sexta-feira, 27 de março de 2009

Sobre a Forma Extraordinária do Rito Romano

Desde julho de 2007, com a publicação do Motu proprio Summorum Pontificum, O Santo Padre Bento XVI definiu que Rito Romano, desde então, seria constituído de duas formas de celebrar: Forma Ordinária do Rito Romano – FORR, que utiliza o Missal promulgado pelo Papa Paulo VI, em 1970, e a Forma Extraordinária do Rito Romano – que é a forma das celebrações litúrgicas do Rito Romano de acordo com os livros litúrgicos em vigor até a aplicação das reformas após o Concílio Ecumênico Vaticano II. Portanto, é a liturgia pré-conciliar e que nunca foi juridicamente ab-rogada. A normativa jurídica que diz respeito a esta forma litúrgica está atualmente prescrita no já citado Motu Proprio Summorum Pontificum. Dentre outras coisas, o documento trata do direito de sacerdotes de celebrarem segundo esta forma em privado, e dos fiéis de a solicitarem para celebrações públicas.

É importante resaltar que neste ultimos dois anos, em várias localidades no Brasil e do mundo está sendo celebrada a Santa Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano. Esta Forma litúrgica que atravessou séculos, vem atraindo um número cada vez maior de fiéis, inclusive jovens, confirmando que este não é um rito “antigo”, no sentido de ultrapassado, mas algo acolhido e amado pelas gerações atuais.

O Papa deixa claro que esta forma litúrgica em nada diminui a autoridade do Concílio Vaticano II ou entra em contradição com a forma ordinária. “Não existe qualquer contradição entre uma edição e outra do Missale Romanum”, como expresso pelo Motu proprio Summorum Pontificum.

Nós da ARS compreendemos nesta forma um bom testemunho do desenvolvimento orgânico da espiritualidade da Igreja, bem como uma claríssima profissão de fé nos dogmas eucarísticos, acreditamos que ela tem muito a oferecer para as gerações que não a conheceram, porque “aquilo que para as gerações anteriores era sagrado, permanece sagrado e grande também para nós, e não pode ser de improviso totalmente proibido ou mesmo prejudicial".

Alguns podem pensar que a participação das missas, segundo o Missal de 1962 se limita à geração mais idosa que tinha crescido com ele, mas, entretanto, é justamente pessoas jovens que atualmente descobrem esta forma litúrgica, sentem-se atraídas por ela e nela encontram uma forma, que lhes resulta particularmente apropriada, de encontro com o Mistério da Santíssima Eucaristia.

A Missa nesta forma tem sido chamada muitas vezes de “Missa Tridentina”, ou “Missa de São Pio V” (referente ao papa que promulgou a primeira edição do Missal Romano uniforme para o ocidente), mas o termo mais apropriado é Rito Gregoriano, ou Damaso-Gregoriano, pois grande parte deste Missal foi composta entre os séculos IV e VII, sob os pontificados de São Dâmaso (366-384) e São Gregório Magno (590-604). É chamada de "Missa em Latim", porém este termo é longe de ser apropriado porque a forma ordinária também é em latim com licença para ser rezada na lingua de cada nação.

Este Rito contém apenas uma Oração Eucarística, o "Cânon Romano" (que corresponde à Oração Eucarística I do Missal posterior). Diversas orações (como também grande parte do Cânon) são recitadas em voz baixa pelo sacerdote, de modo inaudível pelo povo.
Porém, o que encanta nesta forma de se celebrar a Eucaristia é o incentivo ao recolhimento e a oração. O Silêncio, a sobriedade dos gestos e a riqueza de símbolos são os convites à comtemplação do sacrifício divino, além da beleza e a singeleza do canto gregoriano e do canto polifônico que nos fazem sentir como se estivéssemos adorando a Deus na presença de Seus santos Anjos.

2 comentários:

Anônimo disse...

Amigos não é correto falar forma "extraordinária", até porque este rito é realizado a centenas de anos.
O correto seria missa de sempre, Rito dito Tridentino, ou também dito de São Pio V.

Anônimo disse...

Isso mesmo o termo "Extraordinário" parece não corresponder a todo o brilho que se encerra neste glorioso rito ocidental milenar.