domingo, 26 de fevereiro de 2012

O quanto vale uma Missa (para refletir)

Obsecramus pro Christo, reconciliamini Deo.

Ontem, dia 25/02, estudando o Cânon Romano pela obra "Explicações das orações e das cerimônias da Santa Missa", anotações recolhidas nas conferências capitulares do Mosteiro St. Pierre de Solesmes, de Dom Prosper Guéranger (1806-1875), com o Pe. José de Pinho Borges Filho, achamos interessante um trecho que transcrevo abaixo para reflexão pessoal. Abstenho-me de interpretações e comentários.
A missa vem antes de qualquer outra coisa, e suas intenções devem ser respeitadas. A Santa Igreja abre a todos os seus membros a participação no grande sacrifício. Por esta razão, se o Sacrifício da Missa se extinguisse, não tardaríamos a cair no estado depravado em que se encontravam os povos corrompidos pelo paganismo. Esta será a obra do Anticristo: ele tentará todos os meios para impedir a celebração da Santa Missa, a fim de que esse grande contrapeso seja retirado e que Deus ponha fim a todas as coisas, não tendo mais razão para fazê-las subsistir.
Podemos facilmente compreender por que, depois do Protestantismo, vemos muito menos força no seio das sociedades. Levantam-se guerras sociais, trazendo com elas a desolação, e isso unicamente porque a intensidade do Sacrifício da Missa diminuiu. É o começo do que acontecerá quando o diabo e seus asseclas, soltos pela Terra toda, espalharem a confusão e a desolação, como Daniel nos advertiu. De tanto impedir as ordenações e levar à morte os padres, o demônio impedirá por fim a celebração do grande sacrifício, e então virão os dias de infelicidade.
Não é preciso nos espantarmos, pois a Santa Missa é um acontecimento para Deus como o é para nós, um acontecimento que vai diretamente para Sua Glória. Deus não vai menosprezar a voz desse Sangue mil vezes mais eloquente que o de Abel. É forçado a dar uma atenção particular porque sua glória está empenhada, e Seu próprio Filho, o Verbo eterno, Jesus Cristo, Se oferece como vítima e pede a Seu Pai por nós. (...)
Com efeito, pelo Sacrifício podemos agir sobre o próprio Deus e ele não tem o direito de ficar indiferente, senão insultaria sua própria glória.
E como Deus fez tudo para Sua glória, está atento ao Santo Sacrifício da Missa, e concede, de uma forma ou de outra, aquilo que Lhe é pedido. (...)
Na Santa Missa, (...) podemos dizer a Deus que Ele não tem o direito de não olhar para o Sacrifício porque é Jesus Cristo quem Se oferece, Ele não pode negar escutá-lo porque é Jesus Cristo quem reza.
GUÉRANGER, Dom Prosper Louis Pascal. MISSA TRIDENTINA - Explicações das orações e das cerimônias da Santa Missa. Pp. 92-93. Editora Permanência. Niterói-RJ. 2011.

Por Luís Augusto - membro da ARS

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