quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Um jovem padre descobre renovação no "Rito Antigo"

Pax et bonum!

Segue nossa tradução do testemunho do Pe. Jeffery A. Fasching, da Diocese de Springfield-Cape Girardeau, Missouri, nos Estados Unidos, escrito por ele mesmo há uns dois anos, aproveitando também a temática das vocações, neste mês de agosto.

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Um sacerdote católico é, antes de tudo, um homem de oração. A oração a sós com nosso Senhor é a atividade mais importante que realizo em todo e cada dia. Se algum padre lhe disser outra coisa, ele não está com suas prioridades organizadas. Um número significante de seminaristas e sacerdotes atribui sua vocação à Adoração Eucarística. Eu sou um deles. Estar a sós com o Senhor, sem distrações, constitui cada dia uma visita pela qual sou capaz de ouvir o Senhor que fala comigo.
A Eucaristia é um tesouro que não tem preço. Comecei a aprender isto primeiramente em minha paróquia natal de São Francisco de Assis em Wichita, no Kansas, quando eu tinha meus vinte anos. Assim que comecei a discernir minha vocação, senti uma poderosa atração para visitar regularmente nosso Senhor na capela de adoração perpétua da paróquia. Nosso Senhor falou-me ao coração com um convite irresistível para consagrar a Eucaristia e trazer Cristo ao mundo. Daquele momento em diante eu percebi que, dentre as várias possibilidades que a vida me oferecia no momento, nenhuma se comparava com o trabalhar pela salvação das almas como sacerdote católico.
No decorrer dos anos eu tenho verdadeiramente experimento como as palavras do Papa Bento XVI soam verdadeiras no que diz respeito ao Santo Sacrifício da Missa e a adoração: “Somente dentro do respirar da adoração pode a Celebração Eucarística estar viva de fato... Comunhão e adoração não estão lado a lado, ou mesmo em lados opostos, mas são indivisivelmente uma coisa só”.
Há menos de um ano eu tomei conhecimento sobre o documento-marco de nosso Santo Padre, o Summorum Pontificum, que restaurou aos sacerdotes a liberdade para celebrar na "forma extraordinária" do Rito Romano. Com o auxílio de um tutorial online, treinei por mim mesmo para oferecer a Missa na Forma Extraordinária. A razão para a minha atração pela Missa Latina é dupla: minha educação tradicional e minha experiência diante da falta de vontade da parte de muitos sacerdotes em seguir as rubricas da Missa.
Desde que comecei a oferecer o Santo Sacrifício da Missa na Forma Extraordinária, tenho experimentado um revigoramento de minha fé e uma grande consolação como sacerdote tradicional que tem recebido um tremendo auxílio por parte de um bispo de inclinação tradicional. Tenho experimentado uma mais profunda união com a Igreja e com nosso Santo Padre através da Liturgia Romana Clássica, porque tantos santos no passar das gerações ofereceram o Santo Sacrifício precisamente desta mesma forma que eu sou capaz de oferecer aqui e agora.
Como filhos de Deus, nosso relacionamento com Deus é, de longe, o relacionamento mais importante que podemos ter. Este relacionamento está intimamente unido à presença de nosso Senhor na Eucaristia. É pela Missa somente que nós somos capazes de receber nosso Senhor na Sagrada Comunhão e, assim, nutrir o relacionamento pessoal com ele. Minha experiência tem sido a de que em qualquer relacionamento humano, as palavras que usamos e as ações que realizamos têm um papel significante no sucesso deste relacionamento particular. Desde que nossa salvação depende de nosso relacionamento com Deus, devemos tomar extremo cuidado com as palavras e ações da Sagrada Liturgia.
Os documentos do Vaticano II claramente estabelecem que indivíduo algum, nem mesmo um sacerdote, tem o direito de alterar as rubricas da Sagrada Liturgia. No entanto, esta prática é comum em muitas paróquias. Quando um padre muda as palavras e gestos da Sagrada Liturgia ele põe em perigo a fé daqueles em favor de quem ele celebra e, portanto, torna-se responsável por diminuir a integridade de sua crença. Aprendendo a oferecer a Missa Latina Tradicional, que se desenvolveu sob a influência do Espírito Santo durante tantos séculos, eu tenho experimentado uma tremenda paz em meio ao comportamento casual e às mudanças gratuitas de palavras e gestos, tão dominantes em várias paróquias ao meu redor.
A Fé Católica e o Santo Sacrifício da Missa são os maiores dons que Deus nos fez. Portanto, devemos nutrir nossa fé, crescer nela, e jamais desprezarmos o que Deus nos deu. A Sagrada Liturgia foi-nos dada por Deus para permanecermos em contato com ele. Como sacerdote, cabe a mim ajudar os outros a ver quão importante a Liturgia é para nossas vidas no dia-a-dia. Os paramentos, o cálice, e todos os outros itens usados durante o Santo Sacrifício da Missa deveriam mostrar-nos que queremos devolver a Deus as coisas mais belas que temos quando estamos em comunhão com ele.
A principal meta da Igreja é trazer pessoas para a comunhão com o Senhor através do Santo Sacrifício da Missa. A Missa é a fonte e o cume de nossas vidas como cristãos católicos. Consequentemente, problemas litúrgicos sempre foram considerados de suma importância no que diz respeito à Santa Mãe Igreja. Apesar disto, muitos pastores nem se importam em tomar de conta de como a liturgia é celebrada em suas próprias paróquias! Como resultado, tenho testemunhado uma grandiosa falta de conhecimento entre os fiéis leigos no que diz respeito à doutrina católica.
É precisamente aí que eu creio começar minha missão como padre simpático à Forma Extraordinária da Missa. Recentemente apontado como pastor de uma crescente comunidade da Missa Latina, estou emocionando por ter a oportunidade de compartilhar a fé que Deus me deu com outras pessoas que têm como meta haurir alimento da Sagrada Liturgia, que nutriu a inúmeros outros no decorrer dos séculos na vida da Santa Mãe Igreja.

Fonte: http://catholicknight.blogspot.com.br/2010/05/missouri-priest-discovers-renewal-in.html

Tradução por Luís Augusto - membro da ARS

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