reforma da celebração dos sagrados mistérios, ela sempre tomou o cuidado de que os ritos também manifestassem da melhor forma as inexauríveis riquezas de Cristo, que eles contém e que eles comunicam a quem estiver bem disposto, facilitando assim sua impregnação nas almas e nas vidas dos fiéis que neles …