sábado, 30 de junho de 2012

"Liturgia e Pureza"

Pax et bonum!


No último dia deste semestre quis dedicar algumas horas escrevendo reflexões sobre a pureza na vida cristã, sobretudo como apresentada em súplicas de alguns textos litúrgicos (orações e hinos).
Não quis e não pude (ou melhor, nem poderia) ser exaustivo. De fato, o texto é modesto, simples.
Escrevi-o porque me parece que em muitos lugares já há muitos "mestres", muitos "cantores", muitos "pregadores", muitas "estrelas", mas poucos santos. Vez ou outra alguém que exerce certo ministério de relevo ou visibilidade, na Liturgia, aparece com máscaras caídas e uma vida tão contrária à santidade exigida nesta obra de Cristo, faltando-lhe, por exemplo, a pureza (ou outras qualidade esperadas de um bom cristão).
O primeiro destinatário destas reflexões sou eu mesmo. Creio, porém, que poderá ajudar a todos os que exercem algum ministério na Sagrada Liturgia, sobretudo, a buscarem maior preparação e perfeição naquilo que fazem, não primeiramente a nível de técnica, conhecimento, mas nas disposições de alma e corpo, reconhecendo-se como templo do Espírito Santo. 
O texto está disponível para leitura e download no Gloria.TV aqui.

Por Luís Augusto - membro da ARS

Um comentário:

Renan disse...

A SOLENE CELEBRAÇÃO DA SANTA MISSA DE SÃO PIO E MAUS EXEMPLOS DE OUTROS LOCAIS
O mundanismo e a ditadura do relativismo infiltraram-se na Igreja sob vários disfarces, provenientes de interpretações proposital-fraudulentas do Vaticano II: sincretismos, “auês” religiosos, conotações protestantes, inclusive de músicas, tentando nivelar ou até superiorizar o povo a Deus e muitas adaptações e interpretações pessoais e comunitárias secular-sectarizantes.
É bom frisar que a Igreja possui sérias infiltrações da Internacional Socialista há décadas e outras sociedades secretas; um dos subfrutos oriundos atuantes e nocivos dessas distorções é a Teologia(Heresia) da Libertação/Marxismo Cultural – TL/MC – que de teologia nada possui por imanentizar, socializar todo seu conteúdo transcendente, sucedendo-o por meio de alguns membros ordenados apostasiados, ex freis Boff, Betto, etc., banalizando a doutrina e a liturgia, ainda implantando o materialismo-ateísmo na sociedade; mais uma da TL/MC é a dessacralização do Mistério Eucarístico na Santa Missa, transformando-o apenas em ceia fraterna comum, deixando de lado o respeito, devoção e recolhimentos, tão necessários à sacralidade, sacrificialidade do Memorial da Paixão e Morte incruento de Jesus na cruz.
Ao acaso a SS Virgem Maria junto à cruz batia palmas, alegrava-se àquele momento, em tão dolorosíssima situação?
Há, por sinal, muitos católicos de comportamentos superficiais, desvirtuados e alienados à fé, adeptos das seguintes idéias: gosto de ir a uma Missa animada…Cheia de situações atraentes… Um cantor e orquestra lindos… Que “Missa boa” do padre fulano, choro de emoção, isso é que é Missa! A do outro padre, nem me falem, monótona demais, cansativa…Parece que a fé(?) de alguns para existir e funcionar, tem de haver estímulos exteriores…
Vejam abaixo o atual e oportuníssimo comentário do S. Padre Bento XVI da Carta Apostólica do S. Padre e Beato João Paulo II – Domenica Coena – datado de 24/02/1980.
“A liturgia não é um show, um espetáculo que necessite de diretores geniais e de atores de talento. A liturgia não vive de surpresas simpáticas, de invenções cativantes, mas de repetições solenes. Não deve exprimir a atualidade e o seu efêmero, mas o mistério do Sagrado. Muitos pensaram e disseram que a liturgia deve ser feita por toda comunidade para ser realmente sua. É um modo de ver que levou a avaliar o seu sucesso em termos de eficácia espetacular, de entretenimento. Desse modo, porém , terminou por dispersar o propium litúrgico que não deriva daquilo que nós fazemos, mas, do fato que acontece. Algo que nós todos juntos não podemos, de modo algum, fazer. Na liturgia age uma força, um poder que nem mesmo a Igreja inteira pode atribuir-se: o que nela se manifesta é o absolutamente Outro que, através da comunidade chega até nós. Isto é, surgiu a impressão de que só haveria uma participação ativa onde houvesse uma atividade externa verificável: discursos, palavras, cantos, homilias, leituras, apertos de mão… Mas ficou no esquecimento que o Concílio inclui na actuosa participatio também o silêncio, que permite uma participação realmente profunda, pessoal, possibilitando a escuta interior da Palavra do Senhor. Ora desse silêncio, em certos ritos, não sobrou nenhum vestígio.