sábado, 24 de maio de 2014

Maria, o sol que ilumina o mês de maio

Pax et bonum!
Alleluia!
Salve Maria!

Neste penúltimo sábado do mês carinhosamente dedicado à Ancilla Domini, à serva do Senhor - a Virgem Maria -, queremos publicar a transcrição de um belo texto de 105 anos.
Nestes tempos de um chamado "feminismo" que, na verdade, é misógino e antinatural, dedicamos esta postagem às mulheres.
Obs: os grifos são nossos.

Maio

O espelho reflete fielmente a imagem, tal qual o original; em Maria Santíssima, tem a virgem cristã o modelo por excelência: Regina Virginum.
O perfume que exalam as flores traduz as virtudes que enaltecem a alma verdadeiramente voltada para aquele centro de santa beleza, donde se irradiam as centelhas dos dons celestiais: a rosa é a rainha das flores e a Rosa Mística a Rainha do Céu: Regina Caeli.
O culto a Maria Santíssima começa no coração, manifesta-se pela oração, desdobra-se pelos louvores que do altar sobem aos páramos (Nota: céus, firmamentos) infinitos, acolhendo-os com ternura a Mater purissima: improfícua (= vã, inútil) é, portanto, a veneração que só revela exterioridades, permanecendo estéril o altar da consciência, onde se prostra a alma, templo onde ressoa somente uma voz, que só pode ser ouvida por Deus.
Isso é uma verdade inconcussa (= firme, inabalável), e por isso mesmo parece incrível que a mulher blasfeme contra Maria, o protótipo das virtudes, o espelho de luz cristalina que jamais se apaga.
Só o protestantismo e seitas outras levarão a mulher a um tal abismo, porque a exclusão de Maria é a exclusão de Jesus e, consequentemente, de Deus: logo, perniciosa, funesta é uma tal doutrina, e quem a segue, nada pode esperar de Deus, que é o Criador de todas as coisas.
A verdade é esta: no lar onde não se venera a Maria, com aquele culto que nasce do coração e alimenta-se da oração, da piedade; no lar onde se teme ou proíbe pronunciar o nome de Deus e dAquela que é a Mater amabilis, jamais se gozará dessa alegria que edifica e perdura, [por]que as demais são todas vãs e passageiras, como tudo que nos cerca.
São Boaventura dizia, apontando para o Crucifixo: "Eis o livro onde aprendo o que ensino"; assim, a esposa, a mãe de família, a filha, a virgem cristã, amando a Maria com toda dedicação, venerando-a, não só no recôndito de seu coração, como igualmente nos altares onde se lhe tributa o culto devido, pode dizer: "Eis o livro onde aprendo a prática das virtudes".
Em resumo: Maio é o mês das flores, a Rosa Mística, o Sol que o ilumina; as virtudes, a essência do nardo; Maria Santíssima o Vaso de insigne devoção, Vas insigne devotionis.
Aceitai, ó Mãe Bendita, vo-lo peço, abrigando-me sob o vosso manto protetor; aceitai esta pequena prova de quem vos é todo dedicado, dizendo sem respeito humano: "Eis o livro onde aprendo os caminhos de Deus e a esperar na sua infinita misericórdia".

A. E. S.

Fonte: O Apóstolo - órgão oficial da Diocese. Teresina, Piauí. 9 de maio de 1909. Disponível em: http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=408506&PagFis=265.

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