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Mulheres no lava-pés? Pode? Agora sim, na forma ordinária do Rito Romano.

Pax et bonum!

No final de dezembro do ano de 2014, o Santo Padre dirigiu uma carta ao Prefeito da Congregação para o Culto Divino, o Cardeal Robert Sarah, dispondo que fosse mudada a rubrica do Missal Romano que faz menção a que as pessoas escolhidas para o lava-pés (ritual opcional da Missa Vespertina da Ceia do Senhor, na Quinta-feira Santa) sejam homens. Desta forma, a partir deste ano (e somente a partir de agora), mulheres também podem ser escolhidas para compor o número das 12 pessoas que representam os apóstolos na dita cerimônia. Nesta carta o Pontífice dizia que isto tinha como intenção melhorar a atuação, para que exprimisse mais plenamente a caridade sem confins de Cristo, o seu doar-se até o fim pela salvação do mundo. No último dia 06 (de janeiro de 2016), a Congregação para o Culto Divino publicou o decreto que oficializa esta mudança no Missal Romano (na Forma Ordinária do Rito Romano), dando a entender que a permissão já entra em vigor imediatamente, ou seja, poderá se…

Ordo dominical de 2016 (diretório litúrgico para a Forma Extraordinária)

Pax et bonum!
Os fiéis ligados à liturgia tradicional em Recife-PE prepararam e publicaram o Ordo (o que poderíamos chamar de Diretório Litúrgico - para usar o termo atual utilizado pela CNBB - para a Forma Extraordinária do Rito Romano). Neste caso, trata-se de um Ordo Dominical, ou seja, contendo as indicações litúrgicas para as celebrações de Domingos e Festas. Este tipo de material é bastante recomendado para sacerdotes, cerimoniários e coroinhas. Comumente a Administração Apostólica São João Maria Vianney publica na web o seu Ordo do ano inteiro. Estamos no aguardo. Clique nestes links para as versões para impressão de livreto e para impressão comum. Nossa gratidão pelo trabalho dos fiéis de Recife-PE, sobretudo na pessoa do sr. Karlos Guedes.

Sobre o Pai Nosso [na Missa], a saudação da paz e o desrespeito às normas da Liturgia

Pax et bonum!

Há alguns dias recebemos um email que nos apresentava três questionamentos sobre a Forma Ordinária do Rito Romano, além de manifestar a insatisfação com a situação de indisciplina e relaxamento por parte de muitos membros do clero de nosso país. As dúvidas eram as seguintes: a) Aprendi que devemos rezar o Pai Nosso, na Missa, de mãos postas. Mãos erguidas nunca foi o gesto de leigos; não teria origem protestante? E quanto a dar as mãos, não seria algo de origem ocultista (ex: fazer correntes, etc)? b) Já vi informações de que o Rito da Paz é opcional. Não é uma mera invenção sem verdadeiro lugar na Liturgia? Não seria melhor omiti-lo, já que comumente causa tumultos? c) Qual é a explicação para o desrespeito às normas litúrgicas? A formulação acima adapta um pouco o original de nossa emitente, mas conserva as dúvidas. Respondemos abaixo.
1. Sobre a forma de rezar o Pai Nosso na Missa
Para praticamente tudo que diz respeito à Missa na Forma Ordinária do Rito Romano, no con…

Sobre o Natal do Senhor

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Pax et bonum!
Eis a nossa primeira postagem do novo ano civil, conforme o tempo foi nos permitindo.
Ainda gozando de mais alguns dias do Tempo do Natal, e estando no que também pode se chamar de Tempo da Epifania (conforme a forma extraordinária do Rito Romano), é conveniente meditarmos e tentarmos haurir ainda mais algumas boas reflexões destas grandes solenidades de nosso Salvador, Jesus Cristo. Não é preciso falarmos tanto sobre a necessidade de "recristianizarmos o Natal". Todos sabemos o quão este período foi sendo despojado de seu sentido cristão e mesmo religioso (de um modo amplo). As confraternizações encheram muitas bocas de "espírito natalino" ou de "magia do natal", expressões vagas que indicam uma simples embora absurda ignorância ou uma tentativa de apagar da memória humana a recordação e a devida gratidão, além da própria e necessária adoração, diante do Deus que se revestiu de nossa fragilidade, encarnando-se para nos remir de nossos pecado…

Vídeos do DVD da Fraternidade São Pedro sobre a Missa na Forma Extraordinária

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Pax et bonum!

Em 2008 foi lançado o DVD, da Fraternidade Sacerdotal São Pedro, de instruções acerca da Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano. O mesmo foi produzido em parceria com a EWTN (canal católico estadunidense) e gravado no belo Santuário do Santíssimo Sacramento, no Mosteiro de Nossa Senhora dos Anjos, das Pobres Clarissas da Adoração Perpétua (fundado pela famosa religiosa e comunicadora estadunidense, Madre Angélica), em Hanceville, no Alabama, EUA. Para proveito de sacerdotes, seminaristas, cerimoniários, coroinhas e demais interessados, postamos aqui as cinco partes do DVD disponibilizadas no canal FSSPTraining, do Youtube, desde janeiro deste ano. O áudio das explicações está em inglês, mas cremos que, não obstante, será de grande utilidade.
Primeira parte (Da preparação do altar até o Credo)

Segunda parte (Do Ofertório até o fim do Cânon)

Terceira parte (Do Pater noster até o fim da Missa, o retorno à sacristia, etc.)

Quarta parte (Princípios dos movimentos e gestos n…

Como deve ser o toque da sineta/carrilhão na Consagração?

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Pax et bonum!
Algo que às vezes causa dúvidas entre coroinhas é a forma de se tocar a sineta/carrilhão. Quantos toques? Como se tocar? Há um bom tempo respondemos a um email de uma leitora com esta dúvida, mais especificamente na hora da Consagração. Como poderá ser dúvida de mais alguém, transcrevemos nossa resposta.  Não se pretendeu escrever um tratado ou um manual sobre a sineta/carrilhão, mas apenas dar o direcionamento geral, segundo a Igreja.
Pax et bonum, caríssima N.. Bem, passemos diretamente para os livros litúrgicos, para vermos o que ele nos dizem do toque da sineta/campainha/carrilhão. No Missal de 1962 (Forma Extraordinária do Rito Romano), no Ritus Servandus in Celebratione Missæ (VIII, 6) lemos o seguinte: Interim dum Celebrans elevat Hostiam, accenso prius intorticio (quod non exstinguitur, nisi postquam Sacerdos Sanguinem sumpserit, vel alios communicaverit, si qui erunt communicandi in Missa), minister manu sinistra elevat fimbrias posteriores Planetæ, ne ipsum Cel…

A forma longa da Vigília de Pentecostes

Pax et bonum!

Esta postagem deveria ter surgido muito mais cedo, mas somente hoje encontrei certos materiais e textos a respeito. Trata-se da celebração prolongada da Vigília de Pentecostes, citada primeiramente em 1988, na Carta Paschalis Sollemnitatis, da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, mas só inserida em 2008 como suplemento dentro do Missale Romanum, na editio typica tertia emendata. Como ainda hoje não contamos com a tradução brasileira da edição típica terceira, e sobretudo agora, depois de 2008, com algumas emendas, não temos material oficial no Brasil, tal e qual se encontra no Missal latino atualmente. Um dos colaboradores do blog Pray Tell postou no último dia 23 (quarta-feira), os textos em inglês que, creio, são os oficiais, da nova tradução do Missal Romano nos Estados Unidos. Aproveitando este trabalho, segue uma versão nossa, embora tardia. A forma longa é interessante, prevendo-se a junção com as I Vésperas de Pentecostes, e esta certame…

"O modo de comunicar o sinal da paz na Santa Missa"

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Pax et bonum!

Chegando aos últimos dias do Tempo Pascal, segue a nossa tradução de um interessante estudo do Departamento das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice, sobre o gesto da paz na Santa Missa. Esperamos que ele contribua para uma melhor compreensão deste momento nas celebrações.

DEPARTAMENTO DAS CELEBRAÇÕES LITÚRGICAS DO SUMO PONTÍFICE O modo de comunicar o sinal da paz na Santa Missa "Quando o leitor acabou, aquele que preside toma a palavra para incitar e exortar à imitação dessas belas coisas. Em seguida, levantamo-nos todos juntamente e fazemos orações por nós mesmos [...] e por todos os outros [...]. Terminadas as orações, damo-nos um ósculo uns aos outros" (Justino de Nablus, Apologia I, 65). Estas palavras de São Justino, escritas por volta de 155, apresentam-nos pela primeira vez o sinal da paz durante a Santa Missa. Um primeiro aspecto que chama a nossa atenção, ao lermos este antiquíssimo testemunho, é o momento em que tal gesto tem lugar dentro da celebraç…

Normas, para quê? Respondem João Paulo II, Cardeal Arinze e a Redemptionis Sacramentum

Pax et bonum!
Considero muito a propósito respondermos com o magistério da Igreja a uma dúvida pertinente, que às vezes povoa a mente de simples fieis, presbíteros ou até de estudiosos da Sagrada Liturgia: "Rubricas, normas, para quê?" Recordo no momento uma das perguntas de uma entrevista feita ao Pe. Paulo Ricardo de Azevedo Júnior, da Arquidiocese de Cuiabá, sobre a Liturgia, bem como sua resposta:
Aos que querem a Missa mais sóbria, de acordo com as normas, com incenso, latim, paramentos bonitos, logo se lhes acusam de “rubricistas” ou de “obtusos”, “antiquados” e até de “fariseus”. Dizem que a Missa tem que ser “alegre”, com improvisação, sem se prender a fórmulas. Alegam que pra Jesus, “o que importa é o coração, é o interior”. Como responder a tudo isso? “Unum facere et alium non omittere”, Fazer uma coisa e não omitir a outra. Ou seja, observar as normas litúrgicas e obedecê-las não é algo que está divorciado com o coração. É necessário escolher as duas coisas. Obediê…

Por uma liturgia mais significativa... mas como?

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Et verbum caro factum est!
ROMA, 12 de MAIO de 2009 (Zenit.org).- Pergunta respondida pelo Pe. Edward McNamara, Legionário de Cristo, professor de liturgia no Ateneu Regina Apostolorum.

Pergunta: Atualmente parece haver uma mudança do espírito da liturgia para uma performance ritualística e mecânica. Sendo a nossa liturgia totalmente seca, muitos Católicos em várias partes da Índia estão indo para igrejas protestantes onde o culto é espontâneo, significativo e dá-lhes um senso de envolvimento e satisfação. Algumas das perguntas feitas para o senhor, bem como as respostas dadas, parecem não ser atraentes para a alma. Não deveríamos pensar em promover uma liturgia significativa à luz da cultura local e de suas necessidades? -- P.J., Dindigul, Índia

Resposta: Nós vez ou outra recebemos perguntas deste tipo, que tocam em assuntos fundamentais, relativos ao propósito e à natureza da liturgia. No decorrer dos anos, esta coluna [do Zenit] tem versado sobre vários pontos da liturgia, alguns dos q…