sábado, 2 de junho de 2012

Sacralidade na música litúrgica portuguesa

Pax et bonum!

Em nosso Brasil, Terra de Santa Cruz, infelizmente, abundam canções de mal gosto sob a classificação de "canto litúrgico".
Para alívio de nossos ouvidos e almas, o repertório de Portugal apresenta-nos uma música litúrgica bem mais próxima das características tantas vezes repetidas pelos últimos papas.
Os grupos de canto que queiram enriquecer o repertório para a Forma Ordinária do Rito Romano (embora sem poder contar com partituras) podem beber do canto sacro lusitano em vernáculo, que particularmente considerei muito bom.
Aqui no Brasil, temos assistido a uma forte secularização da liturgia através da música, com a inserção de inconvenientes ritmos populares, ousadas melodias tiradas de canções alheias à religião e textos enfraquecidos em seu sentido ou escritos de forma quase coloquial.
Pois bem, há o blog português O Canto na Liturgia, com comentários, vídeos e partituras, e, sobretudo, o próprio site do Secretariado Nacional de Liturgia, na seção Música Litúrgica.
Recordamos, por exemplo, as melodias oficiais do Missal Romano de lá, sobre o que já fizemos uma postagem, ou o Glória do Pe. António Azevedo de Oliveira, que também mereceu uma postagem.
Há canções muito boas acompanhadas por órgão na seção "Músicas cantadas nos Encontros de Pastoral Litúrgica". Se fôssemos procurar músicas numa seção de mesmo nome, mas dentre as composições brasileiras, muitos sabem o que se encontraria...
Não é que não existam belas e dignas composições em vernáculo no acervo brasileiro, mas não são essas que sobressaem em muitas celebrações. Testemunhos sobre isso são inúmeros.
Cantores, instrumentistas, coros, corais, scholæ, solistas, compositores, convém sempre recordar o que foi dito por São Pio X (Motu Proprio Tra le sollecitudini, 3) e recordado pelo Bem-aventurado João Paulo II (Quirógrafo no centenário do motu proprio Tra le sollecitudini, 12):


Uma composição para a Igreja
é tanto sacra e litúrgica 
quanto mais se aproximar, 
no andamento, na inspiração e no sabor,
da melodia gregoriana, 
e tanto menos é digna do templo, 
quanto mais se reconhece disforme 
daquele modelo supremo.


É isto que se segue, de modo bem geral, no Brasil?

Por Luís Augusto - membro da ARS

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