quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

O que são as Quatro Têmporas?

Pax et bonum!

Caros irmãos, exatamente nesta semana estamos nas chamadas Têmporas do Advento.
Mas o que são as Quatro Têmporas?

Oração da Quarta-feira das Têmporas do Advento,
Sacramentário Gregoriano Hadriano do séc. IX
A mesma Oração rezada ainda 1100 anos depois, em Missal Romano do séc. XX

Segue tradução do artigo da sempre recomendada Catholic Encyclopedia:

As Quatro Têmporas (do latim Quatuor Tempora, ou seja, quatro tempos, quatro estações) são os dias de início das estações ordenados pela Igreja como dias de jejum e abstinência. Foram definitivamente organizados e prescritos para toda a Igreja pelo Papa Gregório VII (1073-1085) para a quarta-feira, sexta-feira e sábado depois do dia 13 de dezembro (Santa Luzia), depois da Quarta-feira de Cinzas, depois de Pentecostes e depois do dia 14 de setembro (Exaltação da Santa Cruz).
O propósito de sua introdução, além do propósito geral de oração e jejum, era agradecer a Deus pelos dons da natureza, ensinar aos homens a como fazer uso deles com moderação, e ajudar aos necessitados.
A ocasião imediata foi a prática dos pagãos de Roma. Os romanos foram originalmente dados à agricultura, e seus deuses nativos pertenciam à mesma classe. No início do tempo da semeadura e da colheita, realizavam-se cerimônias religiosas para implorar o auxílio de suas deidades: em junho por uma colheita farta, em setembro por uma vindima rica e em dezembro pela semeadura; daí as suas feriae sementivae, feriae messis, e feri vindimiales.
A Igreja, ao converter nações pagãs, sempre tentou santificar qualquer prática que pudesse ser utilizada para um bom propósito. No início a Igreja em Roma teve jejuns em junho, setembro e dezembro; os dias exatos não eram fixados, mas anunciados pelos presbíteros.
O "Liber Pontificalis" atribuído ao Papa Calixto (217-222) prescreve uma lei ordenando o jejum, mas provavelmente trata-se de algo mais antigo. Leão Magno (440-461) considera isso uma instituição apostólica.
Não se pode acertar quando a quarta estação/têmpora foi incluída, mas Gelásio (492-496) fala de todas as quatro. Este papa também permitiu que se conferissem o presbiterado e o diaconado nos sábados das semanas das têmporas - antigamente eram dados somente na Páscoa.
Antes de Gelásio as Quatro Têmporas eram conhecidas somente em Roma, mas depois de seu tempo sua observância se difundiu. Foram levadas para a Inglaterra por Santo Agostinho [de Cantuária]; para Gália e Alemanha pelos Carovíngios. Espanha adotou-as com a Liturgia Romana no séc. XI. Foram introduzidas por São Carlos Borromeu em Milão. A Igreja Oriental não as conhece.
O presente Missal Romano (N.T.: este artigo data de 1909), no formulário das Quatro Têmporas, mantém em parte a antiga prática de leituras da Escritura adicionais às duas comuns (N.T.: Epístola e Evangelho): 3 para as quartas-feiras, 6 para os sábados, e 7 para o sábado de dezembro. Algumas dessas leituras contém promessas de colheitas abundantes para aqueles que servem a Deus.

Fonte: Mershman, Francis. "Ember Days." The Catholic Encyclopedia. Vol. 5. New York: Robert Appleton Company, 1909. 16 Dec. 2015 <http://www.newadvent.org/cathen/05399b.htm>.

Obs: A oração das imagens no início da postagem diz, conforme tradução do Missal de Dom Beda Keckeisen, de 1947:
"Nós vos suplicamos, ó Deus onipotente, 
concedei que a solenidade de nossa redenção, que se aproxima, 
nos alcance auxílios para a vida presente 
e nos enriqueça com os bens da felicidade eterna".

Na introdução deste mesmo Missal (de Dom Beda, OSB), lemos, nas páginas 17 e 18:

Para iniciar de maneira mais piedosa as quatro estações do ano, já nos primeiros tempos eram celebradas as Têmporas. Estes dias são sempre a quarta-feira, a sexta e o sábado, e são dedicados ao jejum e à oração. Foram instituídas para agradecer a Deus as colheitas e para implorar novas bênçãos do Senhor para as seatas futuras.
O dia mais solene era o sábado e ainda hoje é o dia preferido para as ordenações sagradas. É portanto de sumo interesse para os fiéis, que nestes dias implorem a Deus a dádiva de Pastores zelosos para o rebanho do Senhor.
Além deste característico comum, as Têmporas ainda influem no tempo do ano em que são celebradas. As primeiras são na 3ª semana do Advento, as segundas na 2ª semana da Quaresma, as terceiras na Oitava de Pentecostes e as últimas sempre na quarta-feira depois de 14 de setembro.

Por Luís Augusto - membro da ARS

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Ordenação subdiaconal na Administração Apostólica

Pax et bonum!
Salve Maria!

Hoje, uma pausa e ao mesmo tempo uma parte bela da caminhada do Advento - ao celebrarmos a Imaculada Conceição da Bem-aventurada Virgem Maria - temos a alegria de postar sobre a ordenação subdiaconal de nosso amigo Jorge Luís Conceição da Silva, conselheiro da ARS e seminarista da Administração Apostólica Pessoal São João Maria, que foi realizada hoje, 08/12/2015, na Capela do Seminário.
O subdiaconado, conhecido como a primeira ordem maior no Rito Romano, foi suprimido pelo Papa Paulo VI através da Carta Apostólica Ministeria Quaedam, de 15/08/1972. As funções do subdiácono passaram a ser confiadas ao Leitor e ao Acólito que, de ordens menores, passaram a ser chamados de ministérios. Segundo a decisão, nada obstaria a que, segundo juízo das Conferências Episcopais, o Acólito (ministério instituído) pudesse ser chamado de Subdiácono.
Como a Administração Apostólica foi erigida canonicamente preservando a disciplina litúrgica e eclesiástica como até os tempos de São João XXIII, conforme o Decreto Animarum Bonum, de 18/01/2002, os candidatos ao sacerdócio recebem as chamadas ordens menores e maiores.
A ARS alegra-se pela ordenação deste irmão e roga para que sejam vividos santamente os demais passos rumo ao sacerdócio.




domingo, 29 de novembro de 2015

"Donde há de vir julgar os vivos e os mortos"...



Jesus Cristo honra e engrandece a sua Igreja com três importantes ministérios: de Redentor, de Protetor e de Juiz.
(...), já sabemos que ele remiu o gênero humano pela sua Paixão e Morte, e que pela Ascensão se tornou o perpétuo advogado e defensor de nossa causa. (...) só resta explicar a sua função de juiz. (...) Cristo Nosso Senhor, naquele dia supremo, há de julgar todo o gênero humano.
As Sagradas Escrituras atestam que são duas as vindas do Filho de Deus. A primeira foi quando assumiu carne, para nos salvar, e se fez homem no seio da Virgem; a segunda será, quando vier para julgar todos os homens, na consumação dos séculos.
Nas Escrituras, esta segunda vinda se chama "Dia do Senhor", do qual diz o Apóstolo: "O dia do Senhor há de vir cmo o ladrão de noite". "Aquele dia, porém, e aquela hora, ninguém os conhece" - declara o próprio Salvador. (...)
Se desde o início do mundo, todos ansiavam por aquele primeiro dia em que o Senhor se revestiu de nossa carne, porquanto nesse mistério havia a esperança de seu resgate, também agora devemos - depois da Morte e Ascensão do Filho de Deus - suspirar ardentemente pelo segundo Dia do Senhor, "aguardando a ditosa esperança e o aparecimento da glória do grande Deus". (...)
A primeira ocasião [em que todo homem deve comparecer na presença do Senhor] é o momento em que cada um de nós deixa este mundo; a alma é levada incontinenti ao tribunal de Deus, onde se examina com a máxima justeza tudo o que o homem (...) fez, disse e pensou em sua vida.
É o que chamamos Juízo Particular.
A segunda ocasião, porém, há de ser quando todos os homens terão de comparecer juntos, no mesmo dia e no mesmo lugar, perante o tribunal do juiz, para que, na presenã de todos os homens de todos os séculos, cada um venha a saber a sentença, que a seu respeito foi lavrada.
Para os ímpios e malvados, esta declaração de sentença não constituirá a menos parte de suas penas e castigos; ao passo que os virtuosos e justos nela terão uma boa parte de sua alegria e galardão. Naquele instante, serã pois revelado o que foi cada indivíduo, durante a sua vida mortal.
Este Juízo se chama universal. (...)
Ensinam as Sagradas Escrituras que a Cristo Nosso Senhor foi entregue o julgamento, não só enquanto Deus, mas também enquanto Homem. Ainda que o poder de julgar é comum a todas as Pessoas da Santíssima Trindade, contudo o atribuímos ao Filho de modo particular, por dizermos que lhe compete também a sabedoria. Uma declaração do Senhor confirma que ele, enquanto Homem, há de julgar o mundo: "Assim cmo o Pai tem a vida em si mesmo, assim concedeu também ao Filho ter a vida em si mesmo; conferiu-lhe o poder de julgar, porque é o Filho do Homem".
Fica muito bbem que esse juízo seja efetuado por Cristo Nosso Senhor. Já qu eos julgados são homens, ser-lhes-á possível vez o juiz com os olhos corporais, e com os próprios ouvidos escutar a sentença que lhes for lavrada, e pelos sentidos chegar ao perfeito conhecimento da ação judicial.
De mais a mais, era de suma justiça que aquele Homem, que fora condenado pela mais iníqua das sentenças humanas, tomasse assento à vista de todos, para julgar todos os homens. Por isso é que, depois de expor, em casa de Cornélio, os pontos capitais da religião cristã; depois de ensinar que Cristo fora crucificado e morte pelos judeus, mas que ao terceiro dia havia ressurgido: - o Príncipe dos Apóstolos não deixou de acrescentar: "E deu-nos ordem de pregar ao povo, e testemunhar que ele foi por Deus constituído Juiz dos vivos e dos mortos". (...)
São estas as verdades que os pastores devem, muitas vezes, inculcar aos ouvidos do povo cristão. Quando aceita, com espírito de fé, a verdade que vai neste Artigo, ela tem grande virtude para refrear as depravações da alma, e para arredar os homens do pecado. (...)
Na verdade, dificilmente alguém se arrojará em pecados, com tanta cegueira, que não seja de novo atraído por amor à virtude, em se lembrando que um dia dará contas a um juiz de suma justiça, não só de todas as suas ações e palavras, mas até dos mais ocultos pensamentos; que terá de satisfazer pelas penas que merecidamente tiver incorrido.
De sua parte, ainda que a vida lhe decorra em privações, calúnias e sofrimentos, pode o justo afervorar-se cada vez mais na prática da virtude, e dar largas à sua alegria, quando se lembra daquele dia em que, após as lutas desta vida laboriosa, será aclamado vencedor na presença de todos os homens, e recebido na Pátria Celestial, onde Deus lhe dará o quinhão das honras eternas.
Só resta, pois, que os fiéis sejam exortados a procurarem uma santa maneira de viver, a adestrarem-se em todas as obras de piedade. Isto lhes permitirá aguardar, com maior firmeza de ânimo, o grande Dia do Senhor que está próximo; e almejar, até, a sua Vinda com o mais vivo amor e empenho, como convém a filhos [de Deus].

Trechos do Catecismo Romano (tradução de Fr. Leopoldo Martins Pires, OFM, de 1951, Editora Vozes), Capítulo Oitavo, sobre o Sétimo Artigo do Símbolo

Práticas durante o Advento, dos escritos do Servo de Deus Dom Guéranger

Pax et bonum!

Os cristãos do Rito Romano celebram hoje o I Domingo do Advento, tempo iniciado no entardecer de ontem, com as I Vésperas.
Para retomar nossas postagens (ausentes há alguns meses, pelo que pedimos perdão aos nossos leitores), iniciamos com o santo monge tido como um dos "pais" do Movimento Litúrgico: o Servo de Deus Dom Prosper Guéranger, OSB.
Sua obra mais famosa é "O Ano Litúrgico", escrito em meados do séc. XIX, donde retiramos os trechos que seguem.
Desejamos a todos um santo novo Ano Litúrgico, a partir da vivência de um santo Advento!

Práticas durante o Advento

Se nossa Santa Mãe Igreja ocupa o tempo do Advento com esta solene preparação para a tripla vinda de Jesus Cristo (N.T.: 1. No Natal; 2. Nas almas; 3. No fim dos tempos); se, seguindo o exemplo das virgens prudentes, ela mantém a lâmpada acesa pronta para a vinda do Noivo; nós, sendo seus membros e filhos, devemos entre em seu espírito (...). 
A Igreja e nós, na realidade, temos as mesmas esperanças. Cada um de nós é, da parte de Deus, um objeto de misericórdia e cuidado, como a própria Igreja. Se ela é o templo de Deus, é porque ela é construída de pedras vivas; se ela é a noiva, é porque ela é constituída por todas as almas que são chamadas à eterna união com Deus. (...) Sendo igual o nosso destino, então, devemos, como a Igreja durante o Advento, entrar neste espírito de preparação, que é o da própria Igreja. 
E, em primeiro lugar, nosso dever é unirmo-nos aos santos da Antiga Lei pedindo pelo Messias (...). Deixemos que nossos desejos e certezas clamem livremente nas ardentes súplicas dos antigos profetas, que a Igreja põe em nossos lábios durante estes dias de espera; demos muita atenção aos sentimentos que eles expressam. 
Cumprido este dever, devemos voltar nossas mentes para a vinda que nosso Salvador deseja realizar em nossos corações. (...) É uma vinda cheia de doçura e mistério, e uma consequência da primeira, pois o Bom Pastor não vem somente para visitar o rebanho em geral, mas estende sua solicitude para cada ovelha, mesmo à centésima que está perdida. (...) 
Aqueles que não são tocados pelas notícias da vinda do Médico celeste e do Bom Pastor que dá sua vida por suas ovelhas, meditem, durante o Advento, sobre a verdade terrível e certa de que tantos e tantos tornam a redenção indisponível para si mesmos por se recusarem a cooperar na própria salvação. Eles podem tratar o Menino que vai nascer com desdém, mas ele é também o Deus poderoso. E eles acham que poderão ficar de pé diante dele naquele dia, quando ele vier não para salvar, como agora, mas para julgar? (...) 
Que todos, então, lutem firmemente para endireitar o caminho pelo qual Jesus entrará em suas almas. Que os justos, conforme o ensinamento do apóstolo, esqueçam as coisas que ficaram para trás e trabalhem para adquirir mérito. Que os pecadores comecem com determinação a quebrar as correntes que atualmente os escravizam. Que abandonem aqueles maus hábitos que contraíram. (...) Sobretudo, que rezem com a Igreja.

Fonte: "The Liturgical Year", Vol. 1, Chapter III. Disponível em: http://liturgialatina.org/lityear/advent/advent3.htm

Tradução de trechos por Luís Augusto - membro da ARS

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

47 anos sem Padre Pio

Martirológio Romano (Forma Ordinária)

23 de setembro

(+1968)

Memória de São Pio de Pietrelcina (Francisco Forgione), presbítero da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, que no convento de San Giovanni Rotondo, na Apúlia, região da Itália, se consagrou assiduamente à direção espiritual dos fiéis e à reconciliação dos penitentes, e foi tão grande a sua providente dedicação aos pobres e aos necessitados, que neste dia terminou a sua peregrinação terrena verdadeiramente configurado com Cristo crucificado.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Formação sobre a Lectio Divina amanhã na Matriz do Amparo

Pax et bonum!

O Apostolado Maria Rainha dos Corações convida para uma manhã de formação sobre a Lectio Divina, a leitura orante da Sagrada Escritura, amanhã, na Igreja de Nossa Senhora do Amparo, no centro da cidade, às 9h.
Quem ministrará a formação será o Ir. Danilo, do Instituto Religioso Nova Jerusalém, cujo carisma é "aproximar-se da Bíblia a partir de um tripé: contemplação, estudo e missão".
Trata-se de uma ótima forma de aproveitar a temática bíblica deste mês.


quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Manhã de Testemunho e Oração pelas Vocações

Pax et bonum!

Considerando o apelo vocacional do mês de agosto, a ARS promoverá uma Manhã de Testemunho e Oração pelas Vocações.
Será neste sábado, 29/08 - memória do Martírio de São João Batista -, das 9h às 12h, na Igreja de Nossa Senhora do Amparo.
Crianças, adolescentes, jovens... todos são convidados!
Iniciaremos com a oração do Santo Terço, teremos testemunhos de um sacerdote, de uma religiosa, de um leigo consagrado e de um casal. Concluiremos rezando a Hora Sexta (Oração das 12h da Liturgia das Horas).


quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Museu de Arte Sacra oferece palestra sobre a História da Igreja do Amparo

O museu municipal de Arte Sacra Dom Paulo Libório comemora 4 anos de existência e como presente para os Teresinenses, no mês do aniversário da cidade, promove uma palestra com o tema “Igreja Nossa Senhora do Amparo: primeiros tempos”. A iniciativa que ocorre no dia 15 de agosto é uma oportunidade para os interessados em conhecer um pouco mais sobre a história da Igreja Matriz de Teresina.
Entre os palestrantes estão o professor doutor, escritor e historiador Antônio Fonseca Neto que vai relatar em sua exposição sobre como se deu o processo de fundação da Igreja no bairro Poty Velho e consequentemente sua transferência para a praça da Bandeira, no centro da capital. “Na explanação o foco será o contexto histórico em que se deu a formação da Igreja”, explica a diretora do Museu, Maria Amélia, que faz o convite para todos os piauienses, já que a iniciativa é gratuita.
Integra também a programação festiva a palestra do fundador do museu, Paulo de Tarso Libório, que vai fazer uma análise sobre as imagens de arte no prédio da Igreja. As palestras ocorrem no horário de 8h30 as 11h30. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo telefone (86) 3226-4025, no horário de 9h às 16h ou pelo e-mail artesacrateresina@gmail.com.
Após as palestras os participantes farão uma visita monitorada pelo museu para conhecer as mais de 3 mil peças que compõem o acervo do museu que é mantido pela Prefeitura Municipal de Teresina, através da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves.

Museu de Arete Sacra Dom Paulo Libório
O museu de Arte Sacra Dom Paulo Libório é um importante espaço cultural teresinense e conta com rico acervo de objetos artísticos e religiosos. O museu foi inaugurado em agosto de 2011 e funciona no local onde foi última moradia de Dom Paulo Libório, primeiro arcebispo teresinense.
Grande parte das peças expostas era de Dom Paulo, assim como os dois mil livros disponíveis na biblioteca do museu. O acervo do museu é composto por aproximadamente 3.000 peças dos séculos XVII a XX. São imagens sacras, alfaias, oratórios, paramentos e mobiliário.
O Museu de Arte Sacra Dom Paulo Libório surgiu a partir da junção de alguns pertences da Arquidiocese de Teresina e de doações feitas por colecionadores da comunidade. Entre as peças mais visitadas estão uma Nossa Senhora do Carmo em madeira policromada e um cristo flagelado, também em madeira policromada, articulado e com olhos de vidro. Ambas as imagens datam do século XVII.
Para os que desejam fazer uma visita, o Museu de Arte Sacra Dom Paulo Libório funciona em Teresina (PI), na rua Olavo Bilac, 1481, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h e a entrada custa apenas R$1,00.
Mais informações: 3226-4025. Endereço do Museu/ Rua Olavo Bilac, nº 1481.

Fonte: http://arquidiocesedeteresina.org.br/2015/08/07/museu-de-arte-sacra-oferece-palestras-sobre-a-historia-da-igreja-do-amparo/
(Obs: os grifos são nossos.)

Missa mensal com Canto Gregoriano cantada pelo Coro da ARS na Matriz

Pax et bonum!

Você sabia que, na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Amparo, no centro da cidade, há uma Missa mensal com canto gregoriano?
É a Missa das 17h no primeiro sábado de cada mês.
Os cantos estão a cargo do Coro da Associação Redemptionis Sacramentum, que conseguimos reestruturar no ano passado. Dos cantos desta Missa fomos oficialmente encarregados pelo Pe. José de Pinho, o pároco, desde fevereiro.
Não somos profissionais da música e muito menos grandes conhecedores do canto gregoriano.
Nosso empenho é em introduzir os fiéis ao Canto Gregoriano através dos cantos do Graduale Simplex (leia nossa tradução da Introdução do Graduale Simplex) e de alguns do Graduale Romanum - iniciativa única na Arquidiocese, até onde sabemos.
Se alguém tiver aptidão musical e interesse em ajudar o coro, pode entrar em contato conosco através do email: ars.the@gmail.com.

Festejos da Padroeira da Cidade 2015

Pax et bonum!

Caros amigos, após um bom tempo sem postagens, atualizemo-nos.
Inicia-se hoje o Tríduo Festivo de Nossa Senhora do Amparo, padroeira da cidade de Teresina, capital do Estado do Piauí.
Neste ano o Novenário foi substituído pelo Tríduo (de 13 a 15) e por um mês (13/07 a 13/08) de peregrinação da imagem (uma réplica pequena) de Nossa Senhora do Amparo pelos lares de famílias teresinenses.
Durante o Tríduo a Santa Missa será celebrada às 19h na Igreja Matriz.
No domingo, Solenidade da Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria (de 15/08, mas transferida para o domingo no Brasil), a Missa Pontifical será celebrada às 9h por S. Exa. Revma. D. Jacinto Furtado de Brito Sobrinho, Arcebispo de Teresina.
No dia 15 a Missa será cantada pelo Coro da Associação Redemptionis Sacramentum, com cantos do Graduale Simplex.

Não sabe onde fica a Igreja Matriz de Teresina?
Fica na Rua Rui Barbosa, na Praça Rio Branco, diante da Praça Marechal Deodoro da Fonseca, no centro da cidade.


Mensagem (motivação) do Pároco

Queridos irmãos e irmãs, 

aproximam-se os Festejos de Nossa Senhora do Amparo, padroeira de Teresina. E como é tradicional em nossa paróquia, celebraremos esses dias de festa com muito entusiasmo. Este ano fizemos uma pequena modificação na parte litúrgica, com a finalidade de proporcionar aos nossos paroquianos um momento de oração em família com a visitada imagem peregrina de N. Sra. do Amparo a 30 lares de famílias teresinenses, no período de 13 de julho a 13 de agosto, estando assim também em sintonia com as prioridades de nossa arquidiocese - família, missão e formação.
Em nossa igreja matriz, teremos o Tríduo Festivo iniciando no dia 13 de agosto e prolongando-se até o dia 16 com a Missa presidida pelo nosso arcebispo D. Jacinto Brito, às 9h.
Para ajudar nas reflexões do Tríduo, teremos como tema: "A bem-aventurada Virgem Maria, modelo de serviço ao Reino".
Venha celebrar conosco estes dias de júbilo!
Fraternalmente
Pe. José de Pinho Borges Filho e Comissão Organizadora

terça-feira, 14 de julho de 2015

Catequese sobre o Santo Sacrifício da Missa, por São João Maria Vianney

Todas as boas obras juntas não têm o mesmo valor do sacrifício da Missa, porque elas são obras dos homens, e a Santa Missa é a obra de Deus. O martírio é nada em comparação; é o sacrifício que o homem faz de sua vida a Deus; a Missa é o sacrifício que Deus faz de seu Corpo e Sangue em favor do homem. Ó, quão grande é um sacerdote! Se ele se compreendesse, ele morreria... Deus lhe  obedece; ele diz duas palavras e Nosso Senhor desce do Céu à sua voz, e encerra-se numa pequena Hóstia. Deus lança um olhar sobre o altar: "É meu Filho bem-amado", diz ele, "em quem eu me agrado". Ele nada pode negar aos méritos da oferta desta Vítima. Se tivéssemos fé, veríamos Deus escondido num sacerdote como a luz por trás de um vidro, como vinho misturado com água.
Após a Consagração, quando seguro em minhas mãos o Santíssimo Corpo de Nosso Senhor, e quando me desanimo, vendo-me digno de nada além do inferno, digo para mim mesmo: "Ah, se ao menos pudesse levá-lo comigo! Com ele o inferno seria doce; estaria contente em permanecer sofrendo por toda a eternidade, se estivéssemos juntos. Mas aí já não seria mais inferno; as chamas do amor apagariam as da justiça". Como isso é belo! Depois da Consagração, o bom Deus está lá como no Céu. Se o homem entendesse bem este mistério, morreria de amor. Deus nos poupa por causa de nossa fraqueza. Um sacerdote, uma vez, depois da Consagração, tinha algum pouco de dúvida se suas poucas palavras poderiam ter feito Nosso Senhor descer sobre o Altar; no mesmo momento viu a Hóstia toda vermelha e o corporal tingido de sangue.
Se alguém nos dissesse: "Em tal hora um morto voltará à vida", correríamos muito depressa para vê-lo. Mas não é a Consagração, que muda pão e vinho em Corpo e Sangue de Deus, um milagre tão maior do que trazer uma pessoa morta à vida? Deveríamos sempre reservar ao menos um quarto de hora preparando-nos para participar bem da Missa; deveríamos aniquilar-nos diante de Deus, a exemplo de sua profunda aniquilação no Sacramento da Eucaristia; e deveríamos fazer nosso exame de consciência, pois devemos estar num estado de graça para podermos participar da Missa adequadamente. Se soubéssemos o valor do Santo Sacrifício da Missa, ou melhor, se tivéssemos fé, seríamos bem mais zelosos para participar dela.
Meus filhos, vocês lembram da história que já lhes contei sobre aquele santo sacerdote que estava rezando por seu amigo; Deus, ao que parece, deu-lhe a saber que ele estava no Purgatório; veio à sua mente que não poderia fazer nada melhor que oferecer o Santo Sacrifício da Missa por sua alma. Quando chegou o momento da Consagração, ele olhou para a Hóstia em suas mãos e disse: "Ó Santo e Eterno Pai, façamos uma troca. Vós tendes a alma de meu amigo que está no Purgatório, e eu tenho o Corpo do vosso Filho, que está em minhas mãos; bem, livrai meu amigo, e eu vos ofereço o vosso Filho, com todos os méritos de sua Morte e Paixão". De fato, no momento da elevação, ele viu a alma de seu amigo subindo para o Céu, toda radiante de glória. Bem, meus filhos, quando quisermos obter algo do bom Deus, façamos o mesmo; depois da Santa Comunhão, ofereçamo-lhe seu Filho bem-amado, com todos os méritos de sua Morte e de sua Paixão. Ele não será capaz de negar-nos coisa alguma.

Fonte: The Blessed Curé of Ars in his catechetical instructions, Instructions on the Catechism, Chapter 10: Catechism on the Holy Sacrifice of the Mass
Tradução por Luís Augusto - membro da ARS

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Cor arca legem continens - o histórico Hino das Laudes da Solenidade do Sacratíssimo Coração de Jesus (letra, vídeo e partitura

Pax et bonum!

Mosaico na ábside da Basília do Sagrado Coração de Jesus, em Paris, na França
Hoje os cristãos celebram a inflamadíssima caridade divina do Senhor Jesus Cristo, cujo símbolo é o coração físico do Verbo Encarnado.
Já havendo uma postagem sobre a doutrina e o culto da Solenidade de hoje, gostaríamos apenas de apresentar um pouco do belo Hino "Cor arca legem continens", do séc. XVIII. Este Hino pertence às Laudes, historicamente, e está ainda nas Laudes na Forma Extraordinária do Rito Romano. Na Forma Ordinária ele tomou lugar no Ofício das Leituras.

1. Cor, arca legem cóntinens, 
non servitútis véteris, 
sed grátiæ, sed véniæ, 
sed et misericórdiæ.
2. Cor sanctuárium novi 
Intemerátum féderis, 
templum vetústo sánctius, 
velúmque scisso utílius.
3. Te vulnerátum cáritas 
ictu paténti vóluit, 
amoris invisíbilis 
ut venerémur vúlnera.
4. Hoc sub amóris sýmbolo 
passus cruénta et mýstica, 
utrúmque sacrifícium 
Christus Sacérdos óbtulit.
*Versão antiga: 5. Quis non amántem rédamet? 
Quis non redémptus díligat, 
et Corde in isto séligat 
ætérna tabernácula?
Versão nova: Quis non amántem rédamet? 
Quis non redémptus díligat, 
et caritáte iúgiter
haerére Christo géstiat?*
6. Iesu, tibi sit glória, 
qui Corde fundis grátiam, 
cum Patre et almo Spíritu 
in sempitérna sǽcula. Amen.

Segue a tradução da CNBB:

1. Coração, arca santa, guardando
não a lei que aos antigos foi dada,
mas o dom duma nova Aliança,
no perdão e na graça firmada.
2. Coração, sois o novo Sacrário
da Aliança do céu com a terra,
Templo novo, mais santo que o velho,
véu que o Santo dos Santos encerra.
3. Vosso lado por nós foi aberto,
revelando ao olhar dos mortais
as raízes do amor invisível,
da ternura com que nos amais.
4. Sois sinal do amor infinito
de Jesus, que por nós se entregou,
e na cruz, sacerdote perfeito,
a perfeita oblação consumou.
5. Tal amor, haverá quem não ame?
Quem lhe possa ficar insensível?
Quem não busque, na paz deste lado,
o refúgio, a morada invisível?
6. Esta graça esperamos do Pai
e do Espírito Santo também:
no fiel Coração de Jesus
para sempre habitarmos. Amém.

Tradução literal nossa:

1. Coração, arca contendo a lei
não da antiga servidão,
mas da graça, mas do perdão,
mas da misericórdia;
2. Coração, santuário intemerato
da nova aliança,
templo mais santo que o antigo
e véu mais útil que o rasgado.
3. Chagado, a caridade
com golpe aberto vos quis,
para que do amor invisível
as chagas veneremos.
4. Sob este símbolo do amor,
padecido de forma cruenta e mística,
duplo sacrifício
o Cristo Sacerdote oferece.
*Da versão antiga: 5. Quem não amará de volta este que ama?
Qual redimido não amará
e não escolherá neste Coração
eternos tabernáculos?
Da versão nova: 5. Quem não amará de volta este que ama?
Qual redimido não amará
e, em contínua caridade,
ficar unido a Cristo não ansiará?*
6. Jesus, a vós seja a glória,
que do coração derramais graça,
com o Pai e o bom Espírito,
nos séculos eternos. Amém.




domingo, 7 de junho de 2015

Resumo da Conferência Sacra Liturgia 2015

Pax et bonum!

Entre os últimos dias 1 e 4 realizou-se na cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos da América, mais uma edição da conferência Sacra Liturgia, um dos mais destacados eventos internacionais no âmbito do Novo Movimento Litúrgico.

Logo no primeiro dia, as primeiras palavras foram do Card. Raymond Burke, que falou sobre "Beleza na Sagrada Liturgia e a Beleza de uma Vida Santa". No fim da segunda-feira foram rezadas Vésperas Solenes na Forma Extraordinária.
Na terça-feira, dia que teve como ponto final e alto a Missa Solene na Forma Extraordinária, as cinco palestras tratavam dos seguintes temas:
1. A Reforma da Reforma, pelo Pe. Thomas Kocik
2. A Reforma dos Textos Litúrgicos das Principais Festas (Coletas), pela Dra. Lauren Pristas
3. A Suavidade da Beleza: Liturgia, Evangelização e Catequese, pela Dra. Margaret Hughes
4. Abordando o Triunfo do Mau Gosto: o Patrocínio da Igreja na Arte, na Arquitetura e na Música, pela Dra. Jennifer Donelson
5. A Música Litúrgica é Inegociável, pelo Sr. Gregory Glenn
Ainda houve uma sessão opcional, durante o almoço, que teve como tema "O Papel da Liturgia e da Renovação Litúrgica na Educação Católica do Ensino Superior", ministrada por Patrick Reilly.

O terceiro dia, que terminou com um Pontifical Solene na Forma Ordinária, trouxe à discussão os seguintes temas:
1. Liderança Litúrgica numa Sociedade Secular: A Perspectiva de um Bispo, por D. Salvatore Cordileone
2. Juventude e Liturgia, pelo Sr. Matthew Menendez
3. Pregação Litúrgica, pelo Pe. Dr. Allan White, OP
4. A Formação dos Sacerdotes 'no Espírito e na Virtude da Liturgia' (SC 14): Observações sobre a Implementação da Constituição e Propostas para a Formação Litúrgica de Sacerdotes no Séc. XXI, pelo Pe. Dr. Kurt Belsole, OSB
5. Liturgia como a Fonte da Identidade Sacerdotal, pelo Pe. Dr. Richard Cipolla
Como no dia anterior, houve uma sessão opcional, durante o almoço, com o tema "O Papel da Liturgia e da Renovação Litúrgica na Educação Católica do Ensino Fundamental e Médio", também ministrada por Patrick Reilly.

O quarto e último dia, Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, marcado por uma Missa Solene na Forma Extraordinária e pela Procissão pelas ruas da região, teve como palestras:
1. As Reformas da Semana Santa Revisitadas, pelo Pe. Dr. Dom Alcuin Reid
2. Formação Litúrgica e Identidade Católica, pelo Pe. Dr. Christopher Smith
3. A Reforma do Lecionário, pelo Dr. Peter Kwasniewski
4. A Reforma do Calendário Litúrgico: A Redução da Recapitulação, pelo Dr. Michael Foley
5. Vivendo a Liturgia: A Contribuição Monástica para a Renovação Litúrgica, pelo Dom Phillip Anderson, OSB

A conferência ainda contou com uma mensagem oficial do Cardeal Robert Sarah, atual Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.
Esperamos que eventos similares, à inspiração desses temas, possam ser preparados também aqui na Terra de Santa Cruz, nosso querido Brasil.
Que os nomes dos palestrantes sirvam para a sadia renovação bibliográfica daqueles que se dedicam mais ao estudo da Sagrada Liturgia.

Seguem fotos da última Missa e da Procissão:







sábado, 6 de junho de 2015

Introdução (praenotanda) do Gradual Simples em português

Pax et bonum!

Você já ouviu falar do Graduale Simplex (Gradual Simples)? Já sabe o que ele é?
Se ainda não sabe, pedimos que leia primeiramente esta postagem, onde também se encontra o link para download do livro.
Pois bem, concluímos hoje uma tradução livre de sua parte introdutória (o que nos livros litúrgicos costuma se chamar de praenotanda).
Acreditamos que seja de proveito para grupos de cantores que queiram entender melhor o Gradual Simples e utilizá-lo.
A tradução foi publicada no Gloria.TV e no Scribd, como consta abaixo:


sexta-feira, 5 de junho de 2015

Corpus Christi 2015: D. Jacinto convida as famílias à visita semanal ao Senhor Jesus no Santíssimo Sacramento

Pax et bonum!

A bula Transiturus de hoc mundo, de Urbano IV, que instituiu a Solenidade eucarística da segunda quinta-feira depois de Pentecostes - ou seja, nossa Solenidade de Corpus Christi - completará 751 anos em agosto. Podemos dizer, portanto, que a Solenidade, a partir de sua instituição, completou sua 750ª edição ontem.
Pois bem, gostaríamos de ressaltar um ponto da pregação de nosso arcebispo, D. Jacinto, na solenidade de ontem, pouco antes da bênção com o Santíssimo Sacramento, já no adro da Igreja de São Benedito, no centro de Teresina-PI.
Como prática concreta do Ano da Família (instituição arquidiocesana para 2015), nosso arcebispo convidou as famílias, no maior número possível de seus membros, a realizarem visitas semanais ao Santíssimo Sacramento, fora do horário em que, porventura, costumam ir à Santa Missa. Nós queremos fazer eco deste pedido, que consideramos eficaz e acertadíssimo diante dos ataques que de todos os lados tentam minar a célula vital da sociedade, a família.
Que os fiéis compreendam a importância desta obra e cumpram-na. Que Deus abençoe esta iniciativa, pelo bem de nossa nação e de todo o mundo!



segunda-feira, 1 de junho de 2015

Nova turma de preparação para a Consagração a Jesus por Maria, segundo o método de São Luis Grignion de Montfort


Salve Maria!!!

Dia 20 de junho (sábado),  na Matriz de Nossa Senhora do Amparo (centro de Teresina-PI) iniciar-se-á uma nova turma de preparação para a Consagração a Jesus por Maria, segundo o método de São Luís Maria Grignion de Montfort, conforme exposto em seu clássico Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria.
Os encontros serão aos sábados às 9h e a Consagração será feita no dia 22 de agosto (festa de Nossa Senhora Rainha).

Conheça mais sobre a consagração:

01 - Maria no Projeto de Deus


02 - A Verdadeira devoção à Virgem Maria


03 - Preparando e vivendo a Consagração - Parte I


04 - Preparando e vivendo a Consagração - Parte II


Para maiores informações:
http://consagrate.com/

domingo, 24 de maio de 2015

Sobre a ARS e a Missa na Forma Extraordinária em Teresina - informações atuais

Pax et bonum!

A Associação
A Associação Redemptionis Sacramentum (do latim Sacramento da Redenção, referindo-se à Santíssima Eucaristia e à Instrução de 2004 da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos) é um grupo de fiéis da Arquidiocese de Teresina, membros de diversas paróquias, fundado em 14/01/2009, cujas intenções principais são estudar, apoiar, promover e conservar tudo o que recupere ou salvaguarde a celebração reverente e consciente dos Mistérios cristãos, nos moldes tradicionais do Rito Romano, nas duas Formas litúrgicas atualmente em uso na Igreja Católica Apostólica Romana. Procuramos fazer isto a partir de nossas reuniões (formações), da vida pessoal de cada membro, de alguns eventos e atividades e dos meios de divulgação virtuais (este blog e nossa fanpage na rede social Facebook).

A Missa na Forma Extraordinária
Temos como uma das metas mais importantes de nossa atividade a inserção da celebração da Santa Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano (ou seja, segundo os livros litúrgicos vigentes até 1962, antes das mudanças conciliares e pós-conciliares) na vida litúrgica de nossa cidade (Teresina-PI) e nossa Arquidiocese.
Temos organizado três celebrações eventuais, entre 2011 e 2012. A principal delas, com ampla divulgação, foi por ocasião dos 3 anos da Associação. Estas missas foram celebrada pelo Pe. Samuel Brandão, da Arquidiocese de Fortaleza.
Nosso pensamento acerca deste tema é o que aprendemos do magistério da Igreja, o que engloba, dentre outros documentos, a Bula Quo primum tempore (1570), o Indulto Quattuor abhinc annos (1984), o motu proprio Ecclesia Dei (1988), o motu proprio que atualiza as disposições legais anteriores, ou seja, Summorum Pontificum (2007), com a Carta aos Bispos, que o acompanha, e a Instrução Universae Ecclesiae (2011).

A ARS na Arquidiocese de Teresina
Não procuramos ser um grupo com feições cismáticas ou sectárias, nem nos achamos donos de um tesouro escondido. Somos um grupo de fiéis da Arquidiocese, inseridos na realidade de nossas paróquias, sob o pastoreio de nossos párocos e de nosso Arcebispo.
O grupo foi fundado durante o arcebispado de D. Sérgio da Rocha, com quem tivemos duas audiências de apresentação. Não tendo encontrado um sacerdote da arquidiocese disposto a celebrar a Missa na Forma Extraordinária, tentamos conseguir algum de outro local ou então que algum presbítero local se interessasse em aprender. No ano de 2011 trouxemos o Pe. Samuel, mas neste tempo D. Sérgio já tinha sido apontado para a Arquidiocese de Brasília e a Sé teresinense estava vacante. O mesmo ocorreu em 2012. Neste período alguns ensaios começaram a ser feitos com o Pe. José de Pinho Borges Filho, pároco da Matriz de Teresina, que sempre apoiou a ARS.
Nosso grupo passou por várias dificuldades, desafios e desânimos, mas conseguiu sempre ressurgir. Durante esses momentos, os ensaios também foram interrompidos, particularmente por dificuldades do fiel que estudava as rubricas com o citado sacerdote.
No início deste ano fomos encarregados do ministério do canto sagrado numa Missa mensal, nos primeiros sábados, na Matriz do Amparo. A ARS organiza um coro que, embora de forma amadora, estuda e canta os cantos do Graduale Simplex.
Aquilo que já fizemos enquanto grupo e enquanto fiéis em particular acreditamos ser um efeito real e benéfico do pontificado do estimado Papa Emérito, Bento XVI, que suscitou em todo o mundo um novo movimento litúrgico.

Últimas notícias
No final do ano passado tivemos uma audiência com nosso atual arcebispo, D. Jacinto Sobrinho, apontado para esta Arquidiocese em fevereiro de 2012. Outra nova audiência ocorreu no dia 01/04/2015, na qual o senhor arcebispo abençoou nosso apostolado, confirmando nossa liberdade para conseguirmos alcançar nossa meta relativa à Forma Extraordinária do Rito Romano. A ARS reafirma sua identidade e seu compromisso de comunhão concreta com o Ordinário local.
D. Fernando Arêas Rifan, Administrador da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, de Campos dos Goytacazes-RJ, em contato com dois membros da Associação, durante a Semana Santa, gravou uma singela e breve mensagem de bênção e apoio aos fiéis da ARS.
No dia 13/04 a Paróquia Nossa Senhora do Amparo publicou uma licença geral de um ano para a ARS, permitindo oficialmente que as capelas e igrejas da Paróquia sejam utilizadas pela ARS para as celebrações da Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano.
Clique para ver a imagem em tamanho grande e ler o Comunicado
Desde algumas semanas, não obstante algumas primeiras dificuldades de agenda, dois membros da Associação têm retomado estudos e ensaios das cerimônias do Missal de 1962 com o Pe. José de Pinho Borges Filho.
Ainda não há data marcada para uma primeira Missa, mas esta deverá ocorrer consideravelmente em breve, e logo será noticiada. O local será a Igreja Matriz de Teresina, a Igreja de Nossa Senhora do Amparo, no centro da cidade.
Acreditamos que esta celebração e tudo que ela traz consigo será de muito proveito para a vida espiritual de nossa cidade. Toda nossa motivação para isto pode ser compreendida estudando o próprio magistério da Igreja, sem paixões e sem preconceitos, mas com verdadeiro espírito católico, algo a que convidamos todos os que ouvirem falar de nós, sejam clérigos ou leigos.
Enfim, gostaríamos que ficasse absolutamente claro que os únicos meios oficiais de informação sobre a Associação e as missas que ela organizará e promoverá são este blog, nossa fanpage no Facebook e os atuais membros.

Enfim...
Para desde já preparar os fiéis para as celebrações que virão, quando Deus quiser, convidamos à leitura de várias postagens de nosso blog. Algumas delas:

Contamos com as orações de todos os amigos da ARS.
Que o Espírito Santo, que hoje desceu sobre a Igreja, nos conceda a perenidade da Páscoa do Senhor em nossas vidas!

sábado, 23 de maio de 2015

O amor é um tesouro que encerra todos os bens - Meditação para o fim da Novena de Pentecostes

1. O amor é o tesouro de que fala o Evangelho, o qual nos cumpre adquirir a custo de tudo mais. A razão é porque ele é realmente aquele bem infinito que nos faz participantes da amizade de Deus. Aquele que acha Deus, acha tudo que pode desejar: Delectare in Domino, et dabit tibi petitiones cordis tui - "Deleita-te no Senhor, e ele te concederá as petições do teu coração". O coração humano está sempre procurando bens capazes de torná-lo feliz. Enquanto se dirige às criaturas para os obter, nunca se satisfaz, por mais que receba. Ao contrário, um coração que só quer a Deus, Deus lhe satisfará todos os desejos. Quais são com efeito os homens mais felizes na terra, senão os santos? E por quê? Porque só querem e buscam a Deus.
Estando um príncipe a caçar, viu um solitário percorrendo a floresta, e perguntou-lhe o que fazia nesse deserto. "Mas vós, senhor", retorquiu logo o anacoreta, "que vindes buscar aqui"? - "Eu", acudiu o príncipe, "ando em busca de caças". - "E eu", tornou o solitário, "busco a Deus".
O tirano que martirizou São Clemente de Ancira, ofereceu-lhe ouro e pedras preciosas para conseguir dele que renegasse a Jesus Cristo; mas o santo, dando um profundo suspiro, exclamou: "Ora, um Deus posto em paralelo com um pouco de lama!" Feliz de quem conhece o tesouro do divino amor e procura obtê-lo! Quem o conseguir, despojar-se-á por si mesmo de tudo, para não possuir senão a Deus. "Quando o fogo pega na casa", dizia São Francisco de Sales, "lançam-se todos os utensílios pela janela". E o Padre Segneri, o moço, grande servo de Deus, tinha costume de dizer: "O amor divino é um roubador que nos tira todos os afetos terrenos ao ponto de exclamarmos então: Senhor, que desejo senão a vós?" Deus cordis mei, et pars mea Deus in aeternum - "Deus de meu coração, e a minha porção, Deus, para sempre".
2. "Ó mundanos insensatos", exclama Santo Agostinho, "ó homens, aonde ides para contentar o vosso coração? Bonum quod quaeritis, ab ipso est. Aproximai-vos de Deus, recuperai a sua graça, buscai o seu amor, porque só ele pode dar-vos a felicidade que andais procurando". Nós ao menos não sejamos tão insensatos, e, como nos exorta o mesmo santo Doutor, de hoje em diante, busquemos unicamente o amor de Deus, busquemos o único bem, no qual estão encerrados todos os outros: Quaere unum bonum, in quo sunt omnia bona. Mas não podemos achar este bem, sem renunciar a todo o afeto pelas coisas da terra, como o ensina Santa Teresa: Desapega o teu coração das criaturas e acharás a Deus.
Meu Deus, no passado não foi a vós que busquei, mas me busquei a mim mesmo e às minhas satisfações; e por elas me apartei de vós, que sois o Bem supremo. Mas Jeremias me consola, assegurando-me que sois só bondade para os que vos buscam - Bonus est Dominus animae quaerenti illum. Amadíssimo Senhor meu, compreendo o mal que fiz deixando-vos, e arrependo-me de todo o coração. Vejo que sois um tesouro infinito; não querendo deixar inútil esta luz, renuncio a tudo, e escolho-vos para único objeto dos meus afetos.
Ó meu Deus, meu amor, meu tudo, por vós suspiro. Vinde, ó Espírito divino, e com o santo fogo do vosso amor, consumi em mim todo o afeto de que não sois o objeto. Fazei-me todo vosso, e que tudo vença para vos agradar. 
Ó Maria, minha Advogada e Mãe, ajudai-me com as vossas orações.

Fonte: Meditações para todos os dias do anno, Tomo II, p. 121-123.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Meditação sobre o Mistério de Pentecostes - fogo sobre as cinzas


Era uma vez a quarta das cinzas. Era uma vez o domingo das línguas de fogo. Admirável que aqui o fogo apareça apenas depois das cinzas!
No caminho que tomamos desde aquele dia, em que ouvíamos falar da necessidade de nos convertermos e de crermos nas santas palavras do Senhor Jesus Cristo, recordávamos solenemente a irmã morte corporal e a certeza de sua vinda. Somos o pó.
Estamos ainda neste caminho. Estamos mesmo neste caminho?
Entre os quarenta dias de preparação penitencial, com fortíssima índole catequética e batismal, e os cinquenta dias de exultação e festa, levando a termo a preparação anterior, encontra-se um cenáculo, um jardim, um caminho, um monte, um sepulcro, como partes de um eixo que liga o primeiro tempo ao novo tempo.
No sexto dia da criação, Deus criou o homem à sua imagem e semelhança e inspirou nele o sopro da vida para que se tornasse um ser vivente e reinasse sobre toda a criação (cf. Gn 1,26-27;2,7).
No sexto dia da Grande Semana, Deus se fez desfigurado, sem aparência humana (cf. Is 52,14), “deu um forte grito e expirou” (Mc 15,37). Mas “regnavit a ligno Deus” - Deus reinou do lenho (cf. Hino Vexilla Regis)!
No primeiro dia da criação, Deus criou a luz, o dia, e separou-a das trevas.
No oitavo dia, o novo primeiro, a luz de Cristo que ressurge glorioso vem dissipar as trevas do coração e da mente (cf. oração ao acender o círio pascal), ele, que iluminou sereno o gênero humano ao regressar dos infernos, e que vive e reina pelos séculos dos séculos (cf. Precônio Pascal).
Este domingo dura cinquenta dias. Ele finge anoitecer, por assim dizer, com o término da solenidade de Pentecostes.
E nesse domingo de fogo, o Domingo de Pentecostes, ponto de chegada e de partida, milhares de línguas por toda a terra dirão “Vinde” e clamarão ao Santo Espírito: “do céu mandai luminoso raio” (cf. Sequência de Pentecostes).
Esse dia era a “Festa da Colheita”, a “Festa das Primícias” ou “Festa das Semanas” para o povo da Antiga Aliança. Era realmente a segunda festa mais importante para os judeus. Iniciavam o período da colheita apresentando um feixe de cevada e concluíam este tempo oferecendo pães feitos de trigo novo. Dizia a lei: “Contareis cinquenta dias até o dia seguinte ao sétimo sábado, e apresentareis ao Senhor uma nova oferta” (Lv 23,16).
No fim dos tempos bíblicos, porém, o significado da cultura dos campos foi modificado, e esta grande festa passou a comemorar a doação ou entrega da Lei no Monte Sinai, quando Deus desceu sobre o monte no meio de chamas (cf. Lv 19). Nesta ocasião os judeus dedicavam-se a ler e meditar as Escrituras, e a festa em Jerusalém trazia para seus muros uma grande quantidade de “judeus piedosos de todas as nações que há debaixo do céu” (cf. At 2).
E o que comemora o povo da cruz? O que comemoramos nós, os discípulos de Jesus Cristo?
Nosso grande Deus, amigo dos homens, que “sabe de que é que somos feitos, e não se esquece de que somos pó” (Sl 102,14), trouxe fogo sobre estas cinzas. Sim, foi cinquenta dias depois de quando nosso único Senhor e Salvador “arrombou as portas da morte e quebrou os seus ferrolhos; destruiu as prisões do inferno e derrubou o poder satânico” (cf. Responsório do Ofício das Leituras do Sábado Santo) que o Espírito Santo, o Prometido e Doce Hóspede da alma, foi-nos dado, foi derramado sobre nós por Cristo exaltado pela direita de Deus Pai (cf. At 2,33).
Comemoramos a entrega da Lei, mas de forma tão nova, tão magnífica! A nova lei é escrita pelo Espírito do Deus vivo nas tábuas de carne de nossos corações (cf. 2Cor 3,3)! “A lei do Espírito de Vida nos libertou, em Jesus Cristo, da lei do pecado e da morte” (cf. Rm 8,2)!
Ó, que seríamos sem a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, o Pai dos pobres, a Luz dos corações? Aliás, o que somos quando longe dele, quando sem o seu auxílio? Sórdidos (sujos), áridos (secos), doentes, rígidos (duros), frígidos (frios, apáticos), dévios (extraviados, desviados), enfim, “nada há no homem, nada de inocente” (cf. Sequência de Pentecostes). E quando assim nos percebemos, é a ele que devemos chamar: Lavai, regai, curai, dobrai, aquecei, guiai! Estes gritos e gemidos não podem ficar presos ao grande Pentecostes, mas devem brotar pressurosos de nossos lábios e corações a qualquer momento.
Bendito Domingo rosado, que concluindo a alvura do Tempo Pascal, anima-nos em tons rubros, que nos lembram sangue e fogo! Em alguns países e reinos, em nossa era cristã, lançam pétalas de rosa do teto das igrejas em memória das línguas de fogo, tocam trombetas em memória do vento impetuoso. Em nenhum destes sinais, porém, a mesma descida do Doador dos Dons é realizada e perpetuada como quando as mãos consagradas ungem com o precioso e Santo Crisma!
Para as mãos do ordenado, Pentecostes! Para o templo dedicado, Pentecostes! Para a fronte do confirmado, Pentecostes! O Senhor Deus, fonte de toda santidade, tudo santifica com o orvalho de seu Espírito (cf. Oração Eucarística II) através do Santo Crisma e sobretudo naquele mistério da Confirmação!
Se voltarmos o nosso olhar para nossas almas, para os santos apóstolos, para a Igreja em Pentecostes, veremos que tudo o que aconteceu já havia sido antecipado numa alma predileta, na Virgem Fiel, no Espelho da Perfeição Divina, Nossa Senhora, nossa Dama, nossa Suserana, nossa Rainha, nossa Mãe e Mãe de Deus, a pan'agia - toda Santa - e tota pulchra - toda formosa.
De fato, aqui convém revisitar o Santo Evangelho e perceber que sobre ela desceu o Espírito Santo, que a força do Altíssimo a envolveu (cf. Lc 1,35); que, cheia dele, sua alma engrandeceu o Senhor, e que, enfim, “deu ao mundo o Salvador” (cf. Prefácio do Natal I). Ora, o que acontece por ocasião de Pentecostes? Nosso Santíssimo Redentor não havia prometido que o Espírito Santo desceria sobre nós, que nos daria sua força e que nós seríamos suas testemunhas até os confins do mundo (cf. At 1,8)? Que honra altíssima e que dever imperioso são estes que recebemos por ocasião de nossa Confirmação e que acabam por se renovar cada vez que celebramos este Domingo das línguas de fogo? Precisamos dar ao mundo o Salvador, como a Sempre Virgem Maria! É isto!
O mesmo Espírito Santo, este onipotente “Dedo da Mão Direita do Pai” (cf. Veni Creator), é o mesmo que envolveu a Santíssima Virgem Maria na Anunciação do Senhor, o mesmo que conduziu nosso Redentor Jesus Cristo para o deserto (cf. Mt 4,1), o mesmo que encheu os Apóstolos para a pregação, a profecia e os sinais! Foi ele, sim, ele que nos conduziu também para o deserto da Quaresma, que nos encheu para a evangelização com atos e palavras, que gera em nós o mesmo Jesus Cristo para que seja ele a viver em nós! Não o percebemos? Por acaso o ignoramos?
Como, afinal, deveríamos preparar-nos para esta festa? Tomemos como norte o vexillum, o estandarte que ostenta a Legião de Maria. Que há nele? O que há no mais baixo? Quem o pisa? Quem paira no mais alto? Não bastando este belo símbolo que nos apresenta o mundo e a serpente pisados pela Rainha dos Apóstolos, aureolada de vermelho, radiante, e encimada pelo Espírito Santo, tomemos o próprio Compromisso ou Promessa que os Legionários fazem para ingressar na Legião. Sabei ou recordai que lá se suplica ao Espírito Santíssimo que desça, que encha, a fim de que os atos débeis que são nossos sejam sustentados por seu poder e se tornem instrumentos de seus soberanos desígnios! Que belo é dizer que sem ela não se pode conhecê-lo ou amá-lo! Que belo é confiar que ele converterá nossa fraqueza em força! (cf. Manual da Legião de Maria)
Não nos esqueçamos que Deus vem deitar fogo sobre nossas cinzas e, portanto, não penseis em Pentecostes sem vos recordardes da Santa Quaresma e de todo o Tempo Pascal. Não vos esqueçais que a vinda do Paráclito exigia a glorificação de Cristo pela Ascensão. Não vos esqueçais que a subida de Cristo somente ocorreu depois que ressuscitou ao terceiro dia. Não vos esqueçais que “era necessário que Cristo sofresse essas coisas e assim entrasse na sua glória” (Lc 24,26). Foi “um grande preço” (cf. 1Cor 6,20), o de nossa redenção!
Recorramos à proteção da Santa Mãe de Deus para que o Consolador Magnífico nos encontre como convém, não só na conclusão do jubiloso Tempo Pascal, mas todos os dias de nossa vida.
Empreguemos nossa inteligência e nossa vontade em ouvir a exortação do Apóstolo das nações – o grande São Paulo:
“Exorto-vos, pois, (...) que leveis uma vida digna da vocação à qual fostes chamados. (…) Não persistais em viver como os pagãos, que andam à mercê de suas idéias frívolas. (…) Renunciai à vida passada, despojai-vos do homem velho, corrompido pelas concupiscências enganadoras. (…) Não deis lugar ao demônio. (…) Não contristeis o Espírito Santo de Deus, com o qual estais selados para o dia da Redenção.” (Ef 4,1.17.22.27.30)
Ó Deus, que nos perscrutais e nos conheceis, que sabeis tudo de nós, que de longe penetrais nossos pensamentos (cf. Sl 138), não nos rejeiteis de vossa face, e nem nos priveis de vosso santo Espírito (cf. Sl 50). Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Texto preparado para um encontro com membros da Legião de Maria, num domingo da Quaresma.
Por Luís Augusto - membro da ARS

sexta-feira, 15 de maio de 2015

A estratégia do demônio: Contrapor "um Jesus bondoso" a "uma Igreja malvada", afirma exorcista


ROMA, 13 Mai. 15 / 05:00 pm (ACI).- “O diabo ataca a humanidade fazendo acreditar que não existe um bem objetivo e que podemos decidir o que é bom e o que é ruim, isto é, caímos no relativismo e o ‘pai da mentira’ também busca enganar os fiéis colocando em oposição ‘um Jesus bondoso’ com ‘uma Igreja má’ que não deixa o homem livre para fazer o que bem quiser”, advertiu o sacerdote e exorcista Cesare Truqui.

Para Satanás “é mais fácil separar e distorcer a imagem de Deus, do que negar sua existência. O diabo sempre separa e opõe um Jesus ‘bondoso’ a uma Igreja ‘má’, que não deixaria o homem livre para fazer o que ele quiser”, assinalou o sacerdote em declarações ao semanário italiano Tempi.

O Pe. Truqui participou do curso sobre exorcismo realizado recentemente em Roma indicou: “O demônio sempre atua da mesma maneira, tentando o santo “em sua santidade” e “o pecador em seu pecado”. Entretanto, existe outra forma de tentação mais difundida atualmente: O relativismo”.

“No Evangelho de São João, Jesus define o diabo como o ‘pai da mentira’, porque nos convence que nós devemos decidir entre o que está bem e o que está mal. Busca convencer-nos de que não existe um bem objetivo. Hoje esta visão é imposta globalmente e por isso Bento XVI ressaltava a ‘ditadura do relativismo’: a impossibilidade de estabelecer com segurança o que é bom e ruim para todos, e que qualquer pessoa pode escolher o que é legal e o que não é, o que é delito e o que não é”, explicou o exorcista.

Além disso, o Pe. Truqui advertiu: “Existe outro engano que deriva disto: pensar que se afastássemos a verdade para aceitar as pessoas, finalmente encheríamos as Igrejas. Mas, na verdade é o contrário. Hoje sabemos claramente que quanto mais a Igreja se ‘mundaniza’, mais o mundo se afasta”.

O Pe. Cesar Truqui afirmou em seguida: “Para diminuir a fé das pessoas, o diabo utiliza “as ideologias, a tecnologia e todos os meios audiovisuais, pela força de propagação que têm. E o meio mais poderoso é a internet por ser uma ferramenta que a pessoa pode utilizar sozinha e através do computador a pessoa pode ter acesso a tudo sem limite nem controle”.

“Os fiéis podem combater o diabo com alguns meios que a Igreja oferece. Para estar atento e superar as tentações diárias, crescentes e difundidas no contexto social, os meios são os que Jesus nos deixou. Jesus, veio salvar-nos para estar junto d´Ele: Participar dos sacramentos da Eucaristia e a Confissão, a oração diária e o terço”, concluiu o Pe. Cesare Truqui.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Nossa Senhora de Fátima - das reflexões de maio do Pe. Gaspar Pelegrini, da Administração Apostólica

(Reflexões do Pe. Gaspar Pelegrini para o dia de hoje, memória de Nossa Senhora de Fátima)

"Reforma da Reforma" - Uma entrevista com D. Malcolm Ranjith

Pax et bonum!

Vocês conhecem a expressão inglesa "old but gold"? Significa algo como "antigo, mas valioso". Pois bem, recentemente encontrei uma entrevista com D. Albert Malcolm Ranjith Patabendige Don, Cardeal Arcebispo de Colombo, no Sri Lanka, do ano de 2006. Já vai quase uma década da entrevista, mas este tempo é pequeno para certos assuntos e suas palavras continuam atuais.
A entrevista foi dada ao jornal francês La Croix, em 25/06/2006, e foi conduzida por Isabelle de Gaulmyn. Encontrei-a em inglês no Chiesa, de Sandro Magister.
Segue a tradução.

*****

Têm-se a impressão de que a liturgia é uma prioridade para Bento XVI.
Correto. Quando se olha para trás, para a história da liturgia no passar dos anos, vê-se quão importante para todos é ouvir a Deus e tocar o transcendente. A Igreja sempre esteve atenta para que sua vida litúrgica devesse estar orientada para Deus e devesse trazer com isso uma atmosfera profundamente mística. Agora, de alguns anos para cá, a tendência tem sido esquecer isso e substituí-lo por um espírito de completa liberdade, que deixa tudo aberto a uma criatividade sem raiz e sem profundidade.

A liturgia tem se tornado um objeto de controvérsia, de debate na Igreja, e até um fator de séria divisão?
Eu penso que isto seja um fenômeno puramente ocidental. A secularização no Ocidente tem levado a uma profunda divisão entre aqueles que se refugiam no misticismo, esquecendo a vida, e aqueles que trivializam a liturgia, privando-a do seu papel de mediadora com o transcendente. Na Ásia - por exemplo, no Sri Lanka, meu próprio país - todos, não importa a sua religião, são muito conscientes da necessidade do homem de ser trazido para o transcendente. E isto deveria refletir-se também na vida cotidiana. Não penso que o senso do divino deveria ser rebaixado ao nível humano, mas que o homem deveria ser elevado ao nível sobrenatural, onde podemos nos aproximar do Mistério divino. Agora, a tentação de assumir o comando deste Mistério divino, de tentar controlá-lo, é forte numa sociedade que diviniza o homem, como a sociedade do Ocidente o faz. Oração é um dom: liturgia não se determina pelo homem, mas pelo que Deus faz nascer dentro dele. Isto implica numa atitude de adoração a Deus, o Criador.

Você acha que a reforma conciliar foi longe demais?
Não é uma questão de ser anti-conciliar ou pós-conciliar, conservador ou progressista! Eu acho que a reforma litúrgica do Vaticano II nunca saiu do papel. Ademais, esta reforma não começou com o Vaticano II: na realidade, ela precedeu o Concílio, vindo à existência com o movimento litúrgico no início do séc. XX. Se nos conformamos ao que a Sacrosanctum Concilium do Vaticano II diz, a questão era fazer da liturgia a rota de acesso à fé, e as mudanças nesta área se pensavam como emergindo de forma orgânica, mantendo a tradição em vista, e não de uma maneira acidental, casual. Tem havido várias tendências que baniram da vista o significado autêntico da liturgia. Poder-se-ia dizer que a direção da oração litúrgica na reforma pós-conciliar nem sempre tem sido o reflexo dos documentos do Vaticano II e, neste sentido, poder-se-ia falar de uma correção necessária, uma reforma da reforma. A liturgia deve ser reconquistada, no espírito do Concílio.

Através de que passos concretos?
Hoje, os problemas da liturgia giram em torno da linguagem (vernáculo ou latim) e da posição do sacerdote, se ele fica de frente para a assembleia ou de frente para Deus. Aqui eu lhe conto uma surpresa: em nenhum lugar do decreto conciliar se fala que o sacerdote deva ficar de frente para a assembleia, nem que o uso do latim esteja proibido! Se o uso da língua comum é permitido, notavelmente na Liturgia da Palavra, o decreto é muito claro ao dizer que o uso da língua latina deveria ser mantido no rito latino. Estamos esperando o papa dar-nos suas diretrizes nessas matérias.

E quanto a todos que seguiram, com um grande senso de obediência, as reformas pós-conciliares - precisam ouvir que estavam equivocados?
Não, isto não deveria tornar-se um problema ideológico. Eu percebi o quanto os jovens sacerdotes amam celebrar o rito Tridentino. Deve-se esclarecer que este ritual, seguindo o Missal de Pio V, não foi "banido". Seu uso deveria ser mais encorajado? O papa é quem decide. Mas é certo que uma nova geração está procurando uma maior orientação rumo ao mistério. Não é uma questão de forma, mas de substância. Para falar da liturgia, o que é necessário não é apenas um espírito científico ou histórico-teológico, mas acima de tudo uma atitude de meditação, oração e silêncio.
Mais uma vez, não é uma questão de ser progressista ou conservador, mas simplesmente de permitir à pessoa rezar, ouvir a voz do Senhor. O que acontece na celebração da glória do Senhor não é meramente uma realidade humana. Se este aspecto místico é esquecido, tudo se mistura e se confunde. Se a liturgia perde sua dimensão mística e celeste, então quem ajudará o homem a livrar-se de seu egoísmo e auto-escravização? A liturgia deve ser acima de tudo uma estrada para a liberdade, abrindo o homem ao infinito.

Tradução por Luís Augusto - membro da ARS

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Convite - Exorcistato e Acolitato na Administração Apostólica

Pax et bonum!

Caros amigos, com alegria estendemos o convite que recebemos de nosso amigo Jorge Luís, seminarista da Administração Apostólica São João Maria Vianney.
Ele foi aprovado para receber as últimas ordens menores no dia 23 [de maio], um sábado.
Tendo ele pedido orações a nós, da Associação, convidamos nossos amigos e leitores a se unirem em preces pela perseverança e pela santificação deste nosso amigo, a fim de que ele, um dia, ordenado como sacerdote do Senhor Jesus Cristo, suba ao altar do Senhor para oferecer o Santo Sacrifício.
A Recepção das Ordens Menores ocorrerá, portanto, na Capela do Seminário da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, em Campos dos Goytacazes-RJ.
Oremos.


sexta-feira, 10 de abril de 2015

Meditação para a sexta-feira na Oitava da Páscoa

Amados leitores do blog, pax et bonum! Alleluia!

Com grande alegria manifestamos nossos votos de uma Feliz e longa Páscoa do Senhor para todos!
Páscoa é um Domingo, é uma Semana (Oitava), é um Tempo (50 dias)! Páscoa é o mistério central de nossa Fé: "O Mistério pascal de Jesus, que compreende a sua paixão, morte, ressurreição e glorificação, está no centro da fé cristã, porque o desígnio salvífico de Deus se realizou uma vez por todas com a morte redentora do seu Filho, Jesus Cristo" (Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, 112).
Neste dia, uma semana após a celebração da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, oferecemos uma meditação retirada dos escritos de Santo Afonso Maria de Ligório (+1787), Bispo e Doutor da Igreja, para esta sexta-feira da Oitava da Páscoa.

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Conformidade com a vontade de Deus

a exemplo de Jesus Cristo


"Eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou" (Jo 6,38)

Sumário: É tão agradável a Deus o sacrifício da nossa própria vontade, que Jesus Cristo desceu sobre a terra para nos ensinar a maneira de o fazer, e em toda a sua vida não fez outra coisa senão dar-nos disso as mais sublimes lições, com as suas palavras e com os seus exemplos. Eis, portanto, o que devemos ter mira em todas as nossas ações: conformar a nossa vontade com a divina, especialmente no que mais repugna ao amor próprio. Vale mais um Bendito seja Deus, dito nas adversidades, do que mil agradecimentos na prosperidade.

I. É certo que a nossa salvação consiste em amar a Deus, nosso supremo Bem; porque a alma, que não o ama, já não vive, mas está morta (cf. I Jo 3,14). A perfeição, porém, do amor consiste em conformar a nossa vontade com a divina; pois que, como diz o Aeropagita, o efeito principal do amor é unir as vontades dos que se amam, de sorte que não tenham senão um só coração e uma só vontade.
É isto o que antes de mais nada com as suas palavras e com os seus exemplos veio ensinar-nos Jesus Cristo, que nos foi dado por Deus tanto para ser nosso Salvador como nosso modelo. Pelo que o Apóstolo escreve que as primeiras palavras de Jesus, ao entrar no mundo, foram estas: "Eis que venho para fazer, ó Deus, a tua vontade" (Hb 10,9). Meu Deus, recusastes as hóstias e oblações dos homens; não vos agradaram os holocaustos que vos ofereciam pelos seus pecados. Quereis que vos sacrifique morrendo este meu corpo, que vós mesmo me haveis dado. Eis-me aqui, Senhor, estou pronto para fazer a vossa santíssima vontade.
No correr de sua vida Jesus Cristo tem manifestado diversas vezes a sua submissão e conformidade de vontade, dizendo: "Eu desci do céu não para fazer a minha vontade, senão a daquele que me enviou". Quis que conhecêssemos o grande amor a seu Pai por vê-lo ir à morte por obediência à vontade deste Por isso disse aos apóstolos: "Para que conheça o mundo que amo ao Pai, e assim como me ordenou o Pai, assim faço: Levantai-vos; vamo-nos daqui" (Jo 14,31).
Depois no horto de Getsêmani, parece que o Senhor, oprimido pelo temor, pelo aborrecimento e pela tristeza, não sabe fazer outra oração senão esta: "Meu Pai, não seja com eu quero, mas sim como tu" (Mt 26,39). "Meu Pai, se não pode passar este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade" (Mt 26,42). Numa palavra, é tão grande a excelência da conformidade com a vontade de Deus, e Jesus Cristo exige tão rigorosamente que a pratiquemos, que protesta ter por seus discípulos somente aqueles que cumprem a vontade divina (cf. Mt 12,50).
II. Se agrada tanto a Deus o sacrifício de nossa vontade, que enviou à terra seu próprio Filho para nos ensinar a maneira de a sacrificarmos, tinha razão o santo abade Nilo de dizer que nas nossas orações não devemos pedir a Deus que faça o que nós queremos, mas que nos dê a graça para bem fazermos o que ele quer. É a isso que se devem dirigir todos os nossos desejos, devoções, meditações e comunhões: o cumprimento da vontade divina, especialmente naquilo que repugna mais ao nosso mor próprio. Lembremo-nos sempre do que costumava dizer o Bem-aventurado João de Ávila: "Um só Bendito seja Deus, nas adversidades, vale mais do que mil agradecimentos na prosperidade".
Toda a minha desgraça, ó meu Deus, foi não querer sujeitar-me no passado à vossa vontade. Detesto e amaldiçoo mil vezes esses dias e momentos em que, para seguir a minha vontade, me opus à vossa, ó Deus de minha alma. Eu vo-la consagro agora sem reserva e quero unir esta minha oferta à que vosso divino Filho fez de si mesmo e continuar a fazer sobre os nossos altares. Recebei-a, ó meu Senhor, e ligai-me de tal modo ao vosso amor, que nunca mais me possa revoltar contra vós.
Amo-vos, bondade infinita, e pelo amor que vos tenho, me ofereço todo a vós. Disponde de mim, e de tudo o que me pertence, como vos aprouver. Resigno-me em tudo à vossa divina vontade. Preservai-me da desgraça de contrariar as vossas disposições, e depois fazei de mim segundo a vossa vontade. Pai Eterno, pelo amor de Jesus Cristo, atendei-me. Meu Jesus, escutai-me pelos merecimentos da vossa Paixão. E vós, ó Maria Santíssima, ajudai-me; obtende-me a graça de executar a vontade divina, na qual consiste toda a minha salvação, e nada mais de vós desejo.

Fonte: Meditações para todos os dias do anno, Tomo II, p. 14-17.