domingo, 22 de maio de 2011

Uma igreja com muitos véus

ALLELUIA

Pax et bonum!

Esta postagem já deveria ter vindo à luz há muito tempo, mais especificamente, desde o Sacro Tríduo Pascal.
Quero falar de algo interessante que aconteceu e permaneceu na Igreja Matriz da Paróquia São João Evangelista, no Conjunto Parque Piauí, zona sul de Teresina.
Preparavam-se todos para celebrar a Semana Santa quando o pároco, Pe. Osório Barbosa Teixeira Neto, homem simples, embora seja mestre em Teologia Moral pela Academia Alfonsiana de Roma, convidou as paroquianas a cobrirem a cabeça com um véu para um encontro que aconteceria na manhã da Sexta-feira da Paixão, bem como na Celebração da Paixão do Senhor.
Alguns murmúrios aqui, ali... Entusiasmo aqui, ranger de dentes acolá... Ninguém nesta igreja tinha o costume de usar véu na Missa (salvas duas exceções, de meu conhecimento, mas que só o utilizavam eventualmente noutras igrejas).
Foi um convite, uma recomendação. Não foi uma ordem.
Aproximadamente às 8h da Sexta-feira da Paixão, pouco antes do início do encontro do pároco com as mulheres (às 10h haveria um semelhante apenas com os homens), a igreja encontrava-se assim:
Quanto vale a palavra de um pároco, mesmo que seja apenas uma ideia, um convite!
Após o encontro, foram visitar o Senhor na capela da reposição, no Centro Paroquial.
Horas depois, durante a Celebração da Paixão do Senhor:

Algumas das senhoras, moças, jovens, meninas, deixaram de utilizá-lo a partir da Vigília Pascal, como se atribuíssem [erroneamente] ao véu um sentido de luto. Outras permaneceram e permanecem usando-o.

Da noite para o dia, uma igreja em que não havia este costume passa a ser o local em que mais se usa o véu em toda uma Arquidiocese (eu não pesquisei, mas pelo conhecimento diria que a afirmação é correta, a não ser que me provem o contrário).
O pároco não mandou usarem, como não mandou deixarem de usá-lo; deixou à guia da devoção de cada uma das paroquianas.
Ninguém encontrará lá, atualmente, centenas ou dezenas e dezenas de cabeças veladas, mas temos um número razoável.

Mas por quê o véu? Há um texto que traduzi, e vários outros interessantes, no blog Velatam ad Dei gloriam, a cujos responsáveis eu dedico esta postagem e a quem encaminho os leitores interessados no assunto.

"É necessário que ele cresça, e eu diminua"! (Jo 3,30)

Por Luís Augusto - membro da ARS

2 comentários:

Sem. Cícero Farias Pereira disse...

LAVS DEO!
Fico muito feliz em ver que ainda, em alguns lugares se respeitam e mantém a Tradição da Igreja, o respeito pela Sagrada Liturgia, a devoção dos fiéis, o amor a Jesus Eucarístico.
Peço aos irmãos e irmãs que rezem pela minha vocação, sou seminarista da Arquidiocese Militar do Brasil.

PAX!

Anônimo disse...

Bem... isto é muito bom! Ver todas estas mulheres de véu!... Também uso véu... embora 98% das mulheres das Missas que frequento não usem... mas tem só uma coisinha que as pessoas esquecem: não adianta a mulher usar véu, e continuar a usar calça, ou mesmo uma roupa curta, justa ou transparente. Porque senão, o véu vai se tornar modismo, e não é esta a finalidade, mas levar às mulheres a se vestirem com modéstia, decência e feminilidade.
Rachel Maria