sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Ato de consagração do gênero humano a Jesus Cristo Rei

Pax et bonum!


Estamos perto do 86º aniversário da Encíclica Quas Primas (latimportuguês), pela qual Pio XI, sete anos após o fim da Primeira Guerra Mundial e quatorze anos antes da Segunda, instituiu a Festa de Cristo Rei.
Disse ele:

Em virtude de Nossa autoridade apostólica, instituímos a festa de "Nosso Senhor Jesus Cristo Rei", mandando que seja celebrada cada ano, no mundo inteiro, no último domingo de Outubro imediato à solenidade de Todos os Santos. Prescrevemos igualmente que, cada ano, se renove, nesse dia, a consagração do gênero humano ao Coração de Jesus, que já Nosso Predecessor de saudosa memória Pio X ordenara se fizesse anualmente.

O último Domingo de outubro, como data da Solenidade, permanece para o Calendário da Forma Extraordinária do Rito Romano. Com as reformas pós-conciliares, a Solenidade passou para o XXXIV Domingo do Tempo Comum, ou seja, o último Domingo do Ano Litúrgico, portanto, o domingo imediatamente anterior ao I Domingo do Advento.

A reforma do Enchiridion Indulgentiarum (Manual de Indulgências - 4ª ed. em latim e 3ª em português) apresenta este citado Ato de Consagração do gênero humano a Jesus Cristo Rei como oração indulgenciada.
Em comunhão e em obediência a estes dois grandes papas, rezemo-lo neste domingo (o que pode ser proposto aos párocos, vigários e capelães):

Iesu dulcíssime, Redémptor humáni géneris, réspice nos ad altáre (Extra ecclesiam vel oratorium: ante conspectumtuum humíllime provolútos. Tui sumus, tui esse vólumus; quo autem tibi coniúncti fírmius esse possímus, en hódie sacratíssimo Cordi tuo se quisque nostrum sponte dédicat. Te quidem multi novére nunquam; te, spretis mandátis tuis, multi repudiárunt. Miserére utrorúmque, benigníssime Iesu, atque ad sanctum Cor tuum rape univérsos. Rex esto, Dómine, nec fidélium tantum qui nullo témpore discessére a te, sed etiam prodigórum filiórum qui te reliquérunt: fac ut domum patérnam cito répetant, ne miséria et fame péreant. Rex esto eórum, quos aut opiniónum error decéptos habet, aut discórdia separátos, eósque ad portum veritátis atque ad unitátem fídei révoca, ut brevi fiat unum ovíle et unus pastor. Rex esto eórum, quos aut opiniónum error deceptos habet, aut discordia separatos, eósque ad portum veritátis atque ad unitátem fidei revoca, ut brevi fiat unum ovile et unus pastor. Largíre, Dómine, Eccléssiæ tuæ secúram cum incolumitáte libertátem; largíre cunctis géntibus tranquillitátem órdinis; pérfice, ut ab utróque terræ vértice una résonet vox; Sit laus divíno Cordi, per quod nobis parta salus: ipsi glória et honor in sǽcula. Amen.

(Dulcíssimo Jesus, Redentor do gênero humano, lançai sobre nós, que humildemente estamos prostrados diante do vosso altar (Fora da igreja ou do oratório: na vossa presença), os vossos olhares. Nós somos e queremos ser vossos; a fim de podermos viver mais intimamente unidos a vós, cada um de nós se consagra, espontaneamente, neste dia, ao vosso sacratíssimo Coração. Muitos há que nunca vos conheceram; muitos, desprezando os vossos mandamentos, vos renegaram. Benigníssimo Jesus, tende piedade de uns e de outros e trazei-os todos ao vosso sagrado Coração. Senhor, sede rei não somente dos fiéis, que nunca de vós se afastaram, mas também dos filhos pródigos, que vos abandonaram; fazei que estes tornem, quanto antes à casa paterna, para não perecerem de miséria e de fome. Sede rei dos que vivem iludidos no erro, ou separados de vós pela discórdia; trazei-os ao porto da verdade e à unidade da fé, a fim de que, em breve, haja um só rebanho e um só pastor. Senhor, conservai incólume a vossa Igreja, e dai-lhe uma liberdade segura e sem peias; concedei ordem e paz a todos os povos; fazei que, de um pólo a outro do mundo, ressoe uma só voz: louvado seja o coração divino, que nos trouxe a salvação; honra e glória a ele, por todos os séculos. Amém.)

* No Ato, a parte em itálico substitui os seguintes versos, que talvez já tenham sido alterados no tempo de Pio XI:


Rex esto, eórum ómnium, qui in ténebris idololatríæ aut islamísmi adhuc versántur, eósque in lumen regnúmque tuum vindicáre ne rénuas. Réspice dénique misericórdiæ óculis illíus gentis fílios, quæ támdiu pópulus eléctus fuit: et Sanguis, qui olim super eos invocátus est, nunc in illos quoque redemptiónis vitǽque lavácrum descéndat.

(Sede Rei de todos aqueles que se revolvem nas trevas da idolatria ou do islamismo, e não lhes recuseis chegarem à luz do vosso reino. Ponde também os vossos olhos misericordiosos sobre os filhos daquela gente, que outrora foi o povo eleito, e o Sangue, que antes fora sobre eles invocado, desça agora neles como um banho de vida e redenção.)

Concede-se indulgência parcial ao fiel que recitar piedosamente este ato, e plenária quando se recitar publicamente na solenidade de Jesus Cristo Rei.
(Enchiridion Indulgentiarum, Concessiones, 2 - correponde à 27ª da 3ª ed. do Manual)

Para lucrar a indulgência plenária, além da repulsa de todo o afeto a qualquer pecado até venial, requerem-se a execução da obra enriquecida da indulgência e o cumprimento das três condições seguintes: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração nas intenções do Sumo Pontífice.
A condição de rezar nas intenções do Sumo Pontífice se cumpre ao se recitar nessas intenções um Pai-nosso e uma Ave-Maria, mas podem os fiéis acrescentar outras orações conforme sua piedade e devoção.
(Manual das Indulgências, Norma 23, Parágrafo 1 e 5)

No mais, recomendamos a leitura completa da Encíclica de Pio XI.

Viva Cristo Rei!

Por Luís Augusto - membro da ARS

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