quinta-feira, 11 de junho de 2009

Um ano de genuflexório! Deo gratias!



Pax et bonum!

Talvez pareça estranho o título desta postagem. O intuito dela é fazer memória a uma salutar decisão do Santo Padre, em conjunto com seu mestre de cerimônias e demais servidores das liturgias pontifícias.
Os que têm boa memória devem lembrar que exatamente há um ano (litúrgico, ou seja desde a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo do ano passado, a 22/05) o Santo Padre, o papa Bento XVI, passou a adotar o genuflexório para os fiéis que comungarem com ele.
Obviamente esta atitude é uma promoção da comunhão de joelhos, um forte convite a que seja revalorizada. Não é nenhum "julgamento" dizê-lo, apenas uma dedução lógica.
Passemos então para alguns lembretes:

A Solenidade

A Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (pop.: Corpus Christi) foi instituída universalmente pela Bula "Transiturus de hoc mundo" (passando deste mundo), do Papa Urbano IV, de 11 de agosto de 1264.
Há exatas nove semanas (63 dias) estivemos à mesa com nosso Senhor, no drama daquela noite em que foi entregue, contemplando o mistério da instituição da Sagrada Ordem e da Eucaristia: era a Ceia do Senhor – início do Sagrado Tríduo Pascal (09/04).
Percorremos, então, jubilosos os cinquenta dias da Páscoa. 
Tendo o Senhor Jesus se elevado ao Céu, enviou sobre a Igreja o Divino Consolador, o Espírito que procede do Pai e do Filho (31/05).
Manifestando-se, Deus, como três Pessoas consubstanciais, de única, igual e indizível majestade e santidade, celebramos o seu amor no último domingo (07/06).
Hoje (11/06) voltamos o olhar para o mistério Eucarístico – mistério de redenção , mistério de caridade , já não na gravidade da noite da ceia derradeira, mas numa efusão de alegria e numa solene profissão de fé.
Por trás de tudo isso, tiveram grande importância as revelações particulares recebidas por Santa Juliana de Mont Cornillon, que nasceu em 1193 perto de Liège.
Notemos que neste ano a instituição da Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo comemora 745 anos!

Mais sobre a solenidade: 

A bula

Quem quiser dar uma olhada no texto da bula, em latim, pode ver aqui:

O genuflexório

Coloco apenas um trecho da homilia do Santo Padre no ano passado e mais uma imagem.

Ajoelhar-se diante da Eucaristia é profissão de liberdade: quem se inclina a Jesus não pode e não deve prostrar-se diante de nenhum poder terreno, mesmo que seja forte. Prostramo-nos diante de um Deus que foi o primeiro a inclinar-se diante do homem, como Bom Samaritano, para o socorrer e dar a vida, e ajoelhou-se diante de nós para lavar os nossos pés sujos. Adorar o Corpo de Cristo significa crer que ali, naquele pedaço de pão, está realmente Cristo, que dá sentido verdadeiro à vida, ao imenso universo como à menor criatura, a toda a história humana e à existência mais breve. A adoração é a oração que prolonga a celebração e a comunhão eucarística na qual a alma continua a alimentar-se: alimenta-se de amor, de verdade, de paz; alimenta-nos de esperança, porque Aquele diante do qual nos prostramos não nos julga, não nos esmaga, mas liberta-nos e transforma-nos.
A homilia completa pode ser conferida aqui:



A comunhão de joelhos

Coloco apenas três citações sobre a Comunhão ser recebida pelo fiel ajoelhado:

"A prática de ajoelhar-se para a Santa Comunhão tem uma tradição de séculos a seu favor, e é um sinal particularmente expressivo de adoração, completamente apropriado à luz da presença verdadeira, real e substancial de nosso Senhor Jesus Cristo sob as espécies consagradas" (Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, Prot. n. 1322/02/L, de 01/07/2002).

"Não é lícito negar a sagrada Comunhão a um fiel, por exemplo, só pelo fato de querer receber a Eucaristia ajoelhado ou de pé" (Instrução Redemptionis Sacramentum, 91).

"Os fiéis podem comungar de joelhos ou em pé (...). Não é lícito negar a Santa Comunhão a um fiel pelo fato de que ele queira recebê-la de pé ou de joelhos, na mão ou na boca" (Arquidiocese de Teresina, Diretrizes para a Celebração da Eucaristia, de 24/11/2005).

Por Luís Augusto - membro da ARS

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