quarta-feira, 13 de abril de 2011

Cinco anos Ad Orientem

Pax et bonum!

Há um tempo encontrei este interessante testemunho e, hoje, revendo-o, achei por bem postá-lo.
Que o testemunho deste religioso anime mais sacerdotes a "orientarem" os corações e a Liturgia.

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Dando um passo

O dia 17 de dezembro de 2010 marcará o quinto aniversário da minha posição ad orientem perante o altar para o Santo Sacrifício da Missa. Comecei a oferecer a Santa Missa exclusivamente ad orientem no Mosteiro da Cruz Gloriosa, onde trabalhei por vários anos como capelão. Preparei a mudança no Advento de 2005 com uma catequese pastoral e mistagógica apropriada.


Depois veio o Summorum Pontificum

Depois de 14 de setembro de 2007, o Summorum Pontificum facilitou bastante a celebração do rito tradicional da Santa Missa e, desde que assumi a minha missão em Tulsa, tenho oferecido a Forma Extraordinária diariamente, não tendo nenhum desejo e não vendo nenhuma necessidade, no contexto da vida monástica contemplativa, de celebrar na Forma Ordinária.

Não é um retrocesso

Tendo dito isso, após cinco anos oferecendo a Santa Missa ad orientem, posso dizer que eu não quero nunca ter de voltar à posição versus populum. Quando viajo, entretanto, algumas vezes, sou obrigado a celebrar versus populum, especialmente, na Irlanda, na França e Itália; isso me deixa com um sentimento de inadequação extrema. Sofro do que posso descrever apenas como uma falta de pudeur sagrado, ou modéstia em face aos Santos Mistérios. Quando sou obrigado a celebrar versus populum, sinto visceralmente, como se fosse, que há algo muito errado – teológica, espiritual e antropologicamente – com o oferecimento do Santo Sacrifício voltado em direção à congregação.

Dez vantagens

Quais são as vantagens da posição ad orientem no altar, uma vez que eu as experimentei ao longo dos últimos dois anos? Posso pensar em dez logo de imediato:

1. O Santo Sacrifício da Missa é experimentado como tendo uma direção e enfoque teocêntrico.

2. Os fiéis são poupados do clerocentrísmo cansativo que até então tem tomado conta da celebração da Santa Missa nos últimos quarenta anos.

3. Mais uma vez se tornou evidente que o Cânon da Missa (Prex Eucharistica) é dirigido ao Pai, pelo sacerdote, no nome de todos.

4. O caráter sacrifical da Missa é maravilhosamente expresso e afirmado.

5. Quase que imperceptivelmente alguém descobre o acerto de se rezar silenciosamente em determinados momentos, de recitar determinadas partes da Missa suavemente e recitar outras de maneira musical.

6. Ela permite ao padre celebrante ter o benefício da santa modéstia.

7. Eu me vejo cada vez mais identificado com Cristo, o Eterno Sumo Sacerdote e Hóstia perpétua, na liturgia do santuário celestial, para além do véu, perante a Face do Pai.

8. Durante o Cânon da Missa, sou agraciado com um recolhimento profundo.

9. As pessoas se tornaram mais reverentes em seu comportamento.

10. Toda a celebração da Santa Missa ganhou em reverência, atenção e devoção.
Dom Mark Daniel Kirby é Prior do Mosteiro Beneditino Diocesano de Nossa Senhora do Cenáculo em Tulsa, Oklahoma.
Sua Excelência, Bispo Edward J. Slattery da Diocese Católica Romana de Tulsa estabeleceu o mosteiro em 2009 com a missão distintiva da Adoração Eucarística para a santificação dos sacerdotes.


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