sábado, 15 de maio de 2010

Trechos da Divinum illud munus, de Leão XIII

Nada confirma tão claramente a divindade da Igreja como o glorioso esplendor de carismas que por toda parte a circunda: coroa magnífica que ela recebe do Espírito Santo. (...)
Devemos amar o Espírito Santo, porque é Deus: Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças (Dt 6,5). E há de ser amado, porque é o Amor substancial eterno e primeiro, e não há coisa mais amável que o amor. E tanto mais o devemos amar quanto mais ele nos tem cumulado de seus imensos benefícios que, se por um lado atestam a benevolência daquele que dá, por outro exigem a gratidão da alma que os recebe. (...) Quanto somos e temos, tudo é dom da divina bondade que corresponde como própria ao Espírito Santo. (...)
O homem cristão deve resplandecer em toda virtude, especialmente na pureza e na santidade, para não desagradar a tão grande hóspede, posto que a pureza e a santidade são as virtudes próprias de um templo. (...)
Cconvém rogar e pedir ao Espírito Santo, cujo auxílio e proteção todos necessitamos ao extremo. Somos pobres, débeis, atribulados, inclinados ao mal: logo, recorramos a Ele, fonte inexaurível de luz, de consolo e de graça. (...) Qual seja a maneira conveniente de o invocar, aprendamo-la da Igreja, que se volta suplicante ao mesmo Espírito Santo e o chama com os nomes mais doces: pai dos pobres, doador dos dons, luz dos corações, consolador benéfico, hóspede da alma, brisa de refrigério, e suplica encarecidamente que lave, cure e regue nossas mentes e nossos corações, e que conceda a todos os que neles confiamos o prêmio da virtude, o feliz fim da presente vida e o gozo perene na futura. (...)
Devemos suplicar-lhe com confiança e constância para que diariamente nos ilumine mais e mais com sua luz e nos inflame com sua caridade, dispondo-nos assim pela fé e pelo amor para que trabalhemos com coragem para alcançarmos os prêmios eternos, posto que é Ele o penhor de nossa herança (Ef 1,14).
Fonte: Encíclica DIVINUM ILLUD MUNUS de Leão XIII, 8.13.14.15 (a tradução é minha e a numeração não é oficial)

Por Luís Augusto - membro da ARS

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