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O Tempo da Paixão

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Trata-se das duas últimas semanas entre o Domingo da Paixão (V da Quaresma) e a Páscoa. A última semana é a Semana Santa, enquanto a primeira é chamada entre os latinos de " Hebdomas Passionis " (Semana da Paixão), e pelos gregos de "Semana das Palmas" (palmas = ramos, do Domingo seguinte). Durante este tempo os monges do Oriente, que tinham escolhido o deserto para um modo de vida mais severo, retornavam para seus mosteiros (Cirilo de Citópolis em "Vida de Santo Eutímio", n. 11). As rubricas do Missal Romano, do Breviário e do " Cæremoniale Episcoporum " para este tempo são: antes das Vésperas do Sábado que precede o Domingo da Paixão, cruzes, estátuas e pinturas de Nosso Senhor e dos santos, no altar e no corpo da Igreja, excetuando-se apenas as cruzes e pinturas da Via Sacra, deve ser cobertas com um véu roxo, não transparente, e sem adornos. As cruzes permanecem cobertas até depois da solene denudação do crucifixo principal na Sexta-feira San...

Beleza na Liturgia - entrevista com Mons. Guido Marini

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Wlodzimierz Redzioch: – Com o que se parece a colaboração entre Bento XVI e seu Mestre de Cerimônias? O Papa decide tudo? Mons. Guido Marini: – Primeiramente, gostaria de sublinhar que as celebrações que o Santo Padre preside devem ser pontos de referência para toda a Igreja. O Papa é o sumo sacerdote, o único que oferece o sacrifício da Igreja, o único que apresenta o ensino litúrgico através das celebrações – o ponto de referência para todos. Considerando esta explicação, é mais fácil entender qual deva ser o estilo de colaboração entre o Mestre de Cerimônias do Papa e o Santo Padre. Deve-se agir no intuito de fazer das liturgias papais expressões de sua autêntica orientação litúrgica. Por isso, o Mestre de Cerimônias do Papa deve ser um servo humilde e fiel da liturgia da Igreja. Desde o começo tenho entendido desta forma o meu trabalho no Departamento das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice. Todos podemos ver as mudanças introduzidas por Bento XVI nas celebrações litúrgicas....

Casula romana roxa - bis

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Pax et bonum! No último sábado, dia 02, Frei Heleno Moreira, OFM apareceu novamente com sua casula romana roxa para a Missa com as crianças na Matriz da Paróquia São João Evangelista, no Parque Piauí. O frade afirma que possui outras. Ser-nos-á um prazer vê-las. Na ocasião eu mesmo a vi e toquei. Segundo consta foi comprada na Itália. É flexível, por não conter uma entretela. Os detalhes do tecido são florais e os traços lembram o modelo italiano com a medieval cruz do modelo gótico, às costas. Fotos do dia, com algumas um tanto desfocadas (pedimos desculpas). Por Luís Augusto - membro da ARS

Instrução sobre o Summorum Pontificum só após a Páscoa?

Pax et bonum! Depois que, no começo de março, o vaticanista Andrea Tornielli "divulgou" pontos que serão tratados na esperada Instrução da Santa Sé sobre o Motu Proprio Summorum Pontificum (sobre o uso da liturgia anterior às reformas pós-conciliares), avisando que provavelmente seria publicada nos primeiros dias de abril, surgiu hoje a notícia de que deverá aparecer apenas após a Páscoa, talvez nos primeiros dez dias de maio. Recordemos como as coisas aconteceram no tempo da promulgação do Summorum Pontificum : meses e meses de espera, boatos e mais boatos estabelecendo o "dia"... Resta-nos confiar e esperar.

Casula romana roxa no sul de Teresina

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Pax et bonum! Adquirimos fotos de uma Missa celebrada com crianças ontem (25/03) na Igreja Matriz da Paróquia São João Evangelista, no Conjunto Parque Piauí, onde o celebrante, Fr. Francisco Heleno Moreira de Oliveira, OFM (mais conhecido apenas como Frei Heleno) utilizou uma casula romana roxa que portava consigo. Tinha-a levado apenas para mostrá-la (junto com a estola) a um conhecido, mas cedeu ao instante pedido de algumas crianças. De acordo com o site da Província Franciscana Nossa Senhora da Assunção, Fr. Heleno é professor de teologia dogmática e pastoral no ICESPI (Instituto Católico de Estudos Superiores do Piauí), mestre dos estudantes franciscanos, moderador do serviço da Formação Permanente de sua Província e vigário paroquial. É também autor do livro "A Eclesialidade das CEB’s no Ensinamento do Concilio Vaticano II e do CELAM". ( Fr. Heleno autografando seu livro no dia do lançamento) Por Luís Augusto - membro da ARS

Alocução do Papa Pio XII por ocasião da conclusão do Congresso Internacional de Pastoral Litúrgica de 1956

Pax et bonum! Com alegria, nesta Solenidade da Anunciação do Senhor, publico minha mais recente tradução: a Alocução ou Discurso de Pio XII por ocasião da conclusão do Congresso Internacional de Liturgia Pastoral que aconteceu em Assis, na Itália, em 1956. Caso a leitura pelo texto incorporado abaixo não esteja boa, visite o texto no Gloria.TV aqui:  http://gloria.tv/?media=140521 Por Luís Augusto - membro da ARS

Chegaram os paramentos encomendados pela ARS

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Pax et bonum! Quanta alegria senti ontem, chegando do trabalho, ao deparar-me finalmente, em meu quarto, com um pacote vindo de Bom Jesus do Itabapoana-RJ, onde residem as Irmãs do Instituto do Imaculado Coração de Maria e São Miguel Arcanjo , pertencente à Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney : era o jogo de paramentos romanos que a ARS adquiriu. Os membros da ARS reuniram um valor e encomendaram um jogo de paramentos romanos na cor branca. Sendo um bem da ARS, decidiremos ainda a ocasião mais propícia para seu uso, sendo que o fim principal será a Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano, que ainda iremos ter. Aproveito para manifestar minha satisfação pessoal com o trabalho das Irmãs do Instituto. Recomendamos a compra de paramentos fabricados por elas. Seguem algumas fotos, que não estão tão boas porque foram tiradas ontem à noite. Clicando nas mesmas é possível vê-las ampliadas.   Nosso querido remetente Ainda no plástico, sobre um papelã...

"A Quaresma"

Origem da palavra A palavra teutônica “ Lent ” (usada nos países de língua inglesa), que se emprega para denotar os quarenta dias de jejum que precedem a Páscoa, originalmente significava nada mais que a primavera. Tem sido usada desde o período Anglo-Saxão para traduzir o termo latino quadragesima  (no francês carême , no italiano quaresima , no espanhol cuaresma , no português quaresma), significando “quarenta dias” ou, mais literalmente, o “quadragésimo dia”. Isto, por sua vez, imitou o nome grego para a Quaresma, tessarakoste (quadragésimo), formado pela analogia com Pentecostes ( pentekoste ), palavra que anteriormente era usada para o festival judeu antes dos tempos do Novo Testamento. Esta etimologia, como veremos, é de pouca importância para explicar o desenvolvimento primitivo do jejum pascal. Origem do costume Alguns dos Padres por volta do séc. V apoiaram o pensamento de que este jejum de quarenta dia fosse de instituição Apostólica. São Leão (+461), por exemplo, e...

Cantando a Quaresma - Canto Gregoriano - Missas XVII e XVIII

Pax et bonum! Na Quaresma, os livros de canto gregoriano nos oferecem duas Missas: a XVII ( In Dominicis Adventus et Quadragesimæ ) e a XVIII ( In feriis Adventus et Quadragesimæ ), para serem respectivamente empregadas nos Domingos do Advento e da Quaresma e nos dias de semana dos mesmos tempos. As páginas, cujos links seguem abaixo, pertencem à Corpus Christi Watershed , já conhecida no contexto musical da Reforma da Reforma, por fornecer muito material de canto gregoriano (áudios e partituras). Recomendo a audição desses cantos para se compreender que abismo de diferença existe entre os cantos oficiais da Igreja e os cantos que são propostos em nossas paróquias. Eis uma boa reflexão. Missa XVII Missa XVIII Por Luís Augusto - membro da ARS

"O Jejum Quaresmal", por D. Henrique Soares da Costa, bispo auxiliar de Aracaju-SE

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Uma das características do tempo da quaresma, é a penitência, sobretudo no comer e no beber. Tal penitência pode consistir numa simples abstinência, que é renúncia a algum alimento, ou pode chegar ao jejum, que consiste no privar-se das refeições de modo total ou parcial. É muito importante a prática de tal forma de penitência. Aliás, eram o jejum e a abstinência que, na Igreja Antiga, davam uma fisionomia própria ao tempo quaresmal. Mas, por que jejuar? Por que se abster de alimentos? É necessário compreender o sentido profundo que o cristianismo dá a essas práticas, para não ficarmos numa atitude superficial, às vezes até folclórica ou, por ignorância pura e simples, desprezarmos algo tão belo e precioso no caminho espiritual do cristão. O jejum e a abstinência têm quatro sentidos muito específicos e claros: (1) O jejum nos ensina que somos radicalmente dependentes de Deus. Na Escritura, a palavra nephesh significa, ao mesmo tempo, vida e garganta. A idéia que isso exprime é que ...

"Como se há de resistir às tentações", da Imitação de Cristo

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(Chegou o tempo de guardar o volume da primeira parte do Tempo Comum, da Liturgia das Horas, e tomar nas mãos o volume para Quaresma e Páscoa. Chegou o tempo de guardar as flores, de cessar o Glória e o Aleluia, de usar os instrumentos musicais apenas para sustentar o canto. Isto para os que não estão vivendo este tempo de conversão desde a Setuagésima, há três domingos atrás. Chegou o tempo de mais nos abeirarmos da Palavra de Deus, de fazermos mais penitência, de meditarmos muito mais sobre a gravidade do imenso dom de nosso Batismo. Para bem estimular nossas almas para esta Quaresma, escolhi um texto do Bem-aventurado Thomas de Kempis, na belíssima obra Imitação de Cristo. Boa leitura a todos.) Como se há de resistir às tentações 1. Enquanto vivemos neste mundo, não podemos estar sem trabalhos e tentações. Por isso lemos no livro de Jó (7,1): É um combate a vida do homem sobre a terra. Cada qual, pois, deve estar acautelado contra as tentações, mediante a vigilância e a oração, par...