quarta-feira, 7 de julho de 2010

3 anos de Summorum Pontificum


Pax et bonum!

Ontem (07 de julho) comemoramos o terceiro aniversário de publicação do Motu Proprio Summorum Pontificum, sobre o uso da forma litúrgica anterior às reformas conciliares.
No dia 15 de agosto do ano passado eu postava sobre os DVDs existentes acerca da Forma Extraordinária do Rito Romano, com foco no DVD da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei.
Nessas últimas semanas, solicitando um destes DVDs através de um sacerdote, frade carmelita, que estuda em Roma e chega de férias aqui no Brasil nos próximos dias, informou-me por email que o DVD já está esgotado no Vaticano. Deo gratias!
Ainda assim há clérigos que ignoram, enfraquecem e contrariam as disposições atuais.

1. Ignoram: infelizmente há seminaristas e até presbíteros que não sabem no que as duas formas se diferenciam e não concebem, por exemplo, o uso do latim ou a orientação comum (Versus Crucem, Versus Deum) na forma ordinária. Alguns ainda ligam a forma extraordinária a grupo, movimento ou congregação A ou B que são, em seu dizer, "tradicionalistas". Diante destes eu me questiono: "Como é possível que um sacerdote não se interesse em conhecer a forma litúrgica em vigor durante tanto tempo e cara a tantos santos?"

2. Enfraquecem: compreendem as diferenças, conhecem as disposições do Motu Proprio, mas só amam a Liturgia da Igreja parcialmente, pois são indiferentes à forma anterior, parecendo não ter como sagrado o que outrora o era para os que nos precederam na fé, além de desestimularem os fiéis que desejam aderir a esta forma. Destes, ainda, alguns pensam que tudo é uma questão meramente de capricho, saudosismo... Diante destes eu me questiono: "Como é possível que um sacerdote não se sinta estimulado na piedade, admirado diante do mistério e apaixonado por esta forma litúrgica que tanto cativa até nossas almas de leigos?"

3. Contrariam: compreendem as diferenças e as questões de legislação, mas fazem valer antes sua opinião pessoal, pondo-se contra o Santo Padre, levantando palavras desrespeitosas contra as características mais tradicionais do culto cristão ocidental (ex: véu das mulheres, comunhão de joelhos, língua latina, orientação comum), tratando a forma extraordinária como antiguidade, querendo falaciosamente aplicar aqui o antiquarismo condenado por Pio XII na Mediator Dei (que na verdade se aplicava, em seu real contexto, a "reformadores litúrgicos" das primeiras décadas do séc. XX). Diante deste eu me questiono: "Como é possível que um sacerdote tenha sua consciência tranquila ao perceber os próprios atos de desobediência, de falta de humildade e de tanto 'repúdio' a algo sagrado?"

Também há leigos que agem desta forma, mas sobretudo é doloroso o agir assim de tantos prelados... ainda hoje.
Nós, católicos romanos, que procuramos amar integralmente a Sagrada Liturgia, devemos dizer como o Santo Padre: aquilo que para as gerações anteriores era sagrado, permanece sagrado e grande também para nós, e não pode ser de improviso totalmente proibido ou mesmo prejudicial.
O perfil concreto de conhecimento e amor pela Sagrada Liturgia é certamente o que está de acordo com o Compendium Eucharisticum publicado pelo Vaticano em outubro do ano passado. Hoje, amar a Sagrada Liturgia, como católico, inevitavelmente inclui o não excluir ou ignorar a beleza, a utilidade e a santidade da Forma Extraordinária do Rito Romano.

Parabéns para o Motu Proprio,
parabéns para o Santo Padre, o Papa Bento XVI,
parabéns para os cardeais, como D. Cañizares,
parabéns para os bispos, como D. Raymond Burke,
parabéns para os padres, como aqueles que de sua própria iniciativa, antes mesmo do pedido de algum fiel, procuraram conhecer e amar a Forma Extraordinária do Rito Romano, [e que fizeram com que se esgotassem os DVDs da Ecclesia Dei no Vaticano],
parabéns para os fiéis que trabalharam e trabalham com afinco para que o tesouro da Liturgia multissecular da Igreja no Ocidente esteja aberto a mais e mais irmãos.

Como em outra ocasião, relembrarei uma belíssima citação de um grande Padre da Igreja:

OPORTET QVÆ SVNT ECCLESIÆ CVM SVMMA DILIGENTIA DILIGERE
~ É necessário amar com extremo amor tudo o que é da Igreja! ~
(Santo Irineu de Lião)

Por Luís Augusto - membro da ARS

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