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O Domingo da Trindade

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É o primeiro Domingo depois de Pentecostes, instituído para honrar a Santíssima Trindade. Na Igreja primitiva não havia nenhum Ofício ou dia designado para a Trindade Santa. Quando a heresia ariana estava se espalhando os Padres prepararam um Ofício com cânticos, responsórios, um Prefácio e hinos, a serem recitados aos domingos. No Sacramentário de São Gregório Magno (P.L., LXXVIII, 116) há orações e um Prefácio da Trindade. Os Micrólogos (P.L., CLI, 1020), escritos durante o pontificado de Gregório VII (Nilles, II, 460), chamam o Domingo depois de Pentecostes de um Dominica vacans, sem nenhum Ofício especial, mas acrescenta que em alguns lugares se recitava o Ofício da Santíssima Trindade composto pelo bispo Stephen de Liège (903-920). Por outros o Ofício era rezado no Domingo antes do Advento. Alexandre II (1061-1073), e não o III (Nilles, 1. c.), negou uma petição por uma festa especial argumentando que uma tal festa não era do costume da Igreja Romana que diariamente honrava a Tri…

O Símbolo QVICVMQVE

A palavra latina "Quicumque" refere-se à primeira palavra do parágrafo inicial do Símbolo escrito em latim: "Quicumque vult salvus esse, ante omnia opus est, ut teneat catholicam fidem."

Boulenger, em Doutrina Católica, Primeira Parte, O Dogma (Símbolo dos Apóstolos), Livraria Francisco Alves Paulo de Azevedo & Cia, Rio de Janeiro, São Paulo, 1927, na página 29, afirma que
o Símbolo de santo Atanásio não se encontra nos escritos de santo Atanásio, se bem que leve o nome deste santo. É provável que terá sido composto pelo século VI, talvez por são Cesário, bispo de Arles. O costume deste autor, era colocar, no princípio de suas obras, o nome de um Padre da Igreja. Daí proviria a denominação de Símbolo de santo Atanásio. Este Símbolo expõe a doutrina católica sobre a Trindade e a Encarnação.
Denziger-Hünermann, em Compêndio dos Símbolos, Definições e Declarações de Fé e Moral, Paulinas, Edições Loyola, São Paulo 2007, na página 40, chama este símbolo de "pseudo…

Luz, esplendor e graça na Trindade e da Trindade

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(Ep. l ad Serapionem, 28-30: PG 26,594-595.599)
(Séc. IV)

Não devemos perder de vista a tradição, a doutrina e a fé da Igreja católica, tal como o Senhor ensinou, tal como os apóstolos pregaram e os Santos Padres transmitiram. De fato, a tradição constitui o alicerce da Igreja, e todo aquele que dela se afasta deixa de ser cristão e não merece mais usar este nome.
Ora, a nossa fé é esta: cremos na Trindade santa e perfeita, que é o Pai, o Filho e o Espírito Santo; nela não há mistura alguma de elemento estranho; não se compõe de Criador e criatura; mas toda ela é potência e força operativa; uma só é a sua natureza, uma só é a sua eficiência e ação. O Pai cria todas as coisas por meio do Verbo, no Espírito Santo; e deste modo, se afirma a unidade da Santíssima Trindade. Por isso, proclama-se na Igreja um só Deus, que reina sobre tudo, age em tudo e permanece em todas as coisas (cf. Ef 4,6). Reina sobre tudo como Pai, princípio e origem; age em tudo, isto é, por meio do Verbo; e permanece …