sábado, 6 de agosto de 2011

Um email de Dr. Alcuin Reid! Mea culpa...

Pax et bonum!

Caríssimos, assustei-me há pouco ao encontrar em minha caixa de entrada um email do senhor Dr. Alcuin Reid, clérigo da Diocese de Frejus-Toulon, na França.
Em poucas palavras, mas sem má disposição de ânimo ou humor, ele questiona sobre o fato de eu ter feito e publicado a tradução do seu artigo: "Sacrosanctum Concilium and the Reform of the Ordo Missæ" sem prévio pedido de permissão.
Fiquei surpreso e receoso. Fi-lo de modo muito livre e desinteressado, como faço com tantas outras traduções. Na mesma hora, procurei algo sobre direitos autorais no site, mas não encontrei. Todavia, reconheço que posso ter cometido realmente algo errado.
Portanto, removi a tradução do Gloria.TV. Se alguém tiver baixado e disponibilizado em outro lugar, peço que apague.
Já respondi ao email do autor. Não obstante o acontecido, fiz o humilde pedido de permissão para publicar o texto. Já passava dos 300 acessos em 2 dias no Gloria.TV... Imaginei que estivesse a fazer um grande benefício, pois sei que muitos fiéis não têm a facilidade que outros têm para compreender textos em outros idiomas.
Creio que a resposta do autor será um NÃO! Todavia, pedi-lhe que rezasse pelo clero brasileiro e pela Arquidiocese de Teresina.
Estou no aguardo de algum retorno.
Peço a compreensão de todos e, se minha atitude foi realmente irresponsável, peço perdão.

Por Luís Augusto - membro da ARS

2 comentários:

judamore disse...

A Internet não é bem “terra de ninguém”, há algumas normas às quais obedecer. Umas são de ordem legal, outras de etiqueta, outras, ainda, a maioria, de bom senso.

Como é aberta ao mundo, as normas legais de outros países ainda não alcançam a Rede. Assim, em "solo brasileiro" continuam a valer as normas de nossa legislação, particularmente no caso do direito autoral... se o autor buscar a Justiça Brasileira.

No entanto, há sempre o bom e velho bom senso.
Se o texto traduzido estava protegido por normas de copyright, ou com sinalização por parte do autor para que não se use o texto sem sua permissão, por uma questão de bom senso devemos respeitar a vontade do autor.

Se, por outro lado, o texto foi publicado pelo próprio autor sem quaisquer advertências neste sentido, ou se o texto estava solto, copiado por alguém que o copiou por outrem, pode-se, de boa fé, traduzir e publicar, mas seria bom colocar uma ressalva sobre direitos autorais, pedindo ao autor ou a quem saiba algo sobre o autor que informe ao tradutor/publicante. Nestes dois casos, a falha foi do autor. Ninguém pode ser penalizado por causa disto.

Quanto ao autor, se ele foi descuidado pode até pedir, gentilmente (etiqueta), para remover a tradução não autorizada. Por uma questão de bom senso e educação, quem publicou removerá sem demora.

Mas, em tudo, sempre gentileza e cordialidade.

Não desanime. Eu tb me encarreguei desta tarefa salutar de traduzir para o português artigos e até obras de interesse dos brasileiros que não tem acesso a esse tipo de informação ou não tem conhecimento suficiente de uma língua estrangeira para acompanhar o texto no original. Portanto, continue...

Souza Leão D.G. disse...

Prezado Luís Augusto, gostaria de parabenizá-lo por tornar público este fato ocorrido por meio deste "mea culpa". Isso demonstra humildade, pois você poderia simplesmente ter omitido as razões da retirada da referida tradução do site onde estava, mas escolheu o mais digno modo de reparação: a retratação. Certamente, não se pode negar ter sido um "ato imprudente" de sua parte fazer a tradução do texto sem a devida e clara autorização do autor. Contudo, o desejo movido por sua plena boa vontade de levar ao conhecimento geral um conteúdo tão importante como esse (desejo que você argumenta positivamente), deixa evidências quase incontestáveis de um merecido ato de indulgência por parte do autor, a fim de permitir a requerida divulgação da sua tradução, tendo em vista os frutos positivos que isso causaria para o desenvolvimento da consciência litúrgica necessária para o movimento de "reforma da reforma" sob a perspectiva da "hermenêutica de continuidade". Que Deus o abençoe e o faça sempre contribuinte para o decoro da liturgia!