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Recepção da Batina - Seminaristas da Administração Apostólica (31/08/2011)

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Pax et bonum!

No dia 31 de julho, houve a Recepção da Batina da parte de quatro seminaristas da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney. A cerimônia, antes da Missa Pontifical, aconteceu na Capela de Santo Antônio, na localidade Jacutinga (zona rural), em Porciúncula-RJ. Entre eles esteve nosso querido seminarista Jorge Luís, que foi conselheiro da ARS. Um vídeo pode ser visto no perfil (do Youtube) do Pe. Gaspar Pelegrini:

Neste mês em que muito se fala sobre as vocações, rezamos particularmente por estes quatro homens entregues a Cristo, que abandonaram a pompa do mundo. Será sempre bom recordar o valor do hábito eclesiástico, a batina. Rogamos a Deus, de modo especial, por nosso irmão Jorge, que nos garante estar cotidianamente rezando pela ARS.
Por Luís Augusto - membro da ARS

O "Último Evangelho" ou o Evangelho proclamado no fim da Missa

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Pax et bonum!

Caríssimos, certamente há muitas pessoas que ainda não conhecem a Missa na Forma Extraordinária (usus antiquior) e outras podem ainda estar tendo seu primeiro contato. Outras já a conhecem, todavia podem ignorar a razão para aquela que é a última parte do Ordo Missæ de 1962: a proclamação do Prólogo do Evangelho segundo São João (Jo 1,1-14). Pe. Jacques Olivier, da Fraternidade Sacerdotal São Pedro, escreveu um estudo sobre o assunto, donde tiro algumas citações. Algo mais pode ser conferido no artigo sobre o Evangelho na Liturgia, da Catholic Encyclopedia.
Sabemos que o uso do Evangelho e dos demais livros da Sagrada Escritura na Liturgia, onde são lidos e explicados, existe desde o início do cristianismo. Testemunho claro é o relato de São Justino (séc. II) explicando a Liturgia de seu tempo: "no dia chamado 'do sol' [que chamamos 'do Senhor' = Domingo], todos os que moram nas cidades ou nos campos se reúnem num mesmo lugar, e as memórias dos apóstolo…

Exorcistas afirmam: o Ritual antigo é mais eficaz que o novo!

Pax et bonum!

No dia 18 de julho o site Religión en Libertad (ReL) publicou uma entrevista com o Pe. Antonio Doñoro, exorcista espanhol que publicou um estudo em que confirma algo antes já falado não poucas vezes pelo famoso Pe. Gabriele Amorth. O Fratres in unum traduziu a notícia do Secretum meum mihi, que reproduziu o original espanhol da ReL. Reproduzo a tradução. Esta comprovação pode nos suscitar um legítimo questionamento: algo mais, no âmbito espiritual, seria menos eficaz nas celebrações litúrgicas segunda a Forma Ordinária (os livros renovados, atuais)? Para alguns não há nenhuma dúvida. Não são muitos, porém, que terão uma comprovação tão "palpável" como os exorcistas, em relação à eficácia de um e outro ritual de exorcismo. Certamente isto abre a porta para uma reflexão mais cuidadosa não só a nível teórico, mas a nível espiritual. (Os negritos são meus, bem como a tradução do primeiro parágrafo, logo abaixo.)
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Em 1999, quando se promulgou o novo ritual de exorcismos…

"O Portão para a Eternidade" em pdf

Pax et bonum!

Conforme prometido, o artigo "O Portão para a Eternidade", postado em três partes no blog (I, II, III), foi publicado em PDF no Gloria.TV. Boa leitura!

Deus abençoe a todos.

Por Luís Augusto - membro da ARS

"O Antigo Missal Romano: perca e redescoberta" - parte 4/4

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Antes das mudanças, toda uma coroa de gestos reverentes tinha se acumulado em torno do sacramento do altar, e estes gestos davam um sermão eloquente, recordando constantemente o sacerdote e o povo da misteriosa presença do Senhor no Pão e no Vinho consagrados. Podemos ter certeza disto: nenhuma doutrinação teológica da parte dos chamados teólogos “iluminados” fez tão mal à crença dos católicos ocidentais quanto a comunhão na mão. Isto imediatamente aboliu todos os antigos cuidados quanto às partículas da Hóstia. É impossível, então, receber a comunhão na mão de modo reverente? Claro que é possível. Mas uma vez que a etiqueta da reverência existe e tem tido seu benefício, sua elevada influência sobre a consciência do fiel, é lógico que a retirada da etiqueta deu um claro sinal (e de modo algum apenas para os simples crentes). Que sinal foi esse? Que o grau de reverência de antes não era requerido. Isto por sua vez, logicamente, produziu a convicção — uma convicção que não se fez explíc…

"O Antigo Missal Romano: perca e redescoberta" - parte 3/4

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A própria reforma do Papa Paulo [VI] teve consequências pesadas, mas a forma com que ela foi levada a cabo, particularmente na maioria das dioceses da Europa e dos Estados Unidos, é que lançou ao lixo tudo o que, no Rito Paulino, ainda tinha ligação com a tradição católica. Neste ano do eixo, 1968, reforma tornou-se revolução. Começou com a liturgia. E aqui podemos ver o papel central dela na Igreja: tudo o mais, a teologia, a pessoa do sacerdote, a constituição hierárquica da Igreja, as orações cotidianas dos fiéis, o edifício da cultura católica, as obras missionárias, e por fim até os artigos centrais da fé, estava intimamente ligado à Liturgia. Com a liturgia, ou todos ficam firmes ou todos caem. A liturgia não era uma forma historicamente condicionada que poderia ser substituída ou adaptada para todas as necessidades cotidianas, sem que sua substância sofresse algum prejuízo. Isto seria óbvio até para as pessoas que equivocadamente pensavam que o amor pela liturgia tradicional er…

"O Antigo Missal Romano: perca e redescoberta" - parte 2/4

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Após esta prolongada introdução, retornarei agora ao desenvolvimento que teve lugar no despertar do Concílio Vaticano II. Algo então aconteceu e que nunca tinha acontecido antes. Era algo novo. Era novo de tal forma que os católicos só podiam olhar para isto com medo e apreensão. Eu tentei descrever o relacionamento da Igreja com a sua liturgia: por quase dois mil anos a liturgia da Igreja foi aceita sem questionamento como a presença corporal de Jesus, a Cabeça da Igreja. Era o corpo visível da Igreja. Para um católico esta visibilidade não é algo subordinado: ela não está subordinada a um mundo superior, invisível. O próprio Deus assumiu um corpo humano e até mesmo levou as chagas consigo para sua glória. Desde que o Deus-homem viu com nossos olhos e ouviu com nossos ouvidos, nossos sentidos (que são por natureza tão facilmente enganados) estão fundamentalmente habilitados para reconhecer a verdade. Como um resultado da Encarnação de Cristo o mundo material não é mais o reino da ilu…

"O Antigo Missal Romano: perca e redescoberta" - parte 1/4

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Pax et bonum!

Há algumas semanas encontrei uma palestra de Martin Mosebach, leigo católico e renomado escritor alemão, que foi proferida numa Convenção de Liturgia da Arquidiocese de Colombo, no Sri Lanka. Traduzi-a. Não é um texto de um "tradicionalista radical", tirado de sites "ultra-tradicionalistas" (como alguns gostam de apelidar maldosamente), mas é uma palestra de um encontro arquidiocesano. Só lembrando: o arcebispo de Colombo é Sua Eminência o Cardeal Albert Malcolm Ranjith, que já foi secretário da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. O texto parece carregar um tom um tanto dramático, mas no fim das contas se descobre que trata da verdade, ainda que possivelmente aumentada, embora em pouquíssimos detalhes.  Por ser grande, postei em quatro partes. Pode-se vê-lo integralmente em pdf no Gloria.TV.
Muito bom, muito atual, muito realista!

Original: http://www.archdioceseofcolombo.com/news.php?id=1076

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ARQUIDIOCESEDE COLOMBO – SRI LANKA

4 anos de Summorum Pontificum

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Pax et bonum!
Hoje, 7 de julho de 2011, completam-se 4 anos da publicação da Carta Apostólica sob a forma de Motu Proprio SUMMORUM PONTIFICUM, do Papa Bento XVI, que estabeleceu o Rito Romano sob duas Formas: ordinária (livros litúrgicos de 1969/70 até hoje) e extraordinária (livros litúrgicos com as edições típicas até 1962). Pouco antes deste aniversário, a 13 de maio deste ano, a Pontifícia Comissão Ecclesia Dei publicou a Instrução UNIVERSÆ ECCLESIÆ, sobre a aplicação do Motu Proprio. Em seus primeiros parágrafos esclarece a finalidade do Motu Proprio: 
a) oferecer a todos os fiéis a Liturgia Romana segundo o Usus Antiquior, considerada como um tesouro precioso a ser conservado; b) garantir e assegurar realmente a quantos o pedem o uso da forma extraordinária, supondo que o uso da Liturgia Romana vigente em 1962 é uma faculdade concedida para o bem dos fiéis e que por conseguinte deve ser interpretada em sentido favorável aos fiéis, que são os seus principais destinatários; c) favorece…

Entrevista (do início de junho) com o Mons. Guido Pozzo

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Pax et bonum!
Eis uma interessante entrevista com o Mons. Guido Pozzo, secretário da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei. Esta já foi publicada há mais ou menos um mês em vários sites e blogs, mas como a vi apenas recentemente, posto-a agora, acreditando que ainda há quem não a tenha visto.
*** Monsenhor, qual é a finalidade do Motu Proprio Summorum Pontificum? O Motu proprio Summorum Pontificum pretende oferecer a todos os fiéis católicos a liturgia romana no usus antiquior, considerando-a como um tesouro precioso a ser conservado. Com este objetivo, ele pretende garantir e assegurar a todos aqueles que pedem o uso da forma extraordinária assim, favorecer a unidade e a reconciliação dentro da Igreja.
Por que este sucesso da Missa de São Pio V entre os jovens católicos? Penso que o recolhimento interior, o sentido da missa como sacrifício é particularmente valorizado pela forma extraordinária. É o que explica, em parte o aumento do número de fiéis que a requerem.
A carta do Papa que acompanhou …

"O Portão para a Eternidade" - parte 3/3

3. Sacrifício de Louvor e Redenção
Tendo examinado o Rito Romano à luz da perspectiva humana, estamos bem cientes do fato de que outro ponto de vista é muito mais importante, se quisermos compreender a forma Clássica da Liturgia. A Sagrada Eucaristia é frequentemente chamada de Santo Sacrifício da Missa. Este título é mais apropriado como expressão do dogma da Igreja acerca da identidade entre o Sacrifício do Calvário e o Sacrifício do Altar. “A Eucaristia é primeiramente um Sacrifício”. Estas palavras de João Paulo II em seu documento Dominicæ coenæ resume a doutrina da Igreja repetida pelos Romanos Pontífices e pelos Concílios Ecumênicos ao longo da história. O Sacrifício da Cruz é o centro do plano da salvação. A raça humana sozinha não poderia cumprir o restabelecimento do equilíbrio Divino na criação, destruído pela orgulhosa desobediência. Este ato de reparação teve que ser realizado num ato misericordioso de auto-doação pelo Deus uno e trino, cuja segunda Pessoa tornou-se homem …